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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2022

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu066317
Banca
VUNESP
Órgão
AL-SP
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo
Leia o texto para responder as questão

“Pedra da morte”: Relíquia centenária aparece rachada e assusta japoneses

        A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas, muitos querendo ver o que é chamado de “a pedra da morte” – sessho-seki em japonês. No sábado (05.03.2022), visitantes encontraram a famosa rocha partida em dois pedaços e, diante da cena e do nome pouco amigável do objeto, surgiu o medo de que alguma “força maligna” tenha escapado de lá, teoria sustentada pela mitologia local.

        Segundo a lenda, a sessho-seki é o corpo transformado de Tamamo-no-Mae, mulher que participou de uma conspiração para matar Toba, imperador de 1107 a 1123. Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente.

        Mais tarde, um astrólogo expôs o que considera a verdadeira identidade de Tamamo-no-Mae: um espírito na forma de uma raposa de sete caudas. Em outros períodos da história, o mesmo espírito já teria se aproximado de outros líderes japoneses para prejudicá-los. Após ser vítima da raposa, Toba enviou homens para matá-la, mas ela encontrou refúgio se incrustando na pedra em Nasu.

        Desde então, diz a mitologia, a rocha passou a liberar um gás venenoso que matava tudo o que tocava. Outra parte da lenda diz que um monge budista a exorcizou e destruiu, mas muitos japoneses não consideram esse trecho da história, por isso a “pedra da morte” nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda.

        Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.

https://noticias.uol.com.br/internacional, 09.03.2022. Adaptado)
As informações da notícia permitem concluir corretamente que
  1. Aos turistas passaram a dizer que o espírito da raposa se libertou para avivar a lenda da pedra sessho-seki.
  2. Bos japoneses atualmente deixaram de considerar a lenda da pedra sessho-seki, por isso sua rachadura foi ignorada.
  3. Ca rachadura na pedra sessho-seki causou grande agitação entre os japoneses, devido à lenda que a envolve.
  4. Da maioria dos japoneses continua acreditando que um monge budista exorcizou a sessho-seki e a destruiu.
  5. Eo fato de a pedra sessho-seki rachar impressionou os turistas, mas passou despercebido pelos japoneses.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a rachadura na pedra sessho-seki causou grande agitação entre os japoneses, devido à lenda que a envolve.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A rachadura da pedra e a lenda: compreensão e inferência

Gabarito: letra C. A notícia afirma que a rachadura da sessho-seki causou grande agitação entre os japoneses, e isso se deve à lenda que a envolve — como se lê no trecho: “Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.” A alternativa C é uma paráfrase (reescritura fiel) dessa passagem: une o fato (rachadura) à consequência (agitação) e à causa (lenda).

O comando pede que se conclua das informações da notícia — ou seja, exige uma inferência ancorada no texto, não uma informação solta. A resposta correta é a única que não acrescenta nada além do que o texto sustenta: ela apenas reorganiza, com outras palavras, a relação de causa e consequência que o próprio texto estabelece.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que os turistas passaram a dizer que o espírito se libertou para avivar a lenda. O texto diz apenas que “Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou” — não há nenhuma menção a uma intenção de avivar a lenda. Isso é extrapolação: acrescenta um propósito que o texto não menciona.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa diz que os japoneses deixaram de considerar a lenda e por isso a rachadura foi ignorada. O texto afirma o contrário: a lenda é levada a sério por muitos, e a rachadura causou frenesi — “Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.” A alternativa contradiz o texto.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa é uma paráfrase do trecho final: “Ao conhecer a história, fica mais fácil entender o frenesi causado pela imagem da rocha partida. Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou e está novamente vagando pelo Japão.” Ela une causa (a lenda) e consequência (a agitação), exatamente como o texto faz. Não há acréscimo nem restrição indevida.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a maioria dos japoneses acredita que o monge budista exorcizou e destruiu a pedra. O texto diz o oposto: “muitos japoneses não consideram esse trecho da história, por isso a ‘pedra da morte’ nas montanhas Nasu é considerada o objeto real da lenda.” A alternativa restringe o alcance (troca “muitos não consideram” por “maioria acredita”) e contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa diz que a rachadura impressionou os turistas, mas passou despercebida pelos japoneses. O texto mostra que o frenesi foi geral — “Muitos acreditam que o espírito da raposa se libertou” — e não há nenhuma informação de que os japoneses a ignoraram. A alternativa contradiz o texto e ainda extrapola ao separar turistas e japoneses de forma que o texto não faz.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora extrapolar com um fato verdadeiro no mundo real (como a reação dos turistas) e contradizer o texto com negações que ele não sustenta (como “ignorada” ou “deixaram de considerar”). Desconfie de palavras absolutas como “maioria”, “deixaram” e “ignorada” — confronte sempre com o alcance real do texto.

PEGA ESSA DICA!

Grife o comando: “permitem concluir” pede inferência com pista, não uma informação solta. A resposta correta é a que reorganiza o que o texto já diz, sem acrescentar nada de fora.

Gabarito: letra C.

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