Questão de Português — Morfologia - Verbos — VUNESP 2022
Português›Morfologia - Verbos
Código
vu066316
Banca
VUNESP
Órgão
AL-SP
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo
Leia o texto para responder as questão
“Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece
rachada e assusta japoneses
A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente
em suas montanhas vulcânicas, muitos querendo ver o que
é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês.
No sábado (05.03.2022), visitantes encontraram a famosa
rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do nome
pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá, teoria sustentada pela mitologia local.
Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado
de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria
sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo
doente.
Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito na forma de
uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história,
o mesmo espírito já teria se aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba
enviou homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se
incrustando na pedra em Nasu.
Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um
gás venenoso que matava tudo o que tocava. Outra parte da
lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas
muitos japoneses não consideram esse trecho da história,
por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda.
Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi
causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que
o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando
pelo Japão.
• A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas... (1º parágrafo)
• Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente. (2º parágrafo)
As formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente:
Ahipótese; ação habitual.
Bação habitual; hipótese.
Cação acabada; ação habitual.
Dação habitual; ação acabada.
Eação acabada; hipótese.
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GabaritoB — ação habitual; hipótese.
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Valor semântico das formas verbais "recebe" e "teria sido"
Gabarito: letra B. A forma "recebe" (presente do indicativo) expressa ação habitual, e a forma "teria sido" (futuro do pretérito composto do indicativo) expressa hipótese. A primeira descreve um fato que se repete no presente — "recebe turistas diariamente" —, e a segunda apresenta uma versão da lenda sem compromisso com a verdade factual — "Ela teria sido uma das cortesãs".
A questão cobra o valor semântico das formas verbais dentro do contexto. Não se trata de identificar o tempo verbal em abstrato, mas de perceber que "recebe" está no presente do indicativo com valor de habitualidade (reforçado pelo advérbio "diariamente"), enquanto "teria sido" está no futuro do pretérito composto, tempo que, no modo indicativo, expressa fato hipotético, incerto, dependente de condição — exatamente o tom de uma lenda, em que se narra algo sem comprovação.
Valor semântico das formas verbais
1"recebe" (presente do indicativo)
Ação habitual
Reforço: "diariamente"
2"teria sido" (futuro do pretérito composto)
Hipótese
Tom de lenda, sem comprovação
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Inverte a ordem: atribui hipótese a "recebe" e ação habitual a "teria sido". O texto mostra o contrário: "recebe" é fato que se repete (habitual), e "teria sido" é suposição (hipótese).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A forma "recebe" está no presente do indicativo, e o advérbio "diariamente" confirma o valor de ação habitual: a cidade recebe turistas todos os dias, não apenas uma vez. Já "teria sido" está no futuro do pretérito composto, tempo que expressa hipótese — o texto narra uma lenda, algo sem comprovação factual, por isso o uso de "teria sido" em vez de "foi".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Atribui ação acabada a "recebe", mas o presente do indicativo não indica ação concluída; indica ação que ocorre no momento da fala ou de forma habitual. "Recebe" não é ação acabada, é ação que se repete.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Atribui ação habitual a "recebe" (correto), mas ação acabada a "teria sido". O futuro do pretérito composto não indica ação concluída; indica hipótese, possibilidade, algo que poderia ter ocorrido, mas sem certeza.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui ação acabada a "recebe" (errado, pois é habitual) e hipótese a "teria sido" (correto). Como a primeira parte está errada, a alternativa inteira é incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre tempo verbal e valor semântico. O candidato pode identificar "recebe" como presente e "teria sido" como futuro do pretérito, mas precisa perceber que o presente aqui indica habitualidade e o futuro do pretérito composto indica hipótese, não ação acabada.
PEGA ESSA DICA!
Ao analisar o valor semântico de uma forma verbal, observe o contexto e os advérbios que a acompanham. "Diariamente" reforça habitualidade; "teria sido" em narrativa lendária indica suposição.