Questão de Auditoria — Planejamento da Auditoria — VUNESP 2019
Auditoria›Planejamento da Auditoria
Código
vu051580
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Valinhos - SP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal - SF
A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis, portanto
Aseu conceito é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, bem como na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente.
Bao planejar a auditoria, o auditor não poderá exercer julgamento sobre a magnitude das distorções que são consideradas relevantes.
Ca materialidade determinada no planejamento da auditoria estabelece necessariamente um valor abaixo do qual as distorções serão corrigidas, individualmente ou em conjunto, e serão sempre avaliadas como relevantes.
Dmaterialidade para execução da auditoria significa o valor ou valores identificados pelo auditor, superiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis individuais.
Eo auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo de avaliar os assuntos relevantes a serem relatados para os responsáveis pela governança, por ocasião dos trabalhos de auditoria de demonstrações contábeis, como um todo.
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GabaritoA — seu conceito é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, bem como na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente.
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Materialidade na Auditoria (NBC TA 320)
Gabarito: letra A. A materialidade é aplicada em todas as fases da auditoria: planejamento, execução, avaliação de distorções e formação da opinião, conforme a NBC TA 320 (R1). As demais alternativas contêm erros como proibir o julgamento, afirmar que a materialidade define um limite rígido, inverter o sentido da materialidade de desempenho, ou atribuir finalidade incorreta.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A NBC TA 320 (R1) estabelece que o conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, bem como na avaliação do efeito de distorções identificadas e de distorções não corrigidas sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente. A alternativa resume corretamente esse escopo de aplicação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o auditor não pode exercer julgamento sobre a magnitude das distorções consideradas relevantes no planejamento. No entanto, o item 6 da NBC TA 320 (R1) determina que o auditor exerce julgamento profissional para definir o que é relevante. Portanto, a afirmação é falsa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a materialidade determinada no planejamento estabelece necessariamente um valor abaixo do qual as distorções serão sempre avaliadas como relevantes. A NBC TA 320 (R1) esclarece que isso não é automático: distorções abaixo do limite podem ser consideradas relevantes dependendo da natureza e das circunstâncias. A materialidade não é um limite rígido.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Define a materialidade para execução como valores superiores ao considerado relevante. Na realidade, a materialidade de desempenho é fixada em valor inferior ao da materialidade global, com o objetivo de reduzir o risco de agregação. O termo "superiores" inverte o conceito correto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui à materialidade de execução o objetivo de avaliar assuntos relevantes a serem relatados aos responsáveis pela governança. A NBC TA 320 (R1) estabelece que a materialidade de desempenho visa reduzir a probabilidade de que o agregado de distorções não detectadas e não corrigidas exceda a materialidade das demonstrações contábeis como um todo. O reporte à governança é tratado em outra norma (NBC TA 260).
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa C é a mais traiçoeira: muitos candidatos acreditam que a materialidade funciona como um corte absoluto, mas a norma expressamente afirma que ela não estabelece um valor abaixo do qual as distorções serão sempre irrelevantes. Lembre-se: julgamento profissional e circunstâncias específicas podem tornar relevante uma distorção de pequeno valor.