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Questão de Português — Colocação Pronominal — VUNESP 2019

PortuguêsColocação Pronominal
Código
vu056927
Banca
VUNESP
Órgão
UFABC
Ano
2019
Nível
Superior

                      Redes pessoais e vulnerabilidade social


      Redes sociais têm sido cada vez mais consideradas como elementos importantes na construção de uma grande variedade de processos, desde a mobilização política em movimentos sociais ou partidos políticos, até as ações e a estrutura de relações formais e informais entre as elites políticas e econômicas ou na estruturação de áreas de políticas públicas, entre muitos outros temas. Número significativo de estudos tem examinado as redes pessoais, aquelas que cercam os indivíduos em particular. Essas análises visam a estudar os efeitos da sociabilidade de diversos grupos sociais, para compreender como os laços sociais são construídos e transformados e suas consequências para fenômenos como integração social, imigração e apoio social.

      No caso específico da pobreza, a literatura tem estabelecido de forma cada vez mais eloquente como tais redes medeiam o acesso a recursos materiais e imateriais e, ao fazê-lo, contribuem de forma destacada para a reprodução das condições de privação e das desigualdades sociais. A integração das redes ao estudo da pobreza pode permitir a construção de análises que escapem dos polos analíticos da responsabilização individual dos pobres por sua pobreza (e seus atributos), assim como de análises sistêmicas que foquem apenas os macroprocessos e constrangimentos estruturais que cercam o fenômeno.

      A literatura brasileira sobre o tema tem sido marcada por uma oposição entre enfoques centrados nesses dois campos, embora os últimos anos tenham assistido a uma clara hegemonia dos estudos baseados em atributos e ações individuais para a explicação da pobreza. Parece-nos evidente que tanto constrangimentos e processos supraindividuais (incluindo os econômicos) quanto estratégias e credenciais dos indivíduos importam para a constituição e a reprodução de situações de pobreza. Entretanto, essas devem ser analisadas no cotidiano dos indivíduos, de maneira que compreendamos de que forma medeiam o seu acesso a mercados, ao Estado e às trocas sociais que provêm bem-estar.

(Eduardo Marques, Gabriela Castello e Renata M. Bichir. Revista USP, no 92, 2011-2012. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o trecho destacado está reescrito de acordo com a norma-padrão de emprego de pronomes.
  1. A... constrangimentos estruturais que cercam o fenômeno [cercam-lo].
  2. B... como tais redes medeiam o acesso [medeiam-no].
  3. CNúmero significativo de estudos tem examinado as redes pessoais [tem examinado elas].
  4. D... trocas sociais que provêm bem-estar [provêm-lhe].
  5. EEssas análises visam a estudar os efeitos da sociabilidade [estudar eles].
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — ... como tais redes medeiam o acesso [medeiam-no].

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de pronomes oblíquos — norma-padrão

Gabarito: letra B. A única alternativa que emprega corretamente o pronome oblíquo átono é a B, com a forma "medeiam-no". A regra é: verbos terminados em ditongo nasal (-am, -em, -ão, -õe) exigem que os pronomes diretos o, a, os, as assumam as formas -no, -na, -nos, -nas.


1Formas: o, a, os, as
2Após verbo terminado em
-r, -s, -z → -lo, -la, -los, -las
-am, -em, -ão, -õe → -no, -na, -nos, -nas
Demais → o, a, os, as
3Proibido
Pronome reto (ele, ela, eles) como objeto
"Lhe" como objeto direto
Pronome oblíquo átono (objeto direto)
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Pronome oblíquo átono (objeto direto): Formas: o, a, os, as; Após verbo terminado em (-r, -s, -z → -lo, -la, -los, -las, -am, -em, -ão, -õe → -no, -na, -nos, -nas, Demais → o, a, os, as); Proibido (Pronome reto (ele, ela, eles) como objeto, "Lhe" como objeto direto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

"... constrangimentos estruturais que cercam o fenômeno [cercam-lo]."

O verbo "cercam" termina em -am (nasal), portanto o pronome deveria ser "-no" → "cercam-no". O uso de "-lo" é exclusivo para verbos terminados em -r, -s ou -z. Erro: troca do sufixo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"... como tais redes medeiam o acesso [medeiam-no]."

"Medeiam" termina em -am → "no". A forma "medeiam-no" está perfeitamente de acordo com a norma-padrão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Número significativo de estudos tem examinado as redes pessoais [tem examinado elas]."

O pronome "elas" é reto (sujeito), não oblíquo. Para objeto direto, deve-se usar "as" (oblíquo). O correto seria "tem examinado-as" ou "as tem examinado". Erro: uso de pronome reto como objeto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"... trocas sociais que provêm bem-estar [provêm-lhe]."

"Bem-estar" é objeto direto; o pronome correto é "o" (ou "no" já que "provêm" termina em -em): "provêm-no". O pronome "lhe" é exclusivo para objeto indireto (a ele/para ele). Erro: uso de "lhe" como objeto direto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Essas análises visam a estudar os efeitos da sociabilidade [estudar eles]."

"Eles" é pronome reto. Para objeto direto, emprega-se "os". Como o infinitivo "estudar" termina em -r, a forma é "estudá-los". Erro: uso de pronome reto como objeto.


NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura pronomes retos e oblíquos e explora as variações de forma (-lo, -no) após verbos. Memorize: verbos terminados em -am, -em, -ão pedem -no, -na; verbos terminados em -r, -s, -z pedem -lo, -la.

PEGA ESSA DICA!

Sempre identifique se o pronome substitui objeto direto ou indireto. "O, a, os, as" para direto; "lhe, lhes" para indireto.

MNEMÔNICO
GRANIDOS
GGerúndio (precedido de 'em')Rpronomes RelativosAAdvérbiosNpalavras de sentido NegativoIpronomes/palavras InterrogativosDpronomes DemonstrativosOorações Optativas (que exprimem desejo)Sconjunções Subordinativas
Colocação pronominal — próclise

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