Questão de Português — Regência — VUNESP 2019
- Código
- vu056877
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Transerp - SP
- Ano
- 2019
- Nível
- Superior
- Aque não nos ofertam.
- Bque não ofertam-nos.
- Cde que não nos ofertam.
- Dde que não ofertam-nos.
- Eem que não ofertam-nos.
GabaritoA — que não nos ofertam.
Gabarito: letra A. A expressão original "recursos de que não dispomos" baseia-se no verbo "dispor" (rege a preposição "de"). Já o verbo "ofertar" é transitivo direto — não pede nenhuma preposição antes do objeto direto — e, em orações adjetivas com o pronome relativo "que", a norma-padrão exige próclise do pronome oblíquo átono. A única alternativa que respeita ambos os pontos é A.
Trecho original: "recursos de que não dispomos no SUS nem na saúde suplementar"
A questão testa duas regras simultâneas: (1) a regência do verbo usado na substituição e (2) a colocação do pronome oblíquo em relação ao verbo quando há um pronome relativo.
Regência: O verbo "ofertar" significa "oferecer" e exige complemento direto (sem preposição). Portanto, a construção deve ser "recursos que não ofertam" (objeto direto), e não "de que..." ou "em que...".
Colocação pronominal: Pronomes relativos (como "que") são palavras atrativas que obrigam a próclise — o pronome deve vir antes do verbo. Assim, o correto é "que não nos ofertam", e não "que não ofertam-nos".
"que não nos ofertam"
Respeita a regência (sem preposição antes de "que", pois o verbo é transitivo direto) e a colocação (próclise obrigatória diante do relativo "que"). Corresponde exatamente ao que a norma-padrão exige.
"que não ofertam-nos"
O erro está na colocação: o pronome relativo "que" atrai o pronome para antes do verbo (próclise). A ênclise "ofertam-nos" é gramaticalmente inaceitável nesse contexto. A regência, porém, está correta (sem preposição).
"de que não nos ofertam"
Embora a colocação esteja correta (próclise), a regência está errada. O verbo "ofertar" não rege a preposição "de"; o correto é usar apenas "que". A presença de "de" torna a alternativa inadequada.
"de que não ofertam-nos"
Acumula dois erros: regência (preposição indevida "de") e colocação (ênclise diante de pronome relativo).
"em que não ofertam-nos"
Também duplamente errada: regência (preposição "em" não é exigida por "ofertar") e colocação (ênclise).
A banca explora duas armadilhas clássicas:
Troca da regência: o candidato pode manter a preposição "de" (usada no original com "dispor") e aplicá-la indevidamente a "ofertar".
Troca da colocação: a posição do pronome após o verbo parece natural na fala coloquial, mas a norma exige próclise na presença do relativo "que".
Ao substituir um verbo por outro, verifique sempre a regência do novo verbo — não copie a preposição do original. Além disso, lembre-se: pronomes relativos (que, quem, onde, cujo) são palavras atrativas que obrigam a próclise.
Gabarito: letra A
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