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Questão de Raciocínio Lógico — Fundamentos de Lógica — VUNESP 2019

Raciocínio LógicoFundamentos de Lógica
Código
vu044094
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
Auditor Fiscal Tributário Municipal - Conhecimentos Gerais e Específicos 1
Uma proposição logicamente equivalente à afirmação “Se Marcos é engenheiro, então Roberta é enfermeira e Ana é psicóloga” é apresentada na alternativa:
  1. ASe Roberta é enfermeira e Ana é psicóloga, então Marcos é engenheiro.
  2. BSe Marcos não é engenheiro, então Roberta não é enfermeira e Ana não é psicóloga.
  3. CSe Roberta não é enfermeira ou Ana não é psicóloga, então Marcos não é engenheiro.
  4. DRoberta não é enfermeira, Ana não é psicóloga e Marcos não é engenheiro.
  5. EAna é psicóloga, Marcos é engenheiro e Roberta é enfermeira.
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GabaritoC — Se Roberta não é enfermeira ou Ana não é psicóloga, então Marcos não é engenheiro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Equivalência lógica da condicional: contrapositiva

Gabarito: letra C. A proposição “Se Marcos é engenheiro, então Roberta é enfermeira e Ana é psicóloga” é uma condicional P→(Q∧R)P \rightarrow (Q \land R). Sua equivalente lógica clássica é a contrapositiva: nega-se o consequente e o antecedente, invertendo a ordem — ¬(Q∧R)→¬P\neg(Q \land R) \rightarrow \neg P. Pela Lei de De Morgan, ¬(Q∧R)\neg(Q \land R) equivale a ¬Q∨¬R\neg Q \lor \neg R, resultando em “Se Roberta não é enfermeira ou Ana não é psicóloga, então Marcos não é engenheiro” — exatamente a alternativa C.

A equivalência entre uma condicional e sua contrapositiva é um dos pilares da lógica proposicional. Duas proposições são logicamente equivalentes quando possuem a mesma tabela-verdade, ou seja, assumem o mesmo valor lógico (V ou F) em todas as combinações possíveis de valores das proposições simples que as compõem. No caso da condicional, a contrapositiva é a única transformação que preserva a equivalência — nem a recíproca, nem a inversa são equivalentes à original.

A banca explora justamente a confusão entre contrapositiva (equivalente) e recíproca (não equivalente). A recíproca de P→QP \rightarrow Q é Q→PQ \rightarrow P; a inversa é ¬P→¬Q\neg P \rightarrow \neg Q. Nenhuma das duas é equivalente à condicional original. A contrapositiva, por sua vez, é ¬Q→¬P\neg Q \rightarrow \neg P. Quando o consequente é uma conjunção, a negação dessa conjunção exige a Lei de De Morgan: ¬(Q∧R)≡¬Q∨¬R\neg(Q \land R) \equiv \neg Q \lor \neg R. É exatamente essa passagem que a alternativa C realiza corretamente.

1Contrapositiva (✅ equivalente)
¬(Q ∧ R) → ¬P
Lei de De Morgan: ¬Q ∨ ¬R
"Se ¬Q ou ¬R, então ¬P"
2Recíproca (❌ não equivale)
(Q ∧ R) → P
3Inversa (❌ não equivale)
¬P → (¬Q ∧ ¬R)
Equivalência da condicional P → (Q ∧ R)
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Equivalência da condicional P → (Q ∧ R): Contrapositiva (✅ equivalente) (¬(Q ∧ R) → ¬P, Lei de De Morgan: ¬Q ∨ ¬R, "Se ¬Q ou ¬R, então ¬P"); Recíproca (❌ não equivale) ((Q ∧ R) → P); Inversa (❌ não equivale) (¬P → (¬Q ∧ ¬R))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta a recíproca da condicional: “Se Roberta é enfermeira e Ana é psicóloga, então Marcos é engenheiro” ((Q∧R)→P(Q \land R) \rightarrow P). A recíproca não é logicamente equivalente à condicional original. Basta um contraexemplo: se PP é falso e Q∧RQ \land R é verdadeiro, a original é verdadeira (antecedente falso), mas a recíproca é falsa (antecedente verdadeiro, consequente falso). Portanto, não há equivalência.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Apresenta a inversa da condicional: “Se Marcos não é engenheiro, então Roberta não é enfermeira e Ana não é psicóloga” (¬P→(¬Q∧¬R)\neg P \rightarrow (\neg Q \land \neg R)). A inversa também não é equivalente à original. Além disso, há um erro adicional: a negação correta de Q∧RQ \land R é ¬Q∨¬R\neg Q \lor \neg R (Lei de De Morgan), e não ¬Q∧¬R\neg Q \land \neg R. A alternativa B erra tanto na estrutura (inversa em vez de contrapositiva) quanto na aplicação da negação da conjunção.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a contrapositiva da condicional original, com a negação do consequente corretamente aplicada pela Lei de De Morgan. Vejamos o passo a passo:

  1. Original: P→(Q∧R)P \rightarrow (Q \land R)

  2. Contrapositiva: ¬(Q∧R)→¬P\neg(Q \land R) \rightarrow \neg P

  3. Lei de De Morgan: ¬(Q∧R)≡¬Q∨¬R\neg(Q \land R) \equiv \neg Q \lor \neg R

  4. Resultado: (¬Q∨¬R)→¬P(\neg Q \lor \neg R) \rightarrow \neg P

Traduzindo: “Se Roberta não é enfermeira ou Ana não é psicóloga, então Marcos não é engenheiro”. A alternativa C reproduz exatamente essa forma, com o conectivo “ou” (disjunção inclusiva) entre as negações das proposições simples do consequente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Apresenta uma conjunção de três proposições: “Roberta não é enfermeira, Ana não é psicóloga e Marcos não é engenheiro” (¬Q∧¬R∧¬P\neg Q \land \neg R \land \neg P). Isso não é uma condicional e não guarda relação de equivalência com a proposição original. A conjunção só é verdadeira quando todas as três proposições são verdadeiras, enquanto a condicional é falsa apenas em uma linha específica da tabela-verdade. São estruturas lógicas completamente distintas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Apresenta outra conjunção: “Ana é psicóloga, Marcos é engenheiro e Roberta é enfermeira” (R∧P∧QR \land P \land Q). Além de ser uma conjunção (não uma condicional), a ordem dos termos é irrelevante na conjunção, mas o valor lógico não corresponde ao da proposição original. A conjunção exige que todas as proposições sejam verdadeiras, enquanto a condicional é verdadeira em três das quatro combinações possíveis (quando o antecedente é falso ou quando ambos são verdadeiros). Não há equivalência.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar a contrapositiva pela recíproca ou pela inversa. Lembre-se: a única equivalente é a contrapositiva (¬Q→¬P\neg Q \rightarrow \neg P). A recíproca (Q→PQ \rightarrow P) e a inversa (¬P→¬Q\neg P \rightarrow \neg Q) não são equivalentes. E, quando o consequente é uma conjunção, a negação exige a Lei de De Morgan: o “e” vira “ou”. Com esse esquema na cabeça, você elimina as alternativas A, B, D e E na hora. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões de equivalência, monte a tabela-verdade da proposição original e compare com cada alternativa. Mas, na prática, basta aplicar a regra: contrapositiva = nega o consequente, nega o antecedente, inverte a ordem. E lembre-se da Lei de De Morgan para negar conjunções e disjunções. Treine com questões de concursos para fixar o padrão.

Gabarito: letra C

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