A reescrita da frase – Prefiro fazer qualquer coisa menos ir pra escola! – mantém preservado o sentido original e atende à norma-padrão de regência verbal da língua portuguesa em:
APrefiro fazer qualquer coisa em ter de ir para a escola!
BPrefiro fazer qualquer coisa por ter de ir para a escola!
CPrefiro fazer qualquer coisa sem ter de ir para a escola!
DPrefiro fazer qualquer coisa de ter de ir para a escola!
EPrefiro fazer qualquer coisa a ter de ir para a escola!
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Prefiro fazer qualquer coisa a ter de ir para a escola!
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Reescrita e regência do verbo "preferir"
Gabarito: letra E. A única reescrita que preserva o sentido original e atende à norma-padrão é "Prefiro fazer qualquer coisa a ter de ir para a escola!", pois o verbo preferir rege a preposição "a" — quem prefere, prefere uma coisa a outra. As demais alternativas trocam a preposição exigida pela regência, alterando o sentido ou ferindo a norma culta.
A questão cobra dois conhecimentos simultâneos: regência verbal (a preposição exigida pelo verbo) e preservação do sentido (a relação de preferência entre duas opções). O verbo "preferir" é transitivo direto e indireto: o objeto direto é a coisa preferida ("fazer qualquer coisa"), e o objeto indireto é a coisa preterida, introduzido pela preposição "a" ("a ter de ir para a escola"). A norma-padrão rejeita o uso de "do que" ou de outras preposições nesse contexto.
Verbo "preferir": Regência (Transitivo direto e indireto, Prefere-se X a Y, Objeto direto: coisa preferida, Objeto indireto: coisa preterida (prep. "a")); Estrutura correta (Preferir X a Y); Estruturas rejeitadas ("do que", "em", "por", "sem", "de")
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Prefiro fazer qualquer coisa em ter de ir para a escola!" — A preposição "em" não é a exigida pelo verbo "preferir". Além disso, "em ter de ir" não estabelece a relação de comparação/preferência; soa como se a ação de ir fosse o meio ou o lugar, o que altera o sentido e viola a regência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Prefiro fazer qualquer coisa por ter de ir para a escola!" — A preposição "por" pode indicar causa, motivo ou troca, mas não é a regência correta de "preferir". A frase ficaria com sentido de "prefiro fazer qualquer coisa por causa de ter de ir", o que distorce a relação de preferência e fere a norma-padrão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Prefiro fazer qualquer coisa sem ter de ir para a escola!" — A preposição "sem" expressa ausência ou privação, o que muda completamente o sentido: a frase passaria a significar que prefere fazer qualquer coisa desde que não precise ir à escola, mas não estabelece a comparação entre duas opções que o original exige. Além disso, "preferir" não rege "sem".
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Prefiro fazer qualquer coisa de ter de ir para a escola!" — A preposição "de" não é a exigida pelo verbo "preferir". A construção "prefiro X de Y" não existe na norma-padrão e altera o sentido, pois "de" não introduz o segundo termo da preferência.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Prefiro fazer qualquer coisa a ter de ir para a escola!" — Esta é a única que preserva o sentido original e atende à regência verbal do verbo "preferir". A estrutura correta é preferir X a Y, em que X é o objeto direto ("fazer qualquer coisa") e Y é o objeto indireto introduzido pela preposição "a" ("a ter de ir para a escola"). A relação de preferência entre as duas ações é mantida integralmente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a preposição exigida pelo verbo "preferir" por outras que alteram o sentido ou ferem a regência. A pegadinha está em reconhecer que "preferir" exige a preposição "a" e que as demais opções usam preposições que mudam a relação lógica entre as alternativas.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever frases com verbos que exigem preposição, identifique primeiro a regência do verbo. Para "preferir", memorize: preferir X a Y — nunca use "do que", "em", "por", "sem" ou "de".