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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2019

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu055559
Banca
VUNESP
Órgão
MPE-SP
Ano
2019
Nível
Superior

                                 Progresso, enfim


      Em atraso nas grandes reformas da Previdência Social e do sistema de impostos, o Brasil tem obtido avanços em uma agenda que, tomada em seu conjunto, mostra-se igualmente essencial – a da melhora do ambiente de negócios.

      Trata-se de objetivos tão diferentes quanto facilitar a criação de empresas, reduzir o custo de licenças ou ampliar o acesso ao crédito. Grande parte dessas providências não depende de votações no Congresso, mas sim do combate persistente a empecilhos burocráticos e ineficiências do setor público.

      A boa notícia é que o país subiu 16 posições no mais conhecido ranking dessa modalidade, divulgado a cada ano pelo Banco Mundial. A má é que a 109a colocação, num total de 190 nações consideradas, permanece vergonhosa.

      O progresso ocorreu, basicamente, em quatro indicadores – fornecimento de energia elétrica, prazo para abertura de empresa com registro eletrônico, acesso à informação de crédito e certificação eletrônica de origem para importações.

      Pela primeira vez em 16 anos de publicação do relatório, o desempenho brasileiro se destacou na América Latina. Os países mais bem posicionados da região, casos de México (54° lugar), Chile (56° ) e Colômbia (65° ), apresentaram pouca ou nenhuma melhora.

      Numa perspectiva mais ampla, o ambiente de negócios vai se tornando mais amigável na maior parte do mundo. A edição mais recente do ranking catalogou número recorde de 314 reformas realizadas em 128 economias desenvolvidas e emergentes no período 2017/2018.

      Fica claro, no documento, que o maior atraso relativo do Brasil se dá no pagamento de impostos, dados a carga elevada e o emaranhado de regras dos tributos incidentes sobre o consumo. Nesse quesito em particular, o país ocupa um trágico 184° lugar no ranking.

      O caminho óbvio a seguir nesse caso é uma reforma ambiciosa, que racionalize essa modalidade de taxação. Mesmo que não seja possível abrir mão de receitas, a simplificação já traria ganhos substanciais em eficiência ao setor produtivo.

                                    (Editorial, Folha de S.Paulo, 06.11.2018. Adaptado)

As informações do editorial indicam que o Brasil
  1. Aconseguiu um tímido desempenho no ambiente de negócios, que só não foi melhor porque muitas providências estavam atreladas a votações no Congresso.
  2. Bobteve um progresso considerável no ranking do Banco Mundial, o que fez o país aproximar-se de seus vizinhos com bom desempenho na América Latina.
  3. Ccontrariou o ambiente de negócios que vem se desenhando na maior parte do mundo, pois, assim como outros países da América Latina, não apresentou nenhuma melhora.
  4. Dmanteve uma colocação desonrosa no ranking do Banco Mundial, considerando-se que no país não foram registradas reformas que melhorassem seu desempenho.
  5. Eestá em uma colocação vexatória no ranking do Banco Mundial, apesar de o país ter subido 16 posições e se destacado na América Latina pelo seu desempenho.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — está em uma colocação vexatória no ranking do Banco Mundial, apesar de o país ter subido 16 posições e se destacado na América Latina pelo seu desempenho.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação do editorial — o Brasil e o ranking do Banco Mundial

Gabarito: letra E. A alternativa correta é a E, pois o texto afirma que o país "subiu 16 posições" no ranking do Banco Mundial, mas que a "109ª colocação, num total de 190 nações consideradas, permanece vergonhosa" — ou seja, houve progresso, mas a posição ainda é vexatória. A alternativa E é a única que parafraseia fielmente essa dupla informação: "colocação vexatória" + "apesar de ter subido 16 posições e se destacado na América Latina".

O comando pede compreensão ("as informações do editorial indicam"), ou seja, a resposta deve ser uma paráfrase do que está explícito no texto, sem deduções ou acréscimos. Vamos ver cada alternativa à luz do texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o desempenho "só não foi melhor porque muitas providências estavam atreladas a votações no Congresso". O texto diz o contrário: "Grande parte dessas providências não depende de votações no Congresso, mas sim do combate persistente a empecilhos burocráticos e ineficiências do setor público". A alternativa contradiz o texto ao inverter a relação de causa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o progresso "fez o país aproximar-se de seus vizinhos com bom desempenho na América Latina". O texto afirma que o Brasil "se destacou na América Latina" porque os vizinhos (México, Chile, Colômbia) "apresentaram pouca ou nenhuma melhora" — ou seja, o Brasil se destacou apesar de os vizinhos não terem melhorado, não por ter se aproximado deles. A alternativa extrapola e inverte a relação: o texto não diz que o Brasil se aproximou dos vizinhos; diz que ele se destacou em relação a eles.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o Brasil "contrariou o ambiente de negócios que vem se desenhando na maior parte do mundo" e que "não apresentou nenhuma melhora". O texto diz exatamente o oposto: o Brasil subiu 16 posições e "Pela primeira vez em 16 anos de publicação do relatório, o desempenho brasileiro se destacou na América Latina". A alternativa contradiz o texto e ainda generaliza ao dizer que o Brasil não apresentou melhora, quando o texto registra avanços em quatro indicadores.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o Brasil "manteve uma colocação desonrosa" e que "não foram registradas reformas que melhorassem seu desempenho". O texto diz que o país "subiu 16 posições" e que houve progresso em quatro indicadores — logo, houve reformas/melhoras. A alternativa contradiz o texto ao negar o progresso registrado.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E é a única que parafraseia fielmente o texto. Vejamos os trechos que a sustentam:

"A boa notícia é que o país subiu 16 posições no mais conhecido ranking dessa modalidade, divulgado a cada ano pelo Banco Mundial. A má é que a 109ª colocação, num total de 190 nações consideradas, permanece vergonhosa."

"Pela primeira vez em 16 anos de publicação do relatório, o desempenho brasileiro se destacou na América Latina."

A alternativa diz: "está em uma colocação vexatória no ranking do Banco Mundial, apesar de o país ter subido 16 posições e se destacado na América Latina pelo seu desempenho". Isso é exatamente o que o texto afirma: houve progresso (subiu 16 posições, destacou-se na América Latina), mas a colocação ainda é "vergonhosa" (sinônimo de "vexatória"). A alternativa não acrescenta nada que não esteja no texto — é uma reescritura equivalente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a paráfrase e a contradição. As alternativas A, C e D invertem ou negam informações explícitas (como "não depende de votações no Congresso" e "subiu 16 posições"). A B extrapola ao inventar uma relação de aproximação com os vizinhos que o texto não estabelece. A correta (E) é a única que sintetiza as duas ideias centrais: progresso + posição ainda ruim.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, desconfie de alternativas que invertem conectivos ("mas" vira "porque") ou que negam o que o texto afirma. Grife os dados numéricos e as palavras de valor ("vergonhosa", "tímido", "considerável") — elas costumam ser a chave da paráfrase.

Gabarito: letra E.

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