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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2021

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu065603
Banca
VUNESP
Órgão
TJ-SP
Ano
2021
Nível
Médio
Cargo
Escrevente Técnico Judiciário
Leia o texto para responder à questão.

Amor é para gastar
    Na economia da vida, o maior desperdício é fazer poupança de amor. Prejuízo na certa. Amor é para gastar, mostrar, ostentar. O amor, aliás, é a mais saudável forma de ostentação que existe no mundo.
    Vai por mim, amar é luxo só. Triste de quem sente e esconde, de quem sente e fica no joguinho dramático, de quem sente e guarda a sete chaves. Sinto muito.
    Amor é da boca para fora. Amor é um escândalo que não se abafa. “Eu te amo” é para ser dito, desbocadamente. Guardar “eu te amo” é prejudicial à saúde.
    Na economia amorosa, só existe pagamento à vista, missa de corpo presente. O amor não se parcela, não admite suaves prestações.
    Não existe essa de amor só amanhã, como na placa do fiado do boteco. Amor é hoje, aqui, agora... Amor não se sonega, amor é tudo a declarar.
(Xico Sá, “Amor é para gastar”. Em: http://www.itatiaia.com.br)
A frase inicial do 2º parágrafo sintetiza o ponto de vista do autor: “Vai por mim, amar é luxo só.” Coerente com esse posicionamento, o autor reconhece que o amor é
  1. Aum sentimento que deve ser declarado e vivido no tempo presente.
  2. Buma dívida de boteco que se intensifica quando é paga aos poucos.
  3. Cuma lembrança do passado que se legitima como poupança.
  4. Dum desperdício na vida das pessoas se não for bem guardado.
  5. Euma ilusão que vai sendo construída ao longo da vida das pessoas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — um sentimento que deve ser declarado e vivido no tempo presente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Amor é para gastar: a tese do autor sobre declarar e viver o amor no presente

Gabarito: letra A. O autor defende que o amor deve ser declarado e vivido no tempo presente, como se lê no 3º parágrafo: “Amor é da boca para fora” e “Amor é hoje, aqui, agora”. A alternativa A é a única que parafraseia fielmente essa tese, sem acrescentar, restringir ou contradizer o texto.

A questão pede compreensão (o comando é “o autor reconhece que o amor é”), ou seja, a resposta deve estar explícita no texto, não deduzida. A frase-chave do 2º parágrafo — “Vai por mim, amar é luxo só” — é desenvolvida nos parágrafos seguintes: o amor não se guarda, não se parcela, não se adia. Toda a argumentação converge para a ideia de que o amor se manifesta agora, por meio da declaração e da vivência imediata.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto afirma, no 3º parágrafo:

“Amor é da boca para fora. Amor é um escândalo que não se abafa. ‘Eu te amo’ é para ser dito, desbocadamente.”

E, no 4º parágrafo:

“Amor é hoje, aqui, agora...”

Esses trechos autorizam diretamente a ideia de que o amor deve ser declarado (“da boca para fora”, “para ser dito”) e vivido no presente (“hoje, aqui, agora”). A alternativa A é uma paráfrase — reescritura fiel — dessa tese, sem qualquer acréscimo ou restrição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa diz que o amor é “uma dívida de boteco que se intensifica quando é paga aos poucos”. O texto, porém, usa a imagem do boteco para dizer o contrário: “Não existe essa de amor só amanhã, como na placa do fiado do boteco. Amor é hoje, aqui, agora...” O autor rejeita o parcelamento e o adiamento; a alternativa inverte o sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que o amor é “uma lembrança do passado que se legitima como poupança”. O texto, no 1º parágrafo, diz que “o maior desperdício é fazer poupança de amor” — ou seja, poupar amor é errado, não “legítimo”. Além disso, o amor é “hoje, aqui, agora”, não lembrança do passado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. A alternativa diz que o amor é “um desperdício na vida das pessoas se não for bem guardado”. O texto afirma exatamente o oposto: “o maior desperdício é fazer poupança de amor” e “Guardar ‘eu te amo’ é prejudicial à saúde”. Guardar amor é que é desperdício, não o contrário.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: extrapola (foge ao texto). A alternativa fala em “ilusão que vai sendo construída ao longo da vida”. O texto não menciona ilusão nem construção gradual; ao contrário, diz que o amor é imediato e não se parcela. A ideia de “ilusão” é um acréscimo de fora do texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a contradição (alternativas B, C e D invertem a tese) e a extrapolação (alternativa E introduz “ilusão”, que não está no texto). A correta é a única que parafraseia o que está escrito.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, grife as palavras absolutas (“sempre”, “nunca”, “apenas”) e os conectivos de oposição (“mas”, “porém”). Aqui, o “não” do texto (“não se parcela”, “não se sonega”) é a chave para eliminar as alternativas que dizem o contrário.

Gabarito: letra A — a única inteiramente sustentada pelo texto, que defende o amor como declaração e vivência no presente.

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