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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2019

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu053840
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
Enfermeiro Judiciário

Saúde não é brinquedo político, diz diretor da OMS

“A saúde não é um brinquedo político, ela deve ser usada para promover o bem-estar e a qualidade de vida. E isso só vai acontecer quando nos comprometermos a fazer da atenção primária à saúde a base da assistência universal.”

A afirmação é do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a assinatura nesta quinta (25/10/2018) de um acordo internacional em Astana, capital do Cazaquistão, em que 194 países membros da OMS, incluindo o Brasil, comprometeram-se a fortalecer a atenção primária.

Chamado de “Declaração de Astana”, o acordo também comemora o 40o aniversário da histórica Declaração de Alma Alta, que exortou o mundo a fazer dos cuidados primários de saúde o pilar da cobertura universal de saúde em 1978.

Ocorre que, embora nos últimos 40 anos a expectativa de vida tenha aumentado e a mortalidade infantil, caído pela metade, por exemplo, o progresso em saúde tem sido desigual e injusto entre países e dentro dos países.

“Devemos reconhecer que não alcançamos esse objetivo [saúde para todos]. Em vez de saúde para todos, conseguimos saúde para alguns. Temos ficado muito focados em combater doenças específicas, muito focados no tratamento, em detrimento da prevenção de doenças”, disse Ghebreyesus.

Quase metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde e, segundo a OMS, 100 milhões de pessoas são empurradas para a pobreza a cada ano por causa de gastos catastróficos em saúde. A atenção primária à saúde pode fornecer de 80% a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa durante sua vida.

A Declaração de Astana aponta a necessidade de uma ação multissetorial que inclua tecnologia, conhecimento científico e tradicional, juntamente com profissionais de saúde bem treinados e remunerados, e participação das pessoas e da comunidade para que seja alcançada a tão sonhada saúde para todos com qualidade.

(Cláudia Collucci, Saúde não é brinquedo político, diz diretor da OMS. Em: Folha de S.Paulo, 25.10.2018. Adaptado)

As informações do texto mostram que a atenção primária à saúde
  1. Avive ainda enfrentamentos para se estabelecer plenamente, uma vez que se identificam desigualdades entre os países e, até mesmo, dentro deles.
  2. Bobteve êxito em seu propósito a partir da Declaração de Alma Alta, razão pela qual os 40 anos subsequentes a ela foram de saúde para todos os cidadãos.
  3. Ctende a ser brevemente atingida, uma vez que a Declaração de Astana ratifica os cuidados primários como pilar da cobertura universal de saúde.
  4. Dpassou por um período de estabilização, mas vem sendo questionada recentemente com o recrudescimento de uma série de doenças específicas.
  5. Edeixou de ser atendida porque a Organização Mundial da Saúde parou de perseguir os preceitos defendidos pelas Declarações de Alma Alta e Astana.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — vive ainda enfrentamentos para se estabelecer plenamente, uma vez que se identificam desigualdades entre os países e, até mesmo, dentro deles.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atenção primária à saúde: ainda não plenamente estabelecida

Gabarito: letra A. A atenção primária à saúde vive ainda enfrentamentos para se estabelecer plenamente, porque o próprio texto afirma que "o progresso em saúde tem sido desigual e injusto entre países e dentro dos países" — ou seja, há desigualdades que impedem a plenitude. A alternativa A é uma paráfrase fiel dessa passagem, enquanto as demais extrapolam ou contradizem o texto.

A questão pede compreensão ("as informações do texto mostram"), então a resposta deve estar explícita ou ser uma reescritura equivalente de uma ideia apresentada. A chave está no 4º parágrafo, que diagnostica o problema: apesar dos avanços, o progresso é desigual. A alternativa A capta exatamente isso.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto diz:

"Ocorre que, embora nos últimos 40 anos a expectativa de vida tenha aumentado e a mortalidade infantil, caído pela metade, por exemplo, o progresso em saúde tem sido desigual e injusto entre países e dentro dos países."

A alternativa A parafraseia essa passagem: "vive ainda enfrentamentos para se estabelecer plenamente" = o progresso não é pleno porque é desigual e injusto; "entre os países e, até mesmo, dentro deles" = "entre países e dentro dos países". É uma reescritura fiel, sem acrescentar nada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Contradiz o texto. A alternativa afirma que a atenção primária "obteve êxito em seu propósito a partir da Declaração de Alma Alta" e que os 40 anos seguintes foram de "saúde para todos". O texto, porém, desmente isso na fala do diretor da OMS:

"Devemos reconhecer que não alcançamos esse objetivo [saúde para todos]. Em vez de saúde para todos, conseguimos saúde para alguns."

Ou seja, o objetivo não foi alcançado — a alternativa inverte o sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Extrapola. A alternativa diz que a atenção primária "tende a ser brevemente atingida" porque a Declaração de Astana ratifica os cuidados primários como pilar. O texto apenas aponta a necessidade de ação multissetorial para alcançar a "tão sonhada saúde para todos" — não há previsão de que isso ocorra "brevemente". A palavra "brevemente" é uma informação que o texto não traz.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Extrapola e contradiz. O texto não fala em "período de estabilização" nem em "recrudescimento de uma série de doenças específicas". O que o texto menciona é que o foco em doenças específicas e no tratamento foi em detrimento da prevenção — mas não diz que houve recrudescimento. A alternativa inventa um cenário que não está no texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Contradiz o texto. A alternativa afirma que a OMS "parou de perseguir os preceitos" das declarações. O texto mostra o contrário: a OMS, por meio do diretor-geral, defende a atenção primária e assina a Declaração de Astana justamente para fortalecê-la. Não há qualquer menção a abandono dos preceitos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora extrapolar com fatos verdadeiros que o texto não menciona (como em C e D) ou inverter o sentido (como em B e E). A correta é sempre a que parafraseia o texto, sem acrescentar nem contradizer.

PEGA ESSA DICA!

Grife o comando — "as informações do texto mostram" pede recorrência, ou seja, a resposta deve estar explícita ou ser uma paráfrase. Desconfie de palavras absolutas como "todos", "brevemente", "parou" — elas quase sempre sinalizam extrapolação ou contradição.

Gabarito: letra A.

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