Questão de Português — Morfologia — VUNESP 2019
- Código
- vu047349
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Ibaté - SP
- Ano
- 2019
- Nível
- Médio
- Cargo
- Telefonista
- Acausa.
- Brestrição.
- Ccondição.
- Dexplicação.
- Econclusão.
GabaritoB — restrição.
Gabarito: letra B. A expressão "No entanto" estabelece, em relação ao parágrafo anterior, uma restrição (também chamada de oposição ou adversidade). O texto primeiro apresenta as vantagens do home office e, em seguida, introduz uma ressalva: os efeitos nocivos. A passagem que comprova é:
"No entanto, cabe observar que muitos efeitos nocivos para os profissionais em home office têm sido registrados por sociólogos do trabalho."
O conectivo "No entanto" é uma conjunção coordenativa adversativa, que marca quebra de expectativa e contraponto — exatamente o que a alternativa B descreve.
O comando pede para identificar a relação semântica que o conectivo estabelece entre o parágrafo em que aparece e o anterior. Para resolver, é preciso:
Ler o parágrafo anterior: ele enumera as vantagens do home office (evitar trânsito, perigos, equilibrar demandas profissionais e domésticas).
Ler o parágrafo do conectivo: ele introduz os efeitos nocivos — uma ressalva a tudo o que foi dito antes.
Reconhecer o valor do conectivo: "No entanto" é adversativo, ou seja, expressa oposição/restrição.
Causa não é a relação estabelecida. Causa seria expressa por conectivos como "porque", "visto que", "já que", que indicam motivo para um fato. No texto, o parágrafo anterior não é causa do que vem depois; ele apresenta vantagens, e o conectivo introduz uma ressalva, não uma consequência. A relação de causa exigiria que o segundo parágrafo fosse efeito do primeiro, o que não ocorre.
Restrição é exatamente o valor de "No entanto". O parágrafo anterior lista vantagens do home office (evitar trânsito, perigos, equilibrar demandas). O conectivo "No entanto" introduz uma limitação a essas vantagens: os efeitos nocivos. A passagem "No entanto, cabe observar que muitos efeitos nocivos..." mostra que o autor restringe o entusiasmo inicial, apontando um contraponto. Conjunções adversativas como "mas", "porém", "contudo", "no entanto" expressam oposição e restrição — é a relação que a alternativa B descreve.
Condição seria expressa por "se", "caso", "desde que", indicando uma hipótese necessária para que algo ocorra. No texto, não há nenhuma estrutura condicional; o conectivo "No entanto" não estabelece condição alguma. A relação é de oposição, não de condicionalidade.
Explicação seria expressa por "pois", "porque", "já que", que introduzem uma justificativa para o que foi dito. O parágrafo anterior não explica o que vem depois; ele apresenta vantagens, e o conectivo introduz uma ressalva. Não há relação de explicação entre os parágrafos.
Conclusão seria expressa por "logo", "portanto", "assim", que indicam uma consequência lógica do que foi dito. O parágrafo anterior não é premissa para uma conclusão; ele apresenta vantagens, e o conectivo introduz uma oposição. A relação de conclusão exigiria que o segundo parágrafo decorresse do primeiro, o que não ocorre.
Conectivo | Relação | Exemplo |
|---|---|---|
No entanto | Restrição/Oposição | "No entanto, cabe observar..." |
Porque | Causa | "...porque evita o trânsito." |
Se | Condição | "Se trabalhar em casa, evitará o trânsito." |
Pois | Explicação | "...pois evita o trânsito." |
Portanto | Conclusão | "...portanto, é vantajoso." |
A banca explora a confusão entre restrição e oposição. "No entanto" é adversativo, mas a alternativa correta usa "restrição", que é o valor semântico mais específico. Cuidado para não confundir com causa ou conclusão, que são relações diferentes.
Ao identificar o valor de um conectivo, pergunte: "o que ele faz com a ideia anterior?" Se ele limita ou contrapõe, é restrição. Se ele explica, é causa. Se ele conclui, é conclusão.
Gabarito: letra B.
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