Questão de Português — Morfologia - Verbos — VUNESP 2022
Português›Morfologia - Verbos
Código
vu066315
Banca
VUNESP
Órgão
AL-SP
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo
Leia o texto para responder as questão
“Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece
rachada e assusta japoneses
A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente
em suas montanhas vulcânicas, muitos querendo ver o que
é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês.
No sábado (05.03.2022), visitantes encontraram a famosa
rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do nome
pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá, teoria sustentada pela mitologia local.
Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado
de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria
sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo
doente.
Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito na forma de
uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história,
o mesmo espírito já teria se aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba
enviou homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se
incrustando na pedra em Nasu.
Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um
gás venenoso que matava tudo o que tocava. Outra parte da
lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas
muitos japoneses não consideram esse trecho da história,
por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda.
Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi
causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que
o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando
pelo Japão.
Na voz passiva, a ênfase do enunciado recai no alvo da ação e não em quem a pratica. Isso pode ser comprovado com o seguinte enunciado do texto:
A... mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu. (3º parágrafo)
B... a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava. (4º parágrafo)
C... mulher que participou de uma conspiração para matar Toba... (2º parágrafo)
D... visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços... (1º parágrafo)
E... a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda. (4º parágrafo)
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GabaritoE — ... a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda. (4º parágrafo)
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Voz passiva: identificando a ênfase no alvo da ação
Gabarito: letra E. A única alternativa em que a ênfase recai no alvo da ação é "a 'pedra da morte' nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda" (4º parágrafo). A forma verbal "é considerada" é uma locução de voz passiva analítica (verbo ser + particípio), e o sujeito paciente — "a 'pedra da morte'" — é exatamente o alvo da ação de "considerar". Como se lê no texto:
"... a 'pedra da morte' nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda."
Aqui, quem pratica a ação (os japoneses que a consideram) não aparece; o foco está no que sofre a ação. As demais alternativas apresentam verbos na voz ativa, com sujeito agente explícito.
O que é voz passiva?
Na voz ativa, o sujeito pratica a ação (ex.: Os japoneses consideram a pedra o objeto real). Na voz passiva, o sujeito recebe a ação — é o alvo — e o agente pode até ficar oculto (ex.: A pedra é considerada o objeto real). A voz passiva pode ser:
Analítica: verbo ser + particípio (ex.: é considerada).
Sintética: verbo + pronome se (ex.: considera-se).
A banca pede exatamente o caso analítico: a locução "é considerada".
Voz passiva
1Definição
Sujeito recebe a ação (alvo)
Agente pode ficar oculto
2Tipos
Analítica (ser + particípio)
Ex.: é considerada
Sintética (verbo + se)
Ex.: considera-se
3Como identificar
Locução ser + particípio
Pronome se + verbo transitivo
4Voz ativa (contraste)
Sujeito pratica a ação
Ex.: os japoneses consideram
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"... mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu."
O verbo "encontrou" está na voz ativa, com sujeito agente "ela" (a raposa). A forma "se incrustando" é um gerúndio reflexivo, não uma voz passiva. A ênfase está em quem pratica a ação, não no alvo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"... a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava."
"Passou a liberar" e "matava" são formas ativas. O sujeito "a rocha" pratica a ação de liberar gás; "o gás" pratica a ação de matar. Não há locução passiva nem ênfase no alvo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"... mulher que participou de uma conspiração para matar Toba..."
"Participou" e "matar" são verbos ativos. O sujeito "mulher" pratica a ação; "Toba" é o alvo, mas a construção é ativa (sujeito agente + objeto). A ênfase está na mulher, não em Toba.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"... visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços..."
"Encontraram" é voz ativa, com sujeito agente "visitantes". A rocha é o objeto direto, não o sujeito paciente. A ênfase está nos visitantes, não na rocha.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"... a 'pedra da morte' nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda."
A locução "é considerada" (verbo ser + particípio de considerar) é voz passiva analítica. O sujeito "a 'pedra da morte'" é o alvo da ação de considerar; quem considera (os japoneses) não está expresso. A ênfase recai exatamente no alvo, como pede o enunciado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre voz ativa e passiva. Todas as distratoras usam verbos ativos com sujeito agente explícito; apenas a E traz a locução ser + particípio. Desconfie de formas como "se incrustando" (reflexiva) e "passou a liberar" (ativa).
PEGA ESSA DICA!
Para identificar voz passiva, procure a locução ser + particípio (ex.: é considerada, foi encontrada) ou o pronome se com verbo transitivo (ex.: considera-se). Se o sujeito pratica a ação, é voz ativa.