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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2019

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu044370
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Campinas - SP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Economista

Leia o texto para responder à questão.


O impacto da Mônica


     Depois de Bidu e Franjinha, o leque de personagens de Mauricio de Sousa cresceu, com Horácio, Piteco, Titi e Jeremias. Em 1960, nascia o Cebolinha, inspirado em um galotinho da infância de Mauricio, em Mogi das Cruzes, que também trocava as letras.

    O primeiro problema? Seus personagens eram todos homens – à exceção de Maria Cebolinha, que era apenas um bebê. Pegou mal. Um de seus colegas na Folha chegou a dizer: “Você parece misógino...”. Mauricio foi procurar no dicionário o que a palavra significava. Não gostou do que leu.

     E encontrou solução dentro de casa: Mônica, uma de suas filhas. Nos quadrinhos, a menina se tornaria a nêmesis baixinha, gorducha e dentuça do Cebolinha. E ela chegou se impondo: “A Mônica é uma menina que, já naquela época, nasceu empoderada. Nos anos 1960, as mulheres queriam alguém que as representasse, que comandasse e reagisse. A Mônica virou a dona da rua a pedido dos próprios leitores.” É o que diz a própria... Mônica. A de carne e osso. Mônica Spada e Sousa é, hoje, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções.

    Com a Mônica, as tirinhas viraram gibi para valer. A primeira revista da baixinha surgiu em 1970. Com uma tiragem de 200 mil exemplares, era o maior número de impressões para um personagem nacional.


(Ingrid Luísa, “O plano realmente infalível de Mauricio de Sousa”. Superinteressante, junho de 2019)

As informações do texto mostram que a criação da Mônica
  1. Arepresentou o ápice da produção de tirinhas de Mauricio de Sousa, quando ele pretendeu ampliar os negócios e passou a produzir gibis, ainda em tiragem tímida para personagens de âmbito nacional.
  2. Baconteceu devido aos reiterados pedidos dos leitores de tirinhas, que nutriam admiração pelos personagens masculinos de Mauricio de Sousa, mas achavam que o universo feminino precisava de espaço.
  3. Cfoi fruto de uma advertência recebida por Mauricio de Sousa por um colega da Folha, que o acusou de machista por não ter criado, até então, nenhum personagem que representasse o universo feminino.
  4. Dsurgiu como uma oportunidade de Mauricio de Sousa homenagear a sua filha, criando uma personagem que, à moda das mulheres da época, já nasceu empoderada e dando as ordens a todos que a rodeavam.
  5. Edecorreu da necessidade de um personagem feminino, pois, além de todos os outros serem homens, um colega de trabalho de Mauricio de Sousa chegou a sugerir que ele teria aversão a mulheres.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — decorreu da necessidade de um personagem feminino, pois, além de todos os outros serem homens, um colega de trabalho de Mauricio de Sousa chegou a sugerir que ele teria aversão a mulheres.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A criação da Mônica: necessidade de um personagem feminino

Gabarito: letra E. A criação da Mônica decorreu da necessidade de um personagem feminino, pois, além de todos os outros personagens serem homens, um colega de trabalho de Mauricio de Sousa chegou a sugerir que ele teria aversão a mulheres. Essa é a paráfrase fiel do 2º parágrafo do texto, que relata o problema e a solução encontrada.

O comando pede compreensão — a resposta está explícita no texto, bastando reconhecer a reescritura equivalente. Vejamos a passagem decisiva:

"O primeiro problema? Seus personagens eram todos homens – à exceção de Maria Cebolinha, que era apenas um bebê. Pegou mal. Um de seus colegas na Folha chegou a dizer: 'Você parece misógino...'."

A alternativa E junta exatamente esses dois fatos: (1) todos os personagens eram homens e (2) o colega sugeriu misoginia (aversão a mulheres). O texto ainda completa: "E encontrou solução dentro de casa: Mônica, uma de suas filhas." — ou seja, a criação da personagem foi a resposta a essa necessidade.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto diz que "Com a Mônica, as tirinhas viraram gibi para valer" e que a primeira revista teve "tiragem de 200 mil exemplares, era o maior número de impressões para um personagem nacional". A alternativa fala em "ápice da produção" e "tiragem tímida" — contradiz o texto, que afirma justamente o contrário: a tiragem foi a maior para um personagem nacional. Além disso, "pretendeu ampliar os negócios" não está em lugar nenhum.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação e troca de sentido. O texto diz que "A Mônica virou a dona da rua a pedido dos próprios leitores" — mas isso se refere à personagem se impor, não à criação da Mônica. A criação foi motivada pela necessidade de um personagem feminino, não por "reiterados pedidos" dos leitores. A alternativa também acrescenta que os leitores "nutriam admiração pelos personagens masculinos" — informação que não existe no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de vocábulo que altera o sentido. O texto diz que o colega "chegou a dizer: 'Você parece misógino...'". A alternativa troca "parece misógino" por "acusou de machista". Misógino é quem tem aversão a mulheres; machista é quem discrimina ou menospreza a mulher. São conceitos diferentes — o texto não fala em acusação de machismo. Além disso, a alternativa diz "não ter criado, até então, nenhum personagem que representasse o universo feminino", mas o texto menciona Maria Cebolinha, "que era apenas um bebê" — ou seja, havia uma personagem feminina, ainda que bebê.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto diz que Mônica é filha de Mauricio e que "já naquela época, nasceu empoderada". Mas a alternativa acrescenta "homenagear a sua filha" — o texto não diz que a criação foi uma homenagem. Também diz "dando as ordens a todos que a rodeavam", enquanto o texto afirma que ela "virou a dona da rua a pedido dos próprios leitores" — ou seja, não foi algo que ela impôs a todos, mas uma escolha dos leitores.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Paráfrase fiel. A alternativa reescreve com outras palavras exatamente o que o texto afirma:

"Seus personagens eram todos homens – à exceção de Maria Cebolinha, que era apenas um bebê. Pegou mal. Um de seus colegas na Folha chegou a dizer: 'Você parece misógino...'."

"Aversão a mulheres" é sinônimo de misoginia — o texto usa a palavra "misógino" e a alternativa a traduz. A criação da Mônica foi a solução para esse problema, como o texto conclui: "E encontrou solução dentro de casa: Mônica, uma de suas filhas."

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a paráfrase — a correta reescreve o texto com sinônimos, e as distratoras trocam termos cruciais ("misógino" por "machista") ou acrescentam motivações que não existem ("homenagem", "pedidos dos leitores").

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, sublinhe no texto os fatos que respondem ao comando e compare cada alternativa com esses trechos. Desconfie de palavras como "ápice", "reiterados", "acusou" — elas costumam sinalizar extrapolação.

Gabarito: letra E.

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