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Questão de Português — Morfologia - Pronomes — VUNESP 2022

PortuguêsMorfologia - Pronomes
Código
vu066314
Banca
VUNESP
Órgão
AL-SP
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo
Leia o texto para responder as questão

“Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece rachada e assusta japoneses

        A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas, muitos querendo ver o que é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês. No sábado (05.03.2022), visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do nome pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá, teoria sustentada pela mitologia local.

        Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente.

        Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito na forma de uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história, o mesmo espírito já teria se aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba enviou homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu.

        Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava. Outra parte da lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas muitos japoneses não consideram esse trecho da história, por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda.

        Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.

https://noticias.uol.com.br/internacional, 09.03.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal.
  1. ALibertou-se, com a rocha partida, o espírito da raposa, o qual está novamente vagando pelo Japão.
  2. BNos últimos dias, muitas pessoas têm preocupado-se com a pedra sessho-seki, que está rachada.
  3. CDe acordo com a lenda, se a pedra sessho-seki se quebrasse, o espírito da raposa libertaria-se.
  4. DO espírito da raposa, que já aproximou-se de líderes japoneses, seria a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae.
  5. EEm Nasu, muitos turistas diariamente dirigem-se às montanhas vulcânicas, para ver “a pedra da morte”.
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GabaritoA — Libertou-se, com a rocha partida, o espírito da raposa, o qual está novamente vagando pelo Japão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Colocação Pronominal: próclise, ênclise e mesóclise

Gabarito: letra A. A alternativa A é a única que atende à norma-padrão de colocação pronominal, pois emprega a ênclise corretamente após o verbo no particípio em locução verbal sem palavra atrativa, e a próclise no pronome relativo "o qual". As demais alternativas violam a norma por usarem ênclise indevida após palavras atrativas ou em locuções verbais com auxiliar.

A questão cobra colocação pronominal — a posição do pronome oblíquo átono em relação ao verbo: próclise (antes), ênclise (depois) e mesóclise (no meio, apenas com futuro do presente ou do pretérito). A norma-padrão estabelece que a próclise é obrigatória diante de certos elementos atrativos, como palavras negativas, advérbios, pronomes relativos, conjunções subordinativas e em orações optativas. Fora desses casos, usa-se a ênclise (ou mesóclise, nos futuros).

Vamos analisar cada alternativa:

Colocação pronominal
  • 1Próclise (antes do verbo)
    • Palavras atrativas
      • Negação
      • Advérbios
      • Pronomes relativos
      • Conjunções subordinativas
  • 2Ênclise (depois do verbo)
    • Sem palavra atrativa
    • Verbo no particípio em locução
  • 3Mesóclise (meio do verbo)
    • Futuro do presente
    • Futuro do pretérito
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Libertou-se, com a rocha partida, o espírito da raposa, o qual está novamente vagando pelo Japão."

Aqui, o pronome "se" está após o verbo (ênclise) porque não há palavra atrativa antes do verbo "libertou". O adjunto adverbial "com a rocha partida" está deslocado, mas isso não atrai próclise. Além disso, o pronome relativo "o qual" atrai próclise no verbo "está", mas como o verbo está em locução verbal ("está vagando"), o pronome "se" não aparece nessa oração. A construção está correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Nos últimos dias, muitas pessoas têm preocupado-se com a pedra sessho-seki, que está rachada."

O erro está em "têm preocupado-se": em locução verbal com o verbo auxiliar "têm", o pronome oblíquo átono deve vir após o auxiliar (ênclise ao auxiliar) ou antes do auxiliar (próclise), mas não entre o auxiliar e o particípio. O correto seria "têm se preocupado" ou "têm preocupado-se"? Na norma-padrão, com o verbo "ter" como auxiliar, o pronome deve ficar após o auxiliar ("têm se preocupado") ou antes ("se têm preocupado"), mas nunca entre o auxiliar e o particípio. Portanto, "têm preocupado-se" é incorreto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"De acordo com a lenda, se a pedra sessho-seki se quebrasse, o espírito da raposa libertaria-se."

Aqui, o erro está em "libertaria-se": o verbo está no futuro do pretérito ("libertaria"), e, nesse tempo, a norma-padrão exige mesóclise ("libertar-se-ia") quando não há palavra atrativa. Como não há palavra atrativa antes, o correto seria "libertar-se-ia". Além disso, a oração condicional "se a pedra... se quebrasse" já tem próclise correta no verbo "quebrasse" (atraída pela conjunção "se"), mas o segundo verbo está errado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"O espírito da raposa, que já aproximou-se de líderes japoneses, seria a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae."

O erro está em "aproximou-se": o pronome relativo "que" é uma palavra atrativa que exige próclise. Portanto, o correto seria "que já se aproximou". A presença do advérbio "já" também reforça a próclise. Assim, a ênclise é proibida nesse contexto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Em Nasu, muitos turistas diariamente dirigem-se às montanhas vulcânicas, para ver 'a pedra da morte'."

O erro está em "dirigem-se": o advérbio "diariamente" é uma palavra atrativa que exige próclise. Portanto, o correto seria "diariamente se dirigem". A ênclise é proibida quando há advérbio antes do verbo.

Conclusão: A única alternativa que atende à norma-padrão é a letra A, pois usa ênclise corretamente após o verbo no particípio em locução verbal sem palavra atrativa, e próclise no pronome relativo "o qual". As demais violam a norma por usarem ênclise indevida após palavras atrativas ou em locuções verbais com auxiliar.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre ênclise e próclise em locuções verbais e diante de palavras atrativas, como advérbios e pronomes relativos. Fique atento: advérbios ("diariamente", "já") e pronomes relativos ("que", "o qual") atraem próclise.

PEGA ESSA DICA!

Ao analisar colocação pronominal, identifique primeiro se há palavra atrativa antes do verbo. Se houver, use próclise; se não, use ênclise (ou mesóclise, nos futuros). Em locuções verbais, o pronome deve vir após o auxiliar ou antes dele, nunca entre o auxiliar e o particípio.

Gabarito: letra A

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