Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — VUNESP 2018
- Código
- vu031861
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PC-SP
- Ano
- 2018
- Nível
- Superior
- Cargo
- Papiloscopista Policial
- Aesqueletização.
- Bcromática.
- Cmumificação.
- Dcoliquativa.
- Eenfisematosa.
GabaritoD — coliquativa.
Gabarito: letra D. A fase coliquativa é o estágio da putrefação em que ocorre a dissolução dos tecidos pela ação combinada de microrganismos e da fauna cadavérica (larvas e insetos), conforme descrito no enunciado.
A putrefação cadavérica é um fenômeno transformativo destrutivo, subdividido em fases sequenciais: cromática, enfisematosa, coliquativa e, por fim, esqueletização. Na fase coliquativa (também chamada de liquefação), os tecidos moles são liquefeitos por enzimas bacterianas e pela ação de larvas, resultando em uma massa pastosa e odor característico.
A esqueletização é a última fase, quando restam apenas os ossos. Não há dissolução de tecidos moles, pois eles já foram destruídos anteriormente.
A fase cromática é a primeira, marcada pelo aparecimento da mancha verde abdominal (sufusão). Não há liquefação tecidual.
A mumificação é um fenômeno transformativo conservador, não destrutivo. Ocorre em condições especiais de ambiente seco e quente, com desidratação e preservação dos tecidos, ao contrário da dissolução descrita.
Na fase coliquativa, os tecidos entram em liquefação pela ação de bactérias putrefativas e de larvas/insetos, exatamente como enunciado.
A fase enfisematosa é caracterizada pela produção de gases por bactérias anaeróbias, causando distensão abdominal e enfisema subcutâneo, mas sem dissolução tecidual significativa.
Para memorizar a sequência das fases da putrefação, lembre-se da sigla CECA – Cromática, Enfisematosa, Coliquativa, A (esqueletização). A fase coliquativa é a única em que há destruição líquida dos tecidos.
Gabarito: letra D.
Link permanente: /questoes/vu031861