Questão de Português — Pronomes pessoais oblíquos — VUNESP 2018
Português›Pronomes pessoais oblíquos
Código
vu031877
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Papiloscopista Policial
Observe as passagens:• Tomou querosene? [...] Ontem esteve aqui uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei.• Olha um homem! Homem é raro aqui. [...] Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que desenganou?Considerando o emprego e a colocação de pronomes, em conformidade com a norma-padrão, as frases em destaque podem ser assim reescritas, respectivamente:
ANão sei, nunca lhe provei. / Quem foi que desenganou você?
BNão sei, nunca o provei. / Quem foi que o desenganou?
CNão sei, nunca provei-o. / Quem foi que desenganou-lhe?
DNão sei, nunca provei ele. / Quem foi que desenganou ele?
ENão sei, nunca provei-lhe. / Quem foi que desenganou-lhe?
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GabaritoB — Não sei, nunca o provei. / Quem foi que o desenganou?
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Reescrita com pronomes – regência e colocação pronominal
SE LIGUE NESSA!
O texto-base completo (diálogo) não foi reproduzido, mas as passagens a reescrever estão no enunciado. A resolução depende exclusivamente da transitividade dos verbos e das regras de colocação pronominal – conteúdo que pode ser analisado sem acesso ao texto integral.
Gabarito: letra B. A única alternativa que respeita simultaneamente a regência dos verbos (objeto direto → pronome oblíquo átono "o") e a colocação obrigatória (próclise após "nunca" e colocação natural após "Quem foi que") é a B. Vejamos cada trecho.
Primeiro trecho: "Não sei, nunca provei."
O verbo provar (no sentido de experimentar algo) é transitivo direto: exige objeto direto. Na frase, o objeto omitido é masculino (o querosene, o gosto). O pronome adequado é o (e não lhe, que é objeto indireto).
Colocação: com o advérbio nunca (palavra negativa), a norma-padrão exige próclise – o pronome antes do verbo: "nunca o provei". Ênclise ("provei-o") é inadequada após advérbio.
Segundo trecho: "Quem foi que desenganou?"
O verbo desenganar (no sentido de informar que não há cura) é transitivo direto: exige objeto direto (a pessoa desenganada). O pronome correto é o (masculino, referindo-se a "um homem").
Colocação: após a expressão "Quem foi que", não há palavra atrativa que force próclise; a ênclise é possível. A forma "o desenganou" (próclise) é natural e aceitável. A forma "desenganou-o" também seria correta, mas entre as alternativas, apenas B oferece "o desenganou".
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
"nunca lhe provei": lhe é objeto indireto; o verbo pede objeto direto.
"desenganou você": você é pronome de tratamento, mas a reescrita deveria usar pronome oblíquo átono ("o") para manter o paralelismo com a primeira parte. Além disso, o enunciado pede "reescritas com pronomes" – o uso de "você" foge à proposta.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"nunca o provei": pronome o (objeto direto) + próclise obrigatória após nunca.
"Quem foi que o desenganou?": pronome o (objeto direto) + colocação aceitável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"nunca provei-o": a ênclise após nunca é proibida pela norma-padrão (palavra negativa atrai próclise).
"desenganou-lhe": lhe substitui objeto indireto, mas o verbo é transitivo direto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"nunca provei ele": ele é pronome reto usado como objeto direto – construção coloquial, rejeitada pela norma culta.
"desenganou ele": mesmo erro.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"nunca provei-lhe": lhe para verbo transitivo direto, erro de regência.
"desenganou-lhe": mesmo erro.
Conclusão: Apenas a alternativa B respeita a regência dos verbos (objeto direto → "o") e a colocação pronominal (próclise após "nunca"). Gabarito: letra B.