Questão de História — História Geral — VUNESP 2018
HistóriaHistória Geral
- Código
- vu033555
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos - SP
- Ano
- 2018
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica II - História
Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã- -Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que evidentemente parecia aos governos de Londres e Paris, que planejaram junto com Israel uma operação militar para derrubar o governo revolucionário do coronel Nasser, no Egito. O episódio foi um fracasso catastrófico (exceto do ponto de vista de Israel), tanto mais ridículo pela combinação de indecisão, hesitação e inconvincente desfaçatez do primeiro-ministro britânico, Anthony Éden.(Eric Hobsbawm. Era dos extremos – O breve século XX – 1914-1991.)Sobre a “aventura do Suez”, é correto afirmar que
- Aa nacionalização do canal de Suez, provocada pelas pressões diplomáticas da URSS, em um dos momentos mais tensos da Guerra Fria, provocou a aliança entre França, Grã-Bretanha e Estados Unidos para combater a decisão egípcia.
- Bo governo egípcio aproveitou-se do enorme prestígio do pan-africanismo, gerado pelas múltiplas independências nacionais no continente, e, para atender aos interesses de Israel, nacionalizou o canal de Suez.
- Ca aliança entre o Egito e a União Soviética teve como decorrência imediata a nacionalização do canal de Suez, provocando a forte contraposição do mundo capitalista, através da criação da OTAN.
- Ddiante das dificuldades do Egito em conseguir recursos dos Estados Unidos para a construção da barragem de Assuã, o presidente Nasser nacionalizou o canal de Suez e atingiu diretamente os interesses ingleses e franceses.
- Ea decisão de nacionalizar o canal de Suez foi tomada durante a Conferência de Bandung, dado o interesse das chamadas nações do Terceiro Mundo em enfraquecer as potências neocoloniais europeias.