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Questão de Português — Crase — VUNESP 2019

PortuguêsCrase
Código
vu055552
Banca
VUNESP
Órgão
MPE-SP
Ano
2019
Nível
Superior

      É muito comum o brasileiro sofrer com o acento grave, sinal que serve para indicar crase, ou seja, a fusão de “a + a”. Ele é apenas um sinalzinho com inclinação à esquerda, tem seus encantos, porém deixa muita gente boa em situação delicada.

      Quando alguém me pergunta como faz para aprender a “crasear”, digo para começar pelo avesso: primeiro aprenda a não colocar o acento em lugar proibido. Há certas construções em que ele não cabe, pois falta metade: um dos “a + a” não comparece. Por exemplo, o artigo definido feminino “a” não pode ser usado em determinadas situações, o que, por exclusão, nos leva ao raciocínio de que o “a” da construção é apenas a preposição “a”.

(Dica do professor João Bolognesi, texto editado por Talita Abrantes. Em: https://exame.abril.com.br)

Analisando as informações textuais, é correto afirmar que
  1. Ao uso do sinal grave para indicar a crase, que gera dúvidas até para bons conhecedores da língua, ocorre em um contexto marcado pela presença obrigatória de preposição e artigo definido.
  2. Bo conhecimento para usar ou não o acento grave, que indica a crase, está mais relacionado à percepção subjetiva dos encantos desse sinal do que à própria sintaxe da língua.
  3. Co emprego do sinal grave decorre de um aprendizado pelo avesso, ou seja, que ocorre quando se aprendem as situações em que há a presença obrigatória de artigo definido e preposição.
  4. Do fato de muitas pessoas com bons conhecimentos da língua ficarem constrangidas em algumas situações devido ao mau emprego do sinal grave tem feito com que ele seja abolido.
  5. Ea utilização do sinal grave é marcada por determinadas construções reguladas pelos encantos do sinal, e isso comprova que, em mais da metade dos usos, esse acento é facultativo.
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GabaritoA — o uso do sinal grave para indicar a crase, que gera dúvidas até para bons conhecedores da língua, ocorre em um contexto marcado pela presença obrigatória de preposição e artigo definido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase e interpretação textual – Compreensão de texto

Gabarito: letra A. A alternativa A parafraseia fielmente o texto: a crase exige a presença simultânea de preposição e artigo definido, e o próprio texto afirma que até bons conhecedores têm dúvidas (“deixa muita gente boa em situação delicada” e “acento grave... serve para indicar crase... fusão de a + a”).

O texto de João Bolognesi explica que a crase é a fusão de “a + a” (preposição + artigo) e sugere aprender “pelo avesso”, ou seja, identificar primeiro as situações em que a crase NÃO ocorre porque falta um dos elementos. A questão cobra a identificação da afirmativa que está de acordo com o texto. O comando é de recorrência (“é correto afirmar que”): a resposta deve estar explícita ou imediatamente dedutível do texto, sem acréscimos ou inversões.

1Regra
Preposição "a"
Artigo definido "a"
Acento grave indicador
2Aprendizado "pelo avesso"
Primeiro: onde NÃO colocar
Depois: onde colocar
3Dúvidas comuns
Até bons conhecedores
Situação delicada
Crase (fusão a + a)
LEVELsoulevel.com.br
Crase (fusão a + a): Regra (Preposição "a", Artigo definido "a", Acento grave indicador); Aprendizado "pelo avesso" (Primeiro: onde NÃO colocar, Depois: onde colocar); Dúvidas comuns (Até bons conhecedores, Situação delicada)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“acento grave... serve para indicar crase, ou seja, a fusão de ‘a + a’” “deixa muita gente boa em situação delicada”

A alternativa afirma que o uso do acento grave (indicativo de crase) ocorre quando há presença obrigatória de preposição e artigo definido, exatamente o que o texto diz (“fusão de a + a”). Também menciona que isso gera dúvidas até para bons conhecedores – “muita gente boa” (bons conhecedores) fica em “situação delicada”. Tudo está no texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta (extrapola / acrescenta opinião)

O texto não diz que o conhecimento é subjetivo; ao contrário, ele dá regras objetivas (“primeiro aprenda a não colocar o acento em lugar proibido”). Atribuir a crase a “percepção subjetiva dos encantos” é uma opinião que o autor não emitiu – ele apenas usou “encantos” em sentido figurado para introduzir o assunto, mas a dica é técnica.

Erro: acrescentar opinião/extrapolar.

Alternativa C — ❌ Incorreta (inverte o sentido do texto)

“comece pelo avesso: primeiro aprenda a não colocar o acento em lugar proibido”

O “avesso” é aprender as proibições (onde a crase não ocorre), não aprender as situações em que há artigo e preposição. A alternativa troca o sinal: diz que o aprendizado pelo avesso ocorre “quando se aprendem as situações em que há a presença obrigatória de artigo definido e preposição”. O texto ensina exatamente o contrário: aprenda primeiro onde não há crase.

Erro: troca de conceito (inversão do sentido de “avesso”).

Alternativa D — ❌ Incorreta (extrapola / contradiz o texto)

O texto não menciona abolição do acento grave. Falar que “tem feito com que ele seja abolido” é inventar uma consequência que não está no texto (e, na realidade, o acento grave continua em uso).

Erro: extrapolação (informação totalmente ausente).

Alternativa E — ❌ Incorreta (extrapola + contradiz)

O texto não afirma que “em mais da metade dos usos” o acento é facultativo. Também não diz que o uso é “regulado pelos encantos do sinal” – “encantos” é expressão figurada do autor, não uma regra. A alternativa combina dois erros: atribuir caráter majoritariamente facultativo (inexistente no texto) e confundir metáfora com regra.

Erro: extrapolação (dados numéricos não fornecidos) e troca de sentido (encantos como regra).

Conclusão: Somente a alternativa A está plenamente de acordo com o texto, pois reproduz a definição central da crase e a observação sobre os bons conhecedores. As demais ou invertem o sentido, ou acrescentam ideias estranhas ao texto.

💡 Dica: Em questões de “de acordo com o texto”, desconfie de alternativas que usam palavras do texto mas alteram a lógica (como C, que inverte “avesso”). Grife no comando que é recorrência, não inferência – a resposta tem que estar literal ou em paráfrase direta.

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Até sua Maria

Lembra os casos de crase FACULTATIVA: antes de 'até', antes de pronome possessivo feminino ('sua') e antes de nome próprio feminino ('Maria').

— Crase — casos facultativos

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