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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu041713
Banca
VUNESP
Órgão
IPREMM - SP
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar de Escrita

      Durante a Guerra do Golfo, as televisões do mundo inteiro exibiram duas imagens de forte impacto: uma delas mostrava incubadoras desligadas pelos iraquianos, com crianças prematuras kwaitianas mortas; outra, pássaros sujos de petróleo por uma maré negra provocada também pelos iraquianos. Ambas as imagens eram falsas. As incubadoras eram uma montagem. A maré negra era real, mas tinha acontecido a milhares de quilômetros dos “cruéis” iraquianos.

      Como nos defender de tudo isso? Simplesmente obtendo informações em outras fontes. Quantos livros você leu no ano que passou? Informativos e formativos? E literatura? Quando falo em literatura, não estou me referindo aos best-sellers, mas aos clássicos. Você já leu Shakespeare, Thomas Mann, Goethe, Machado de Assis? Parece uma tarefa difícil, mas não é. Hamlet, de Shakespeare, por exemplo, é uma peça de teatro que se lê em dois dias! E quanta coisa se aprende sobre a alma humana!

(Antônio Suárez Abreu. A arte de argumentar. São Paulo, Ateliê Editorial, 2009. Adaptado)

No segundo parágrafo, o autor dirige-se ao leitor com um tom que inclui
  1. Areprovação.
  2. Bindiferença.
  3. Cresignação.
  4. Dexortação.
  5. Econsternação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — exortação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tom de exortação no segundo parágrafo

Gabarito: letra D. No segundo parágrafo, o autor dirige-se diretamente ao leitor com perguntas e conselhos, num tom de exortação — ou seja, de incentivo e convocação para que ele aja (buscar outras fontes, ler mais). A passagem que ancora essa leitura é: “Como nos defender de tudo isso? Simplesmente obtendo informações em outras fontes.” e, logo adiante, “Quantos livros você leu no ano que passou?” — o uso do pronome “você” e de verbos no imperativo (“leia”, implícito) caracteriza a função apelativa da linguagem, típica da exortação.

A questão pede que você identifique o tom (atitude do autor diante do leitor) no segundo parágrafo. Não se trata de compreender uma informação explícita, mas de inferir a intenção comunicativa a partir de marcas linguísticas: perguntas retóricas, vocativo “você”, conselhos e verbos que sugerem uma ação. O autor não apenas informa; ele convida, incita, estimula o leitor a mudar de comportamento.

1Marca de interlocução
Pronome "você"
Verbos no imperativo
Perguntas retóricas
Conselhos
2Função da linguagem
Apelativa/conativa
3Efeito
Convida o leitor a agir
Incentiva a mudança de comportamento
Tom do autor (2º parágrafo)
LEVELsoulevel.com.br
Tom do autor (2º parágrafo): Marca de interlocução (Pronome "você", Verbos no imperativo, Perguntas retóricas, Conselhos); Função da linguagem (Apelativa/conativa); Efeito (Convida o leitor a agir, Incentiva a mudança de comportamento)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Reprovação seria um tom de censura ou crítica direta ao leitor. O autor não o repreende; ele o aconselha e o desafia a ler mais. A frase “Parece uma tarefa difícil, mas não é” mostra incentivo, não reprovação. O texto não contém marcas de censura (como “você está errado”, “que vergonha”).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Indiferença é ausência de envolvimento. O autor está claramente engajado: faz perguntas diretas ao leitor, sugere ações e demonstra entusiasmo (“E quanta coisa se aprende sobre a alma humana!”). A indiferença seria marcada por linguagem neutra e impessoal, o que não ocorre.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Resignação é aceitar passivamente uma situação. O autor, ao contrário, propõe uma solução ativa: “Simplesmente obtendo informações em outras fontes”. Ele não se conforma com a manipulação midiática; ele convoca o leitor a agir. Não há tom de conformismo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exortação é o ato de incentivar, aconselhar, conclamar alguém a fazer algo. É exatamente o que o autor faz: pergunta “Como nos defender de tudo isso?” e responde com uma recomendação (“obtendo informações em outras fontes”), depois indaga sobre os hábitos de leitura do leitor (“Quantos livros você leu no ano que passou?”) e o estimula a ler clássicos (“Hamlet, de Shakespeare, por exemplo, é uma peça de teatro que se lê em dois dias!”). O uso do pronome “você” e das perguntas retóricas cria um diálogo persuasivo, típico da função conativa/apelativa da linguagem.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Consternação é tristeza profunda, abatimento. Embora o primeiro parágrafo relate fatos chocantes (imagens falsas), o segundo parágrafo não expressa tristeza; ele é propositivo e enérgico. O autor não se lamenta; ele oferece um caminho de ação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o tom do primeiro parágrafo (que poderia gerar consternação) e o tom do segundo (exortativo). Leia com atenção o recorte pedido: “No segundo parágrafo”.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o tom, procure as marcas de interlocução: pronomes (“você”), verbos no imperativo, perguntas retóricas e conselhos. Isso indica função apelativa/exortação.

Gabarito: letra D.

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