Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2019
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- vu049838
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Peruíbe - SP
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica II – História
Em 1789, no engenho Santana de Ilhéus, Bahia, os escravos mataram o feitor e se adentraram nas matas com as ferramentas do engenho, até reaparecerem algum tempo depois com uma proposta de paz em que pediam melhores condições de trabalho, acesso a roças de subsistência, facilidades para comercializar os excedentes dessas roças, direito de escolher seus feitores, licença para celebrar livremente suas festas, entre outras exigências.[João José Reis, “Nos achamos em campo a tratar da liberdade”: a resistência negra no Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)No evento apresentado, é correto reconhecer que
- Aos mecanismos de resistência à escravidão foram raros e efêmeros, porque o caminho da negociação direta entre os escravos e os seus senhores eram frequentes e fez com que as condições de trabalho dos escravos fossem razoáveis.
- Ba importância da exploração do trabalho compulsório no Brasil foi superestimada, tendo em vista que as insistentes rebeliões de escravos não atrapalhavam a produção de mercadorias no campo.
- Cas revoltas escravas eram recorrentes apenas nas regiões produtoras de açúcar, e o efeito imediato dessas revoltas foram leis ampliando os direitos dos escravos e restringindo a ação dos senhores sobre seus escravos.
- Das atividades relacionadas à agro-exportação eram dependentes do trabalho escravo, mas o mesmo não ocorria com as outras atividades econômicas, que já contavam com outras modalidades de trabalho livre.
- Eas rebeliões representavam uma forma clara de resistência contra a escravidão e, ao mesmo tempo, nem sempre objetivavam a liberdade imediata dos rebelados, mas diminuir os níveis de opressão e a busca por algum benefício.