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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu044116
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
Auditor Fiscal Tributário Municipal - Conhecimentos Gerais e Específicos 1
Na apresentação de seu ponto de vista, no
  1. A1º parágrafo, a autora expõe uma tese que não é sua para depois refutá-la.
  2. B2º parágrafo, a autora não chega a emitir juízo de valor, restringindo-se ao relato factual.
  3. C1º parágrafo, a autora prioriza o emprego de uma linguagem impessoal.
  4. D2º parágrafo, a autora faz uma pergunta retórica, para a qual não tem resposta.
  5. E2º parágrafo, a autora faz especulações pouco realistas acerca do futuro da internet.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — 1º parágrafo, a autora expõe uma tese que não é sua para depois refutá-la.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Apresentação do ponto de vista – Tese refutada

Gabarito: letra A. A autora, no 1º parágrafo, expõe uma tese alheia (defensores de textos curtos na internet) e em seguida a refuta, o que caracteriza a estratégia de apresentar uma opinião contrária para depois contestá-la. Isso está explícito no trecho:

"Há quem defenda que a internet foi feita para textos curtos e notícias instantâneas. Só se fôssemos doidos de perder essa chance. Na internet cabem todos os formatos, mas, para jornalistas e para leitores, talvez a maior conquista seja a ampliação da possibilidade de escrever – e de ler – textos de profundidade, analíticos..."

A autora introduz a tese adversária ("Há quem defenda") e, com a expressão "Só se fôssemos doidos", seguida da contraposição "Na internet cabem todos os formatos...", refuta aquela ideia, defendendo a possibilidade de textos longos e analíticos. Portanto, a alternativa A está correta.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme demonstrado, a autora expõe uma tese que não é dela (a de que a internet é para textos curtos) e a refuta, alinhando-se ao movimento de valorização de textos de profundidade. A passagem citada comprova a estratégia argumentativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O 2º parágrafo contém juízos de valor, como "Acredito que uma parte significativa dos leitores não avalia ou decide sua leitura pelo tamanho do texto, mas pelo tamanho do respeito pelo seu tempo e pela sua inteligência" – uma opinião pessoal, não um relato factual. Além disso, há expressão subjetiva "Me parece". A alternativa erra ao afirmar que não há emissão de juízo de valor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O 1º parágrafo não prioriza linguagem impessoal. Veja: "A internet mudou o mundo – e também o meu mundo" (1ª pessoa), "Só se fôssemos doidos" (1ª pessoa do plural). Há marcas de pessoalidade, o que contraria a impessoalidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A pergunta "O leitor não gosta de textos longos?" é retórica, sim, mas a autora tem resposta: "Não é o que a audiência tem mostrado. E agora há como provar." Ela responde com dados de audiência, logo a afirmação de que "não tem resposta" é falsa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto não faz especulações sobre o futuro da internet; discute o presente – a leitura como debate, a horizontalização. Não há teor futurista nem falta de realismo. A alternativa extrapola o conteúdo.

Gabarito: letra A

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