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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2022

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu066178
Banca
VUNESP
Órgão
AL-SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Suporte Técnico

Mais inflação, juros e dúvidas


        O Brasil pode chegar ao fim do ano com inflação de 7%, o dobro da meta oficial, e juros básicos avançando para 14%, segundo projeções do mercado financeiro, turbinadas pela recente alta do petróleo e dos alimentos no mercado internacional. A insegurança econômica gerada pela guerra na Ucrânia e pelas sanções impostas à Rússia torna mais escuro um horizonte já nublado. Apesar do cenário mais preocupante, a maioria dos especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast continua prevendo uma alta de juros de 10,75% para 11,75% na próxima semana, quando será realizada a reunião periódica do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC).

        O aperto mais forte da política monetária virá em seguida, e poderá prolongar-se mais do que se estimava antes da guerra. As possibilidades de recuperação econômica a partir de 2023, já muito limitadas, tornam-se mais problemáticas com as pressões inflacionárias e com as novas incertezas. Pelas projeções do mercado conhecidas na última segunda-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 0,42% neste ano e 1,5% no próximo. Se as condições de crédito ficarem piores do que se esperava, as famílias serão mais pressionadas, a retomada do emprego será mais complicada e a atividade econômica terá menos impulso para avançar.

        O cenário já tenebroso inclui uma inflação já muito alta, uma produção industrial com 9 quedas em 12 meses e vendas do varejo 1% abaixo do patamar pré-pandemia. A recuperação mensal de 0,8% em janeiro ficou longe de compensar a queda de 1,5% em dezembro e de recriar o dinamismo perdido a partir de 2020. Além do desemprego, também a alta de preços continua limitando severamente os gastos familiares.

        Alguma segurança econômica ainda é garantida pelo agronegócio, com produção suficiente de alimentos para suprimento interno e para exportação. Problemas de abastecimento de fertilizantes, em consequência da guerra, geram alguma preocupação. Mas há estoques e, além disso, o plantio da próxima safra de verão só deverá começar no segundo semestre. Até lá, as condições internacionais poderão melhorar. Além disso, haverá tempo para a procura de novos fornecedores de adubos para substituir a Rússia, se for o caso. De toda forma, o espaço de tolerância para erros será quase nulo, neste ano.

(https://opiniao.estadao.com.br. 11.03.2022. Adaptado)

A frase final do texto – De toda forma, o espaço de tolerância para erros será quase nulo, neste ano. – permite concluir corretamente que
  1. Aa retomada da economia é inevitável, o que certamente refletirá em um cenário amistoso e sem erros.
  2. Bo ano de 2022 é tão atípico na economia que nenhum país do mundo terá espaço para tolerância na área.
  3. Ca situação econômica brasileira exige cautela, uma vez que o cenário é marcado por muitas incertezas.
  4. Da possibilidade de erros na economia é mínima, mas pode ocorrer em função da guerra entre Rússia e Ucrânia.
  5. Ea economia vive às voltas com erros, o que deverá ser comum principalmente com a pressão inflacionária.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a situação econômica brasileira exige cautela, uma vez que o cenário é marcado por muitas incertezas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação da frase final – Conclusão

Gabarito: letra C. A frase "De toda forma, o espaço de tolerância para erros será quase nulo, neste ano" indica que a situação econômica brasileira exige cautela, uma vez que o cenário é marcado por muitas incertezas. O texto descreve inflação alta, guerra, juros subindo, e conclui que não há margem para erros. As demais alternativas ou contradizem o texto ou extrapolam seu conteúdo.

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "a retomada da economia é inevitável" e que refletirá em "cenário amistoso e sem erros". O texto, porém, fala em "possibilidades de recuperação econômica... já muito limitadas" e "cenário tenebroso". A alternativa contradiz o texto ao pintar um quadro otimista que não existe.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que "nenhum país do mundo terá espaço para tolerância". O texto trata apenas do Brasil e não faz afirmação sobre outros países. Há uma generalização indevida (extrapolação).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"A situação econômica brasileira exige cautela, uma vez que o cenário é marcado por muitas incertezas." Essa conclusão é diretamente sustentada pela frase final e pelo contexto de incertezas (guerra, inflação, juros). O autor afirma que o espaço para erros é quase nulo, ou seja, é preciso agir com cuidado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"A possibilidade de erros na economia é mínima." A frase diz que o espaço de tolerância para erros é nulo, não que os erros sejam mínimos. Erros podem ocorrer, mas não serão tolerados. Há troca de conceito: confunde-se "tolerância nula" com "poucos erros".

Alternativa E — ❌ Incorreta

"A economia vive às voltas com erros, o que deverá ser comum principalmente com a pressão inflacionária." O texto não afirma que erros serão comuns; ao contrário, diz que não há espaço para eles. A alternativa foge ao tema central da frase final, que é a necessidade de cautela.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a ambiguidade da expressão "espaço de tolerância para erros será quase nulo", fazendo o candidato interpretar como "erros improváveis" ou "poucos erros", quando na verdade significa que não se pode errar — logo, é preciso cautela.

NÃO CAIA NESSA!

Ao interpretar uma frase conclusiva, lembre-se de que ela sintetiza a tese do texto. Não confunda o sentido literal com deduções apressadas. Sempre verifique se a alternativa está ancorada em passagens do texto.

Gabarito: letra C.

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