Questão de Pedagogia — Aspectos Psicológicos da Educação — VUNESP 2019
PedagogiaAspectos Psicológicos da Educação
- Código
- vu042993
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Arujá - SP
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica Infantil I
Enquanto Lúcia, professora de Educação Infantil, observa os bebês brincando pela sala, percebe que Pedro se olha atentamente no espelho, movimenta as mãos, olha para trás, movimenta o corpo, ri e bate palmas, sempre olhando atentamente para sua imagem especular. Fonseca (2008) afirma que, ao reconhecer a sua imagem refletida no espelho, a criança revela a compreensão de que sua imagem corporal pertence ao plano da representação mental, integrando, simultaneamente, sensações, percepções e imagens de si. A respeito desse tema, Fonseca afirma que, segundo Wallon,
- Aas crianças, aos seis meses, são insensíveis às suas imagens especulares; mais tarde, elas se fixam nelas, começando por se interessar pelos movimentos que realizam diante do espelho, tentando apanhar as suas próprias imagens sem conseguir, apesar de já as perceberem como estranhas e exteriores a si.
- Bé uma aquisição cognitiva insignificante para a criança pequena reconhecer-se no espelho, pois alguns animais domésticos, como cães e gatos, também apresentam essa capacidade.
- Ccrianças autistas se reconhecem no espelho ainda muito pequenas, em média, cinco meses antes dos bebês que não apresentam esse transtorno. Por isso, esse comportamento se tornou um dado muito relevante para contribuir no diagnóstico precoce do autismo.
- Dcom um ano, a criança consegue atribuir a si mesma a sua própria imagem refletida no espelho; é o acesso a sua autoimagem, a verdadeira incorporação cognitiva multicomponencial do corpo na sua unidade pessoal, no seu eu total, um eu psíquico que caminha para o estádio seguinte, o tônico-emocional.
- Eaos dois anos, a criança, ao ver sua imagem no espelho, toca-o, vira-o, como se quisesse pegar a sua imagem, brincando com ela e fazendo jogos mímicos e de interação. O seu interesse primeiro centrado no espelho, e só depois na sua imagem, revela a passagem de uma fase instrumental para uma fase animista.