Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Concordância verbal, Concordância nominal — VUNESP 2020

PortuguêsConcordância verbal, Concordância nominal
Código
vu057119
Banca
VUNESP
Órgão
AVAREPREV-SP
Ano
2020
Nível
Médio
Cargo
Escriturário

Leia a charge para responder a questão.


(Chargista Duke. https://www.otempo.com.br)

No enunciado “Éramos nove milhões. Agora somos 13,5 milhões de miseráveis!”, a relação de tempo verbal estabelecida entre as formas destacadas também está presente na frase a seguir, que atende à norma-padrão:
  1. AAntigamente teve nove milhões. Agora é 13,5 milhões de miseráveis!
  2. BAntigamente havia nove milhões. Agora são 13,5 milhões de miseráveis!
  3. CAntigamente haviam nove milhões. Agora tem 13,5 milhões de miseráveis!
  4. DAntigamente houveram nove milhões. Agora existem 13,5 milhões de miseráveis!
  5. EAntigamente tinha nove milhões. Agora existe 13,5 milhões de miseráveis!
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Antigamente havia nove milhões. Agora são 13,5 milhões de miseráveis!

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal e relação temporal: pretérito → presente

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que mantém a mesma relação de tempo do enunciado — pretérito imperfeito ("havia") seguido de presente ("são") — e, ao mesmo tempo, respeita a norma-padrão: o verbo haver no sentido de existir é impessoal e fica no singular, enquanto o verbo ser, em construções com quantidade, concorda com o predicativo ("13,5 milhões"), indo para o plural. Como se lê no enunciado: "Éramos nove milhões. Agora somos 13,5 milhões de miseráveis!", a passagem do pretérito para o presente é o núcleo da questão.

A chave de resolução está em dois eixos: (1) a relação temporal — o primeiro verbo no passado, o segundo no presente — e (2) a concordância verbal de cada forma. O enunciado usa "éramos" (pretérito imperfeito do indicativo) e "somos" (presente do indicativo). A alternativa correta precisa repetir exatamente essa estrutura: pretérito + presente, com verbos flexionados conforme a norma culta.

Verbos impessoais
  • 1Haver (existir)
    • Não flexiona (singular)
    • "havia", "houve"
  • 2Ter (existir)
    • Coloquial, não padrão
  • 3Verbos pessoais
    • Existir
      • Flexiona (concorda com sujeito)
    • Ser (com quantidade)
      • Concorda com o predicativo
      • "são 13,5 milhões"
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Antigamente teve nove milhões. Agora é 13,5 milhões de miseráveis!"

A relação temporal até existe (pretérito → presente), mas o verbo ter no sentido de existir é coloquial e inaceitável na norma-padrão. Além disso, "é 13,5 milhões" está errado: o verbo ser, quando o predicativo é um numeral plural, concorda com ele — o correto é "são 13,5 milhões". A alternativa contradiz a norma ao usar "teve" e "é" em contextos que exigem "havia" e "são".

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Antigamente havia nove milhões. Agora são 13,5 milhões de miseráveis!"

Aqui estão os dois acertos: "havia" é o pretérito imperfeito do verbo haver com sentido de existir — verbo impessoal, que não tem sujeito e fica sempre no singular (não se flexiona para plural). Já "são" é o presente do verbo ser, que concorda com o predicativo "13,5 milhões" (plural). A relação temporal é idêntica à do enunciado: passado → presente. É a única alternativa que une correção gramatical e mesma estrutura temporal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Antigamente haviam nove milhões. Agora tem 13,5 milhões de miseráveis!"

Erro duplo: "haviam" é a forma pluralizada do verbo haver impessoal — proibida na norma culta (o correto é "havia"). E "tem" no sentido de existir é coloquial, não padrão. A relação temporal está presente, mas a concordância e o registro derrubam a alternativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Antigamente houveram nove milhões. Agora existem 13,5 milhões de miseráveis!"

"Houveram" é o erro clássico: o verbo haver no sentido de existir é impessoal e não vai para o plural — o correto seria "houve". A segunda parte, "existem", está correta (verbo existir é pessoal e concorda com o sujeito "13,5 milhões"), mas o primeiro erro já invalida a alternativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Antigamente tinha nove milhões. Agora existe 13,5 milhões de miseráveis!"

"Tinha" no sentido de existir é coloquial (o padrão é "havia"). E "existe" está no singular, mas o sujeito é "13,5 milhões" (plural) — o correto seria "existem". A alternativa erra na concordância do verbo existir e usa registro informal no primeiro verbo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre verbos impessoais (haver, que não varia) e pessoais (existir, ser, que variam), além de aceitar formas coloquiais como "teve" e "tem" como se fossem padrão. A relação temporal é o chamariz; a concordância é o teste real.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver "havia" ou "houve", pergunte: o verbo haver tem sentido de existir? Se sim, é impessoal — singular obrigatório. Já "existir" e "ser" são pessoais: concordam com o sujeito/predicativo. Decore: haver = singular; existir = flexiona.

Gabarito: letra B.

Link permanente: /questoes/vu057119