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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2022

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu066312
Banca
VUNESP
Órgão
AL-SP
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo
Leia o texto para responder a questão.

Selvageria esportiva

        Episódios de violência envolvendo torcedores de futebol, dentro ou fora das arenas esportivas, são uma antiga e deplorável rotina no Brasil. Brigas organizadas pela internet, confrontos no transporte público e agressões variadas se sucedem, não raro provocando mortes.

        Foi o que aconteceu em Belo Horizonte em 06.03.2022, um domingo em que as duas principais agremiações mineiras disputaram uma partida pelo campeonato estadual.
    
       Não foi o único enfrentamento deste ano, que vai acumulando uma série preocupante de casos em diferentes localidades.

     Diante de tal realidade, cabe perguntar por que dirigentes da área esportiva e autoridades da segurança pública não tomam as medidas necessárias para encerrar ou pelo menos conter esses torneios de estupidez agressiva.

     O mais exasperante é que depois de experiências bem-sucedidas na Europa, em especial no Reino Unido, o Brasil conseguiu avançar na aprovação de leis voltadas para a violência no esporte.

        Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado. Essa é a diferença entre o que acontece no Brasil e em países europeus.

        Não é aceitável que esse estado de coisas perdure. Nada justifica que os responsáveis pela organização do futebol e pelas instituições públicas abordem o assunto de modo negligente, como se esse tipo de truculência fosse parte de uma realidade imutável.

(Editorial, Folha de S.Paulo, 11.03.2022. Adaptado)
O editorial defende que o Brasil
  1. Atome países europeus como exemplos de combate à violência no futebol e aprove leis mais severas para evitá-la.
  2. Bseja menos conivente com a violência no futebol e aplique punições severas aos envolvidos para coibi-la.
  3. Cpoupe os dirigentes da área esportiva e as autoridades da segurança pública pela violência no futebol.
  4. Dreforce as práticas truculentas para minimizar a violência no futebol, como vêm fazendo os países europeus.
  5. Edeixe de aplicar o Estatuto do Torcedor para conter a violência no futebol, pois este é um documento defasado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — seja menos conivente com a violência no futebol e aplique punições severas aos envolvidos para coibi-la.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão global do editorial: a tese defendida

Gabarito: letra B. O editorial defende que o Brasil seja menos conivente com a violência no futebol e aplique punições severas aos envolvidos para coibi-la — exatamente o que se lê no trecho final: "Não é aceitável que esse estado de coisas perdure" e "Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado". A alternativa B é a única paráfrase fiel da tese: o autor cobra o fim da conivência e a aplicação das punições já existentes.

A questão pede compreensão ("o editorial defende que") — ou seja, a resposta deve estar explícita no texto, não deduzida. A tese de um editorial costuma aparecer na introdução ou na conclusão; aqui, a conclusão concentra a defesa: o autor critica a negligência e exige ação. Vamos ver cada alternativa.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o Brasil deve "aprove leis mais severas". O texto, porém, afirma o contrário: as leis já foram aprovadas e o problema é a falta de aplicação. Veja:

"o Brasil conseguiu avançar na aprovação de leis voltadas para a violência no esporte"

E, logo depois:

"Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado"

A alternativa contradiz o texto: troca "aplicar as leis existentes" por "aprovar leis novas". É a clássica pegadinha de troca de vocábulo que inverte o sentido.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B é a paráfrase exata da tese. O autor critica a conivência e cobra punição:

"cabe perguntar por que dirigentes da área esportiva e autoridades da segurança pública não tomam as medidas necessárias para encerrar ou pelo menos conter esses torneios de estupidez agressiva"

E conclui:

"Não é aceitável que esse estado de coisas perdure. Nada justifica que os responsáveis [...] abordem o assunto de modo negligente"

"Ser menos conivente" = deixar de ser negligente; "aplicar punições severas" = aplicar o Estatuto do Torcedor, que "prevê punições severas". Tudo isso está no texto, sem acréscimo de informação externa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa propõe "poupar os dirigentes e as autoridades". O texto faz exatamente o oposto: critica a negligência deles. Veja:

"Nada justifica que os responsáveis pela organização do futebol e pelas instituições públicas abordem o assunto de modo negligente"

A alternativa contradiz o texto — inverte a posição do autor, que responsabiliza, não poupa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa sugere "reforçar as práticas truculentas". O texto condena a violência como "truculência" e "torneios de estupidez agressiva". Reforçar seria o oposto da tese. Além disso, atribui aos países europeus um comportamento que o texto não menciona — eles são citados como exemplo de combate bem-sucedido, não de truculência. A alternativa contradiz o texto e ainda extrapola ao inventar que a Europa "vem fazendo" isso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa propõe "deixar de aplicar o Estatuto do Torcedor". O texto critica justamente o fato de ele não ser aplicado:

"Lamentavelmente, o Estatuto do Torcedor, que prevê punições severas, não é aplicado"

A alternativa contradiz o texto — inverte a crítica: o autor quer que o Estatuto seja aplicado, não que deixe de ser. Além disso, chama o documento de "defasado", o que não está em lugar nenhum do texto (extrapolação).

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o verbo central: "aplicar" vira "aprovar" (A) ou "deixar de aplicar" (E). Sempre confira se a alternativa mantém a direção da crítica do autor — elogio vira crítica, cobrança vira omissão.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de "o texto defende", grife a tese (geralmente na introdução ou conclusão) e compare cada alternativa com ela. Se a alternativa diz o contrário do que o autor afirma, está errada — mesmo que soe plausível no mundo real.

Gabarito: letra B.

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