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Questão de Português — Redação - Reescritura de texto — VUNESP 2019

PortuguêsRedação - Reescritura de texto
Código
vu053625
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Administrador Judiciário

                     Procuram-se especialistas em evitar fraudes


      A recente onda de escândalos de corrupção levou as empresas brasileiras a investir em uma área ainda pouco conhecida no mercado: o compliance.

      O profissional que atua nesse setor é responsável por receber denúncias, combater fraudes, realizar investigações internas e garantir que a companhia cumpra leis, acordos e regulamentos da sua área de atuação. Ele tem o papel importante de auxiliar a empresa a se proteger de eventuais problemas de corrupção.

      “Nos últimos anos, a área de compliance assumiu protagonismo nas empresas. É uma profissão com salários altos já que as pessoas com experiência ainda são escassas no mercado”, diz o advogado Thiago Jabor Pinheiro, 35.

      “Como não existem cursos de graduação específicos de compliance, o estudante que se interesse pela área pode direcionar seu curso para questões de auditoria, prevenção de fraude, direito administrativo e governança corporativa”, diz Pinheiro.

      Apesar de sobrarem vagas nesse mercado, conseguir um emprego não é fácil. “É fundamental que a pessoa seja atenta aos detalhes, entenda como funciona uma organização e tenha fluência em inglês porque as melhores práticas vêm de fora do país, sobretudo dos EUA e da Inglaterra”, diz o advogado.

      Para Caroline Cadorin, diretora de uma consultoria, os candidatos precisam ter jogo de cintura para lidar com as mais diversas situações. “Estamos falando de profissionais com forte conduta ética, honestidade e que buscam a promoção da transparência. Hoje as empresas estão cientes de seus papéis ativos no combate à corrupção, especialmente aquelas envolvidas em projetos de órgãos públicos. As companhias que mantêm departamentos de compliance são vistas como mais transparentes”, diz Cadorin.

                      (Larissa Teixeira. Folha de S.Paulo, 28.09.2017. Adaptado)

O trecho destacado em – “Estamos falando de profissionais com forte conduta ética…” (último parágrafo) – está reescrito em conformidade com a norma-padrão na alternativa:
  1. A... cuja conduta deve ser fortemente ética...
  2. B... a quem a conduta deve ser fortemente ética...
  3. C... onde a conduta deve ser fortemente ética...
  4. D... cujo o comportamento deve ser fortemente ético...
  5. E... com quem o comportamento deve ser fortemente ético...
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GabaritoA — ... cuja conduta deve ser fortemente ética...

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura do trecho "profissionais com forte conduta ética"

Gabarito: letra A. A única reescritura que mantém o sentido original (posse de conduta ética) e obedece à norma-padrão é "cuja conduta deve ser fortemente ética". O pronome relativo "cuja" estabelece a relação de posse entre "profissionais" e "conduta", concordando em gênero e número com o substantivo possuído ("conduta") — como exige a gramática.

A questão cobra o emprego correto do pronome relativo "cujo", que indica posse e varia em gênero/número com a coisa possuída, não com o possuidor. A forma original usa a preposição "com" ("profissionais com conduta"), mas a reescritura pode usar "cujo" para expressar o mesmo vínculo.


Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Estamos falando de profissionais cuja conduta deve ser fortemente ética"

  • "Cuja" concorda com "conduta" (feminino singular) e retoma "profissionais" como possuidor. A estrutura está perfeita: "cuja conduta" equivale a "a conduta dos quais". Não há artigo após "cujo" — "cujo a conduta" seria errado, mas aqui está correto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"... a quem a conduta deve ser fortemente ética"

  • "A quem" refere-se a pessoas, mas não estabelece relação de posse. "A quem a conduta" teria sentido de "para quem a conduta" — não expressa que a conduta pertence ao profissional. Além disso, a regência exigiria preposição diferente (ex.: "a quem a conduta pertence"). Erro: troca de pronome — "a quem" não substitui "com".

Alternativa C — ❌ Incorreta

"... onde a conduta deve ser fortemente ética"

  • "Onde" indica lugar (físico ou metafórico), não posse. "Profissionais onde a conduta" não faz sentido; seria "profissionais em que a conduta" ou "cuja conduta". Erro: uso inadequado de "onde".

Alternativa D — ❌ Incorreta

"... cujo o comportamento deve ser fortemente ético"

  • "Cujo o" é redundante: "cujo" já inclui o artigo definido. O correto é apenas "cujo comportamento" (sem "o"). Além disso, trocou "conduta" por "comportamento" — isso não invalida por si, mas o erro gramatical (artigo supérfluo) torna a forma incorreta. Erro: redundância do artigo após "cujo".

Alternativa E — ❌ Incorreta

"... com quem o comportamento deve ser fortemente ético"

  • "Com quem" indica companhia ou instrumento, não posse. "Profissionais com quem o comportamento" sugere que o comportamento está com eles, não que é deles. A regência está equivocada. Erro: troca de pronome relativo — "com quem" não substitui "com".


💡 Dica para a prova:

  • Lembre-se: "cujo" sempre acompanha o substantivo possuído, sem artigo depois. Se aparecer "cujo o" ou "cuja a", está errado.

  • "Cujo" concorda com o possuído, não com o possuidor: veja "profissionais cuja conduta" (possuído = conduta, feminino singular).

  • Na dúvida, substitua mentalmente por "do qual / da qual": "profissionais da qual conduta" não soa bem, mas testa a relação de posse.

Gabarito: letra A.

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