Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — VUNESP 2019
Biologia›Identidade dos seres vivos
Código
vu049801
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Peruíbe - SP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II – Ciências
As células musculares são capazes de obter energia de duas formas, dependendo da situação à qual estão submetidas. Um desses processos de obtenção de energia pelas células musculares resulta em incapacidade momentânea dessas células em realizarem a contração muscular normal, devido à
Aausência de oxigênio gerada pela fermentação acética.
Bpresença de glicogênio promovida pela glicólise.
Cacidose provocada pela fermentação lática.
Dquebra do Acetil-Coa em ácido lático.
Efosforilação do ácido lático.
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GabaritoC — acidose provocada pela fermentação lática.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fermentação lática e fadiga muscular
Gabarito: letra C. A incapacidade momentânea de contração muscular normal decorre da acidose provocada pela fermentação lática: quando o oxigênio é insuficiente, a célula muscular converte ácido pirúvico em ácido lático, que se acumula e reduz o pH intracelular, prejudicando a função das proteínas contráteis e das enzimas envolvidas na contração.
A questão aborda o metabolismo energético da célula muscular em condições de hipóxia (baixa disponibilidade de oxigênio). Em exercícios intensos, a respiração aeróbia não supre a demanda energética, e a célula recorre à fermentação lática — processo anaeróbio que ocorre no citosol, regenerando NAD+ a partir do NADH produzido na glicólise, permitindo a continuidade da produção de ATP. O ácido lático formado dissocia-se em lactato e H+, e o acúmulo de H+ causa a acidose (queda do pH), que interfere na atividade das enzimas glicolíticas e na sensibilidade das miofibrilas ao cálcio, resultando na fadiga muscular temporária.
É importante distinguir a fermentação lática da fermentação alcoólica (realizada por leveduras, produz etanol e CO2) e da fermentação acética (produz ácido acético, típica de bactérias). A fermentação lática é a única que ocorre nas células musculares humanas em condições anaeróbias.
A pegadinha da banca está em associar a fadiga muscular a processos que não ocorrem no músculo humano (fermentação acética) ou a etapas metabólicas que não geram acidose (quebra do Acetil-CoA, fosforilação do ácido lático).
1Hipóxia (falta de O₂)
2Glicólise anaeróbia
3Piruvato → ácido lático
4Acúmulo de H⁺ (acidose)
5[-] Inibição da contração
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A fermentação acética é realizada por bactérias do gênero Acetobacter, que oxidam etanol a ácido acético. Não ocorre em células musculares humanas, e a fadiga muscular não é causada por ausência de oxigênio gerada por esse processo — a ausência de oxigênio é a causa da fermentação lática, não uma consequência da fermentação acética.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A presença de glicogênio é um substrato energético, não um produto que cause fadiga. A glicólise quebra glicose (derivada do glicogênio) em ácido pirúvico, mas o acúmulo de glicogênio não provoca acidose nem incapacidade contrátil. A fadiga está ligada ao acúmulo de H+ proveniente do ácido lático, não à presença do polissacarídeo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A fermentação lática converte ácido pirúvico em ácido lático, que se dissocia em lactato e H+. O acúmulo de H+ reduz o pH intracelular (acidose), inibindo enzimas glicolíticas (como a fosfofrutoquinase) e interferindo na ligação cálcio-troponina, o que prejudica a contração muscular. Essa é a causa da incapacidade momentânea descrita no enunciado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Acetil-CoA é um intermediário da respiração aeróbia (entra no ciclo de Krebs), não da fermentação lática. Na fermentação lática, o ácido pirúvico é diretamente reduzido a ácido lático pela enzima lactato desidrogenase, sem passar por Acetil-CoA. A quebra do Acetil-CoA em ácido lático não ocorre em nenhuma via metabólica conhecida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O ácido lático não é fosforilado; ele é produzido pela redução do ácido pirúvico. A fosforilação é um processo de adição de grupo fosfato (como na fosforilação do ADP para formar ATP), e não se aplica ao ácido lático. A fadiga muscular não decorre de fosforilação do ácido lático, mas do acúmulo de H+ e da acidose.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o produto da fermentação lática (ácido lático) por intermediários de outras vias (Acetil-CoA) ou por processos que não ocorrem no músculo (fermentação acética). O candidato que confunde fermentação lática com alcoólica ou acética erra a questão. Lembre-se: no músculo humano, a única fermentação é a lática, e o que causa a fadiga é a acidose pelo acúmulo de H+.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões sobre fadiga muscular, identifique a via metabólica envolvida: se há hipóxia e produção de ácido lático, a resposta é acidose. Compare as fermentações: lática (músculo, produz lactato), alcoólica (leveduras, produz etanol e CO2), acética (bactérias, produz ácido acético).
Gabarito: letra C — a acidose provocada pela fermentação lática é a causa da incapacidade momentânea de contração muscular.