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Questão de História — Período Colonial: produção de riqueza e escravismo — VUNESP 2018

HistóriaPeríodo Colonial: produção de riqueza e escravismo
Código
vu033565
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos - SP
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
Tema constantemente retomado na História do país e do estado, o ensaio de sedição ocorrido em 1788-89 em Minas Gerais é, talvez, um dos fatos históricos de maior repercussão e conhecimento popular, largamente presente, tanto no imaginário político nacional quanto no sistema escolar fundamental e médio. Marcada desde suas origens por uma série de vicissitudes a ela exteriores ou extemporâneas, a Inconfidência Mineira precisa, hoje, ser submetida a um “jogo de luz” que distinga e identifique com mais clareza o que é próprio do evento e – sem propriamente desprezar ou descartar – o que é fruto da ação do tempo e das práticas sociais em suas “leituras” e “releituras” sobre o evento. O que se procura fazer nesse trabalho, é recuar no tempo e retomar em sua historicidade alguns aspectos da natureza, sentido e alcance das fontes que nos informam sobre o evento, bem como investigar como se deu sua apropriação e exame pela historiografia ao longo do tempo, bem como sua disseminação no sistema escolar.(João Pinto Furtado. “Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica”. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História.)Para o autor do artigo citado, a Inconfidência Mineira era
  1. Aum movimento bastante heterogêneo no que se refere ao lugar social e às motivações econômicas dos participantes e quanto às ideias que alimentavam o projeto sedicioso, no qual não cabia a presença de contraposição de dicotomias interpretativas, como interesses públicos x privados.
  2. Buma revolta dirigida por burocratas luso-brasileiros em aliança com pequenos e médios proprietários mineiros, interessados em romper laços com Portugal por causa do Alvará de 1785, que proibia as manufaturas no Brasil.
  3. Cuma insurreição armada, liderada pelo Regimento de Cavalaria de Minas, que pretendia a separação de Minas Gerais e do Rio de Janeiro de Portugal e o estabelecimento de uma República semelhante à organizada em Pernambuco durante o domínio holandês no século XVII.
  4. Duma revolução social com múltiplas lideranças populares, principalmente da guarda paga de Minas Gerais, que questionava a escravidão africana e indígena e discordava dos privilégios oferecidos aos portugueses em relação aos principais cargos da magistratura.
  5. Euma rebelião organizada pela elite mais esclarecida de Minas Gerais, formada por grandes mineradores e comerciantes-financistas e que pretendia retirar a capitania do jugo português, principalmente por causa da opressão fiscal, representada pelo aumento constante de tributos sobre o ouro.
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GabaritoA — um movimento bastante heterogêneo no que se refere ao lugar social e às motivações econômicas dos participantes e quanto às ideias que alimentavam o projeto sedicioso, no qual não cabia a presença de contraposição de dicotomias interpretativas, como interesses públicos x privados.

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