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Questão de Português — Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) — VUNESP 2019

PortuguêsFlexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
Código
vu054445
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
V - - Assistente de Suporte Acadêmico I
Leia o texto para responder à questão.

Cientistas estudam forma de "curar" o envelhecimento

    Um dos mitos da Grécia Antiga, que remonta a 700 a.C., conta a história de amor de Eos, a deusa do amanhecer, e Titono, irmão mais velho do rei de Troia. Eos se apaixonou por Titono e pediu ao deus Zeus que concedesse a ele a imortalidade dos deuses. Mas se esqueceu de pedir eterna juventude. Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o trancou em um quarto escuro até que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.
    Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha contornos científicos. O primeiro laboratório biomédico dos Estados Unidos dedicado inteiramente a pesquisar o envelhecimento foi criado em 1999 em São Francisco, a poucos quilômetros do Vale do Silício, com a missão de acabar com as doenças relacionadas à passagem do tempo.
    Mas é a Fundação SENS, criada em 2009 pelo cientista da computação inglês Aubrey de Grey, entre outros nomes, que desperta as maiores polêmicas na comunidade científica. Na visão de Grey, o envelhecimento deve ser tratado como um fenômeno simples, e nosso corpo visto como uma máquina ou uma engenhoca que pode ser consertada. “O motivo de termos carros que ainda rodam após cem anos é o fato de eliminarmos os estragos antes mesmo de as portas caírem. O mesmo vale para o corpo humano”, afirma o britânico.
    Para desenvolver seu modelo de pesquisa, Aubrey de Grey olhou para os principais processos que levam ao envelhecimento conhecidos hoje, como perda e degeneração das células. Para ele. basta tratá-los e pronto: nossos problemas de saúde que surgem com a idade acabariam. “Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. Morreríamos somente de causas que não têm a ver com quanto tempo atrás nascemos. Impactos de asteroides, acidentes etc.”, diz.
(Marília Marasciulo. Galileu. https://revistagalileu.globo.com , 30.07.2019. Adaptado)
Uma forma verbal que expressa uma hipótese está destacada em:
  1. ATitono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos... (1o parágrafo)
  2. B... a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha contornos científicos. (2o parágrafo)
  3. CO motivo de termos carros que ainda rodam após cem anos é o fato de eliminarmos os estragos... (3o parágrafo)
  4. D... Aubrey de Grey olhou para os principais processos que levam ao envelhecimento conhecidos hoje... (4o parágrafo)
  5. ENão haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. (4o parágrafo)
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GabaritoE — Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem. (4o parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Flexão Verbal de Modo – Expressão de Hipótese

Gabarito: letra E.

A forma verbal "haveria" (futuro do pretérito do indicativo, também chamado condicional) expressa uma hipótese, uma possibilidade não concretizada. No texto, Aubrey de Grey afirma: "Não haveria limite, assim como não há limite para os carros funcionarem." O uso do condicional indica uma situação hipotética, contrafactual, contrastando com a frase factual "não há limite" (presente do indicativo). As demais alternativas apresentam verbos no modo indicativo, que expressam fatos ou certezas.

Análise das alternativas:

  • A (❌ Incorreta): "viveu" – pretérito perfeito do indicativo, fato passado.

  • B (❌ Incorreta): "ganha" – presente do indicativo, fato atual.

  • C (❌ Incorreta): "termos" e "rodam" – presente do subjuntivo (termos) e presente do indicativo (rodam). A oração subordinada não expressa hipótese principal, mas uma constatação.

  • D (❌ Incorreta): "olhou" – pretérito perfeito do indicativo, fato passado.

  • E (✅ Correta): "haveria" – futuro do pretérito (condicional), usado para expressar hipótese.

Conceito: O modo verbal indica a atitude do falante em relação ao fato: certeza (indicativo), dúvida/hipótese (subjuntivo/condicional), ordem (imperativo). O futuro do pretérito, em especial, é uma forma típica de hipótese no português.

1Indicativo (certeza/fato)
Presente: "ganha", "rodam"
Pretérito perfeito: "viveu", "olhou"
2Subjuntivo (dúvida/hipótese)
Presente: "termos"
3Condicional (hipótese)
Futuro do pretérito: "haveria" ✅
4Imperativo (ordem)
Modos verbais
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Modos verbais: Indicativo (certeza/fato) (Presente: "ganha", "rodam", Pretérito perfeito: "viveu", "olhou"); Subjuntivo (dúvida/hipótese) (Presente: "termos"); Condicional (hipótese) (Futuro do pretérito: "haveria" ✅); Imperativo (ordem)
PEGA ESSA DICA!

Para identificar hipótese, procure verbos no futuro do pretérito (-ria), como haveria, teria, faria, ou formas do subjuntivo em contextos de condição (ex.: se eu fosse). No texto, haveria é a única forma com esse valor.

Gabarito: letra E.

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