Questão de Criminologia — Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”. — VUNESP 2018
Criminologia›Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”.
Código
vu031630
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Escrivão de Polícia Civil
Com relação às teorias sociológicas da criminalidade, é correto afirmar que
Aa teoria do autocontrole sustenta que as falhas ou negligências na educação em casa, familiar não são causas preponderantes do crime.
Ba teoria da anomia vê o delito como um fenômeno normal da sociedade e não como algo necessariamente ruim.
Ca teoria da associação diferencial foi a primeira a refutar a existência dos crimes de colarinho branco.
Da teoria da anomia estabelece que a conduta criminal é algo que se aprende.
Ea teoria da associação diferencial defende que os indivíduos adquirem (ou não) a capacidade de controle da impulsividade e imediatismo (autocontrole) por meio da socialização familiar.
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GabaritoB — a teoria da anomia vê o delito como um fenômeno normal da sociedade e não como algo necessariamente ruim.
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Teorias Sociológicas da Criminalidade
Gabarito: letra B. A teoria da anomia (Durkheim) concebe o crime como um fenômeno normal e universal, integrante da vida social, e não como algo patológico ou necessariamente ruim – ideia defendida por Émile Durkheim em sua obra clássica As Regras do Método Sociológico.
A questão testa o conhecimento das principais teorias sociológicas da criminalidade, especialmente a diferença entre anomia, associação diferencial e autocontrole. Cada alternativa apresenta um conceito que pode estar corretamente ou incorretamente vinculado à teoria.
Teorias sociológicas da criminalidade: Anomia (Durkheim) (Crime como fenômeno normal, Não patológico, Fato social universal); Associação diferencial (Sutherland) (Conduta criminal aprendida, Interação social, Crimes de colarinho branco); Autocontrole (Gottfredson e Hirschi) (Baixo autocontrole → crime, Causa: falha na educação familiar)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A teoria do autocontrole (Gottfredson e Hirschi) sustenta exatamente o oposto: falhas na educação familiar (socialização inadequada) são a causa preponderante do baixo autocontrole, que leva ao crime. Portanto, a afirmação de que tais falhas "não são causas preponderantes" está errada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme Durkheim, o crime é um fato social normal presente em todas as sociedades, pois contribui para a evolução do direito e da moral coletiva. A frase "não como algo necessariamente ruim" reflete essa perspectiva funcionalista, sem juízo de valor patológico. O conteúdo de apoio confirma: "a teoria da anomia vê o delito como um fenômeno normal da sociedade e não como algo necessariamente ruim".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Edwin Sutherland, criador da teoria da associação diferencial, foi quem introduziu e estudou os crimes de colarinho branco, não os refutou. Ele demonstrou que tais crimes também são aprendidos por associação diferencial, contrariando a ideia de que seriam explicados por patologia individual.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A teoria da anomia não afirma que a conduta criminal se aprende; esse é o cerne da teoria da associação diferencial (aprendizagem por interação social). A anomia foca na pressão estrutural entre metas culturais e meios institucionais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A aquisição de autocontrole por meio da socialização familiar é tema da teoria do autocontrole, não da associação diferencial. A associação diferencial trata da aprendizagem de definições favoráveis ou desfavoráveis ao crime, não do controle da impulsividade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as teorias: atribui à anomia o aprendizado do crime (D), e à associação diferencial o autocontrole (E). O candidato deve reconhecer o núcleo de cada teoria para não cair nessas inversões.