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Questão de Português — Emprego do hífen — VUNESP 2019

PortuguêsEmprego do hífen
Código
vu053832
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Enfermeiro Judiciário

        Um estudo realizado por pesquisadores do Porto concluiu que a intervenção de enfermeiros especialistas em saúde mental, aliada ___ medicação, é significativamente mais eficaz ___ reduzir os níveis de ansiedade quando comparada com o tratamento apenas com medicamentos.

        A pesquisa, _____ que o jornal teve acesso, foi realizada por um grupo de pesquisadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e da Escola Superior de Enfermagem do Porto e publicada no Journal of Advanced Nursing.

        Os resultados indicam um “efeito positivo da intervenção psicoterapêutica da enfermagem”, realizada por um enfermeiro especialista em saúde mental, registrando-se uma clara diminuição dos níveis de ansiedade e um aumento do autocontrole da ansiedade no final das cinco sessões (45 a 60 minutos/semana) realizadas em cinco semanas consecutivas.

(Expresso. https://expresso.sapo.pt. Adaptado)

A exemplo de “intervenção” – grafada com “ç” – e de “autocontrole” – grafado sem hífen –, estão correta e respectivamente grafados, em conformidade com a ortografia oficial, os termos:
  1. Apretenção e autohemoterapia.
  2. Bintenção e autoobservação.
  3. Ccompreenção e autoterapia.
  4. Dpropenção e autofecundação.
  5. Eisenção e autodefesa.
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GabaritoE — isenção e autodefesa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ortografia: Ç e hífen com prefixo "auto"

Gabarito: letra E. A questão pede que se identifiquem, respectivamente, uma palavra grafada com ç (como "intervenção") e outra sem hífen com o prefixo "auto" (como "autocontrole"). A única alternativa que atende a ambos os critérios é E: "isenção" (com ç) e "autodefesa" (sem hífen, pois "defesa" começa com consoante).

A regra é clara: o prefixo auto- une-se sem hífen ao segundo elemento quando este inicia por consoante (ex.: autocontrole, autodefesa, autoterapia). Se o segundo elemento iniciar por vogal diferente de "o" ou por "h", há hífen (auto-observação, auto-hemoterapia). Quanto ao ç, lembre-se de que substantivos derivados de verbos como "ter", "tender", "prender", "sentir" etc. geralmente mantêm o ç: intervenção (de intervir), intenção (de intender), isenção (de isentar), compreensão (com s), pretensão (com s) — cuidado com as exceções.

Alternativa A — ❌ Incorreta

  • "pretenção" é erro: o correto é pretensão (com s).

  • "autohemoterapia": o segundo elemento começa com h, logo exige hífen: auto-hemoterapia. Dois erros.

Alternativa B — ❌ Incorreta

  • "intenção" está correta (com ç), mas "autoobservação" está errada: "observação" começa com o (vogal igual à do prefixo), portanto deve-se usar hífen: auto-observação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

  • "compreenção" é erro: o correto é compreensão (com s).

  • "autoterapia" está correta (sem hífen, pois "terapia" inicia com consoante), mas o primeiro termo invalida a opção.

Alternativa D — ❌ Incorreta

  • "propenção" é erro: o correto é propensão (com s).

  • "autofecundação" está correta (sem hífen), mas novamente o primeiro termo erra.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

  • "isenção" é grafada com ç (deriva de isentar), exatamente como "intervenção".

  • "autodefesa" segue a regra: prefixo auto- + consoante = sem hífen, tal qual "autocontrole".

NÃO CAIA NESSA!

Na hora da prova, desconfie de qualquer palavra com prefixo auto- seguida de vogal igual (autoobservação) ou de h (autohemoterapia) sem hífen — isso é pegadinha clássica. Para o ç, grave os pares: pretensão (s), intenção (ç), compreensão (s), isenção (ç), propensão (s).

Conclusão: A única alternativa que cumpre os dois requisitos é a letra E.

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