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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2019

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu053737
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Contador Judiciário

                                       Mundo arriscado


      O próximo governo não encontrará um ambiente econômico internacional sereno. Dúvidas sobre a continuidade do crescimento do Produto Interno Bruto global, juros em alta nos EUA, riscos de conflitos comerciais e de queda do fluxo de capitais para países emergentes são apenas alguns dos itens de um cardápio de problemas potenciais.

      Tudo indica, assim, que o governo brasileiro terá de lidar de pronto com as fragilidades domésticas, em especial o rombo das contas públicas. Não tardará até que investidores hoje aparentemente otimistas comecem a cobrar resultados concretos.

      As projeções para o avanço do PIB mundial têm sido reduzidas nos últimos meses. O Fundo Monetário Internacional cortou sua previsão para 2018 e 2019 em 0,2 ponto percentual – 3,7% em ambos os anos – e apontou um cenário de menor sincronia entre os principais motores regionais.

      Se até o início deste ano EUA, Europa e China davam sinais de vigor, agora acumulam-se decepções nos dois últimos casos.

      Mesmo com juros ainda perto de zero, a zona do euro não deverá crescer mais que 1,5% neste ano. Há crescente insegurança no âmbito político, neste momento centrada na Itália e seu governo de direita populista, que propõe expansão do déficit de um setor público já endividado em excesso.

      Não é animador que a Comissão Europeia tenha tomado a decisão inédita de rejeitar a proposta orçamentária da administração italiana. Embora o país ainda conserve o selo de bom pagador, os juros cobrados no mercado para financiar sua dívida dispararam.

      Quanto à China, sua economia mostra menos vigor, e as autoridades precisam tomar decisões difíceis entre conter as dívidas já exageradas e estimular o crescimento.

      O risco de escalada nos conflitos comerciais também é concreto, dado que o governo americano ameaça impor uma terceira rodada de tarifas, desta vez sobre os US$ 270 bilhões em vendas anuais chinesas que ainda não foram taxadas.

      Nos EUA, a alta dos juros, num contexto de emprego elevado e inflação perto da meta, já leva parte do mercado a temer uma desaceleração abrupta do PIB em 2019.

      A vantagem do Brasil, hoje, é que há ampla ociosidade nas empresas, baixa inflação e, portanto, espaço para uma retomada mais forte.

                                            (Editorial. Folha de S.Paulo, 01.11.2018. Adaptado)

O editorial aponta como elementos que fragilizam a economia dos países:
  1. Aaumento da dívida interna e avanço do PIB mundial.
  2. Brombo das contas públicas e insegurança no âmbito político.
  3. Cselo de bom pagador e elevação do índice de inflação.
  4. Dcontenção de dívidas exageradas e baixa inflação.
  5. Ejuros em alta e retração do déficit do setor público.
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GabaritoB — rombo das contas públicas e insegurança no âmbito político.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fragilidades econômicas apontadas pelo editorial

Gabarito: letra B. O editorial menciona explicitamente o "rombo das contas públicas" como fragilidade doméstica brasileira e a "insegurança no âmbito político" como fragilidade internacional (exemplo: Itália). Esses dois elementos aparecem juntos na alternativa B, que é a única inteiramente sustentada pelo texto.

"Tudo indica, assim, que o governo brasileiro terá de lidar de pronto com as fragilidades domésticas, em especial o rombo das contas públicas." (2º parágrafo) "Há crescente insegurança no âmbito político, neste momento centrada na Itália..." (4º parágrafo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto cita "dúvidas sobre a continuidade do crescimento do PIB global", não "avanço do PIB mundial". Além disso, "aumento da dívida interna" não é mencionado como fragilidade — o que se destaca é o "rombo" (déficit), não o estoque da dívida. Erro: troca de conceito e extrapolação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Confirmada pelos trechos acima. O texto une as duas fragilidades: a doméstica (rombo das contas públicas) e a internacional (insegurança política).

Alternativa C — ❌ Incorreta

O "selo de bom pagador" é apresentado como algo que a Itália ainda conserva, não como fragilidade. A "elevação do índice de inflação" não está no texto como fragilidade — nos EUA a inflação está "perto da meta". Erro: afirmação fora do escopo do texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Conter dívidas exageradas" é um dilema da China, não uma fragilidade já instalada. "Baixa inflação" é citada como vantagem do Brasil ("há ampla ociosidade, baixa inflação e, portanto, espaço para retomada"). Erro: inverte o sinal — o que é vantagem é tratado como fragilidade e vice-versa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Juros em alta" aparece (EUA), mas "retração do déficit do setor público" não: o texto fala em "rombo" (déficit alto), não em retração. Erro: troca de conceito (rombo → retração).

PEGA ESSA DICA!

Para questões de "fragilidades", busque no texto palavras como "problemas", "riscos", "dúvidas", "insegurança". O editorial enumera vários itens no 1º parágrafo; confira se a alternativa os reproduz fielmente.

Gabarito: letra B.

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