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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2020

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu062680
Banca
VUNESP
Órgão
FITO
Ano
2020
Nível
Superior
Leia o poema de Eduardo Alves da Costa, para responder à questão.Na primeira noite eles se aproximame roubam umaflor do nosso jardim.E não dizemos nada.Na segunda noite, já não se escondem:pisam as flores,matam nosso cão,e não dizemos nada.Até que um dia,o mais frágil delesentra sozinho em nossa casa,rouba-nos a luz e,conhecendo nosso medo,arranca-nos a voz da garganta.E já não podemos dizer nada.É correto afirmar que o poema descreve
  1. Auma situação de reciprocidade entre classes diferentes de pessoas.
  2. Bum processo crescente de violência e de submissão.
  3. Cum acontecimento auspicioso na vida de uma família comum.
  4. Duma previsão surpreendente de que algo de novo possa acontecer.
  5. Eum conjunto dissimulado de regras de dominação de subalterno.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — um processo crescente de violência e de submissão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação do Poema – VUNESP 2020

Gabarito: letra B. O poema descreve um processo crescente de violência e de submissão: a cada estrofe, as agressões aumentam (roubo de flor, pisoteio, morte do cão, invasão da casa, roubo da luz, arrancar a voz) e a reação é sempre o silêncio, culminando na impossibilidade de falar. A progressão é evidente nos versos “Na primeira noite… Na segunda noite… Até que um dia…”.

“Na primeira noite eles se aproximam / e roubam uma flor do nosso jardim. / E não dizemos nada.” “Na segunda noite, já não se escondem: / pisam as flores, / matam nosso cão, / e não dizemos nada.” “Até que um dia, / o mais frágil deles / entra sozinho em nossa casa, / rouba-nos a luz e, / conhecendo nosso medo, / arranca-nos a voz da garganta. / E já não podemos dizer nada.”

A passividade inicial (“não dizemos nada”) transforma-se em impossibilidade final (“já não podemos dizer nada”), confirmando a submissão. A alternativa B capta exatamente essa evolução.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Reciprocidade” implica troca ou ação mútua, mas o poema mostra apenas agressão de um lado e passividade do outro – não há interação recíproca. Erro: extrapolação (acrescenta ideia ausente).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme demonstrado, o texto descreve uma escalada de violência (roubo → destruição → invasão → silenciamento) e a crescente submissão (silêncio → impossibilidade de falar). A progressão é o eixo central do poema.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Auspicioso” significa favorável, promissor. O poema relata atos danosos e perda da voz, portanto é negativo, não auspicioso. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não há “previsão” ou “algo novo” – o poema narra fatos consumados, não projeções. O final já é a consequência. Erro: extrapolação (insere elemento de predição).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto não menciona “regras” nem “dominação de subalterno”; é uma narrativa concreta e simbólica, não um conjunto de regras. Erro: extrapolação (introduz conceito de regras e hierarquia social não presentes).

PEGA ESSA DICA!

Em questões de interpretação de poema, acompanhe a sequência cronológica e as reações dos personagens – a progressão temática é a chave para identificar o tema central.

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