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Questão de Português — Morfologia - Pronomes — VUNESP 2022

PortuguêsMorfologia - Pronomes
Código
vu066417
Banca
VUNESP
Órgão
CAU-SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Analista III - Analista Técnico em Arquitetura e Urbanismo
Leia o texto para responder à questão.

Por que manter cotas na pós-graduação?

         Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo seletivo.
        Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de vagas para minorias e gosto do resultado que essa política produz, ainda que faça restrições ao método.
        Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas celebram com razão as várias pesquisas que mostraram que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para entender por que a reserva de vagas deveria se estender à pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
        Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo. Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
         Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego à lógica.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
Considere as seguintes frases do texto:

• … cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas… (1º parágrafo)

• … devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. (2º parágrafo)

• … devemos discutir outros tipos de ação afirmativa… (penúltimo parágrafo)


Assinale a alternativa em que as expressões destacadas nas frases estão corretamente substituídas por formas pronominais.
  1. Anão as adotou / devem segui-los / devemos discuti-los.
  2. Bnão as adotou / devem seguir-lhes / devemos discuti-los.
  3. Cnão lhes adotou / devem segui-los / devemos discutir-lhes.
  4. Dnão as adotou / devem seguir-lhes / devemos discutir-lhes.
  5. Enão lhes adotou / devem seguir-lhes / devemos discutir-los.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — não as adotou / devem segui-los / devemos discuti-los.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição pronominal – uso de 'o/a' e 'lhe' e transformações verbais

Gabarito: letra A. A única alternativa que emprega corretamente os pronomes oblíquos átonos de objeto direto ("as", "los") e respeita a colocação pronominal (proclise após "não" e ênclise ao infinitivo) é a A.

Análise das substituições

  1. "não adotou ações afirmativas" → "não as adotou"

    • "ações afirmativas" é objeto direto (feminino plural). O pronome correto é "as".

    • A palavra "não" atrai o pronome para antes do verbo (proclise): "não as adotou".

  1. "devem seguir critérios objetivamente mensuráveis" → "devem segui-los"

    • "critérios" é objeto direto (masculino plural). O pronome seria "os", mas o verbo "seguir" termina em -r; ao acrescentar o pronome, perde-se o -r e acrescenta-se -l-: "seguir + os = segui-los".

    • Na locução verbal "devem + seguir", o pronome pode ficar enclítico ao infinitivo: "devem segui-los".

  1. "devemos discutir outros tipos de ação afirmativa" → "devemos discuti-los"

    • "outros tipos" é objeto direto (masculino plural). O verbo "discutir" também termina em -r: "discutir + os = discuti-los".

    • Enclise ao infinitivo: "devemos discuti-los".

Alternativas

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

  • "não as adotou": proclise correta, pronome "as" para objeto direto.

  • "devem segui-los": enclise correta ao infinitivo, forma "los" após -r.

  • "devemos discuti-los": idem.

Alternativa B — ❌ Incorreta

  • "devem seguir-lhes": erro. "lhes" é pronome de objeto indireto; "critérios" é objeto direto, exigindo "os" (que se torna "los" após -r).

Alternativa C — ❌ Incorreta

  • "não lhes adotou": "lhes" para objeto direto? Incorreto. O correto é "as".

  • "devemos discutir-lhes": mesmo erro, "lhes" para objeto direto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

  • "devem seguir-lhes": erro (mesmo de B).

  • "devemos discutir-lhes": erro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

  • "não lhes adotou": erro.

  • "devem seguir-lhes": erro.

  • "devemos discutir-los": a forma está errada – com verbo terminado em -r, deve-se usar "discuti-los" (perde o -r e ganha -l-), e não "discutir-los".

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura pronomes de objeto direto (o/a) com os de objeto indireto (lhe/lhes). Além disso, cobra a transformação ortográfica de verbos em -r ao receberem "o/a/os/as".

Gabarito: letra A

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