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Questão de Criminologia — Modelos Teóricos da Criminologia: Clássico, Neoclássico, Positivista e Moderno. Escolas da Criminologia: Clássica, Positiva, “Terza Scuola” Italiana, Técnico-Jurídica e Sociológica Alemã. — VUNESP 2018

CriminologiaModelos Teóricos da Criminologia: Clássico, Neoclássico, Positivista e Moderno. Escolas da Criminologia: Clássica, Positiva, “Terza Scuola” Italiana, Técnico-Jurídica e Sociológica Alemã.
Código
vu031626
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Escrivão de Polícia Civil
A atuação da polícia judiciária ao investigar e prender infratores acaba por contribuir com a inserção do infrator no sistema de justiça criminal, inserindo-o em uma “espiral” que o impedirá de retornar à situação anterior sendo, para sempre, definido como criminoso.Essa afirmação se relaciona, preponderantemente, com qual teoria sociológica da criminalidade?
  1. AJanelas quebradas.
  2. BEtiquetamento Social.
  3. CAnomia.
  4. DSubcultura.
  5. EEcológica do crime.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Etiquetamento Social.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teoria do Etiquetamento Social (Labelling Approach)

Gabarito: letra B. A descrição da questão — a polícia, ao investigar e prender, insere o infrator em uma "espiral" que o define para sempre como criminoso — é a síntese da teoria do etiquetamento social (labelling approach). Essa corrente sustenta que o desvio não é uma qualidade intrínseca do ato, mas uma consequência da reação social e da aplicação do rótulo de "criminoso" que gera um estigma irreversível.

A banca cobra o conhecimento das teorias sociológicas da criminalidade. O enunciado descreve exatamente o efeito do labelling approach: o indivíduo, uma vez rotulado, passa a ser tratado como criminoso e internaliza esse papel, dificultando o retorno à condição anterior. As demais alternativas tratam de outros fenômenos criminológicos.

Teoria Sociológica

Conceito Central

Relação com a "Espiral" de Estigmatização

Autores Principais

Etiquetamento Social (Labelling Approach)

O desvio é uma consequência da reação social e do rótulo aplicado, não uma qualidade intrínseca do ato.

Direta e preponderante: a investigação e a prisão impõem o rótulo de "criminoso", gerando um estigma irreversível que insere o indivíduo em uma "espiral" da qual ele não consegue escapar, internalizando o papel desviante (criminalização secundária).

Becker, Lemert, Goffman

Janelas Quebradas

A desordem física e a falta de controle social informal estimulam o crime.

Indireta: foca no ambiente e na prevenção de pequenas infrações, não no efeito do rótulo sobre o indivíduo.

Wilson, Kelling

Anomia

O crime decorre da ausência de normas ou do descompasso entre metas culturais e meios institucionais.

Nenhuma: não aborda o processo de rotulação ou o estigma gerado pelo sistema penal.

Durkheim, Merton

Subcultura Delinquente

A delinquência é explicada por subculturas que rejeitam os valores dominantes e criam normas próprias.

Nenhuma: foca na formação de grupos com valores alternativos, não na reação social ao ato.

Cohen

Ecológica do Crime

O crime é influenciado por características do ambiente urbano (desorganização social, transição de bairros).

Nenhuma: não trata do estigma ou da rotulação individual.

Escola de Chicago (Park, Burgess, Shaw, McKay)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A teoria das janelas quebradas (Wilson e Kelling) foca no impacto da desordem física (vidros quebrados, grafites) como estímulo ao crime, não no efeito do rótulo criminal sobre o indivíduo. Preconiza o policiamento de tolerância zero para pequenas infrações, mas não aborda a "espiral" de estigmatização descrita.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O etiquetamento social (labelling approach) — desenvolvido por autores como Becker, Lemert e Goffman — parte da premissa de que o desvio é criado pela reação social. O ato de prender e investigar já impõe um rótulo; a partir daí, o indivíduo é tratado como criminoso, o que pode levá-lo a confirmar o comportamento desviante (criminalização secundária). A "espiral" mencionada é justamente a incapacidade de se livrar do estigma, fixando a identidade de delinquente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A anomia (Durkheim; Merton) explica o crime pela ausência de normas ou pela divergência entre metas culturais e meios institucionais disponíveis. Não trata do processo de rotulação nem das consequências do contato com o sistema penal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A teoria da subcultura delinquente (Cohen) busca explicar a delinquência juvenil a partir de subculturas que desafiam os valores dominantes. Foca na formação de grupos com valores próprios, não na reação social ao infrator.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A teoria ecológica do crime (Escola de Chicago) associa a criminalidade a fatores espaciais e de desorganização social (zonas de transição, deterioração urbana). Não envolve o mecanismo de etiquetamento.

PEGA ESSA DICA!

Na hora da prova, lembre-se de que o labelling approach é a única teoria que coloca o foco na reação social e no rótulo como causa da continuidade da conduta criminosa (criminalização primária e secundária). A expressão "espiral" no enunciado é uma pista direta para essa corrente.

Gabarito: letra B.

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