Na economia da vida, o maior desperdício é fazer poupança de amor. Prejuízo na certa. Amor é para gastar, mostrar, ostentar. O amor, aliás, é a mais saudável forma de ostentação que existe no mundo.
Vai por mim, amar é luxo só. Triste de quem sente e esconde, de quem sente e fica no joguinho dramático, de quem
sente e guarda a sete chaves. Sinto muito.
Amor é da boca para fora. Amor é um escândalo que
não se abafa. “Eu te amo” é para ser dito, desbocadamente.
Guardar “eu te amo” é prejudicial à saúde.
Na economia amorosa, só existe pagamento à vista, missa de corpo presente. O amor não se parcela, não admite
suaves prestações.
Não existe essa de amor só amanhã, como na placa do
fiado do boteco. Amor é hoje, aqui, agora... Amor não se sonega, amor é tudo a declarar.
(Xico Sá, “Amor é para gastar”. Em: http://www.itatiaia.com.br)
De acordo com a norma-padrão, a reescrita de informações do texto está correta quanto à concordância verbal em:
AExiste sentimentos, como o amor, que são escândalos e que não se abafa.
BTristes daqueles que sente e esconde, que sente e fica no joguinho dramático.
CAcontece que, quando há suaves prestações, o amor está sendo poupado.
DJoguinhos dramáticos expõe o perfil daquela pessoa que sente e esconde.
EQuando se usa sete chaves para guardar o amor, ele vai da boca para fora.
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GabaritoC — Acontece que, quando há suaves prestações, o amor está sendo poupado.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Concordância verbal na reescrita
Gabarito: letra C. A única reescrita que respeita a norma-padrão quanto à concordância verbal é a que emprega o verbo haver no sentido de "existir" (impessoal, invariável) e o verbo estar no singular, concordando com o núcleo do sujeito "amor". Como se lê no texto: "O amor não se parcela, não admite suaves prestações" — a alternativa C parafraseia essa ideia com correção gramatical.
A questão pede que você analise a concordância verbal (verbo concordando com o sujeito) em reescritas de trechos do texto. O comando "de acordo com a norma-padrão" indica que devemos julgar apenas a correção gramatical, não a fidelidade ao sentido original. Vamos testar cada alternativa.
Haver no sentido de existir: "há suaves prestações"
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"Existe sentimentos, como o amor, que são escândalos e que não se abafa."
Erro: o verbo existir é pessoal e deve concordar com o sujeito "sentimentos" (plural). O correto seria "Existem sentimentos". Além disso, o pronome "se" em "não se abafa" deveria concordar com o antecedente "sentimentos" (plural): "não se abafam". A alternativa contradiz a norma ao manter o verbo no singular com sujeito plural.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Tristes daqueles que sente e esconde, que sente e fica no joguinho dramático."
Erro: o pronome relativo "que" retoma "daqueles" (plural), então os verbos devem ficar no plural: "que sentem e escondem". A alternativa restringe indevidamente a concordância ao singular, ignorando o antecedente plural.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Acontece que, quando há suaves prestações, o amor está sendo poupado."
Correta: o verbo haver no sentido de "existir" é impessoal e fica sempre no singular: "há suaves prestações" (correto). O verbo estar concorda com o sujeito "o amor" (singular): "o amor está sendo poupado". A frase mantém a ideia do texto: "O amor não se parcela, não admite suaves prestações" — ou seja, se houvesse prestações, o amor estaria sendo poupado. Nenhum erro de concordância.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Joguinhos dramáticos expõe o perfil daquela pessoa que sente e esconde."
Erro: o sujeito "Joguinhos dramáticos" é plural, então o verbo deve ser "expõem". A alternativa contradiz a norma ao usar "expõe" (singular).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Quando se usa sete chaves para guardar o amor, ele vai da boca para fora."
Erro: o pronome "se" é partícula apassivadora; o sujeito paciente é "sete chaves" (plural), então o verbo deve concordar: "quando se usam sete chaves". A alternativa restringe a concordância ao singular, ignorando o núcleo plural.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o verbo haver (impessoal, invariável) e o verbo existir (pessoal, variável). Na alternativa A, "existe" com sujeito plural; na C, "há" com objeto plural — muitos candidatos marcam A por achar que "existe" também é invariável.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever, identifique o sujeito de cada verbo e pergunte: "quem pratica a ação?". Se o sujeito for plural, o verbo vai para o plural — exceto o verbo haver no sentido de existir, que é impessoal.