Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2020

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu059200
Banca
VUNESP
Órgão
FITO
Ano
2020
Nível
Superior
Cargo
Analista de Gestão - Secretária

Leia a charge para responder a questão.


(www.pinterest.com. Acessado em 17.10.2019) 

O segmento em destaque em – .... fazermos de conta que você me olha enquanto eu falo? – pode ser reescrito, de acordo com o sentido e com a norma da regência, em:
  1. Aconjecturarmos de que ...
  2. Batentarmos em que
  3. Cpressupormos que ...
  4. Dalmejarmos de que ...
  5. Econfabularmos em que ...
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — pressupormos que ...

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita com sentido e regência – VUNESP

Gabarito: letra C. A expressão “fazermos de conta que” significa fingir, simular uma situação. Entre as alternativas, apenas “pressupormos que” preserva o sentido de assumir algo como verdadeiro para um jogo de faz-de-conta e obedece à regência verbal correta (verbo transitivo direto, sem preposição).

A banca cobra dois itens: sentido (a palavra deve equivaler semanticamente a “fazer de conta”) e regência (a construção deve estar de acordo com a norma culta). Como não temos a charge, partimos do contexto da fala citada.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“conjecturarmos de que”

“Conjecturar” significa formular hipóteses, suposições – não é sinônimo de “fingir”. Além disso, a regência padrão é “conjecturar que” (sem a preposição “de”). A banca armou a pegadinha com a preposição “de”, que não cabe aqui.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“atentarmos em que”

“Atentar” tem dois sentidos principais: prestar atenção (transitivo indireto com “para” ou “em”) e tentar cometer (transitivo direto). Nenhum corresponde a “fazer de conta”. A regência “atentar em que” seria possível no sentido de “observar”, mas o significado é outro.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“pressupormos que”

“Pressupor” significa admitir algo como base, supor de antemão – no contexto da charge, os personagens combinam um fingimento, o que equivale a pressupor uma situação. A regência é direta: “pressupor + que” (sem preposição). Atende perfeitamente aos dois requisitos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“almejarmos de que”

“Almejar” significa desejar, aspirar – não se trata de fingir. A regência correta é “almejar que” (sem “de”). A preposição “de” é inadequada e o sentido foge ao original.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“confabularmos em que”

“Confabular” significa conversar reservadamente, conspirar. Não equivale a “fazer de conta”. A regência “confabular em que” não é usual; o mais comum é “confabular sobre” ou “confabular que” (sem preposição).

NÃO CAIA NESSA!

Em questões de reescrita, identifique primeiro o sentido do trecho original (consulte o contexto da charge/tirinha). Depois teste cada verbo candidato: ele mantém o significado? A regência (preposição exigida) está correta? A banca VUNESP costuma misturar os dois critérios, e a armadilha está em escolher um verbo de sentido próximo, mas com regência errada – ou vice-versa.

Resposta: letra C.

Link permanente: /questoes/vu059200