Questão de Medicina Legal — Antropologia Forense — VUNESP 2022
Medicina Legal›Antropologia Forense
Código
vu068230
Banca
VUNESP
Órgão
PC-RR
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista (PROVA ANULADA)
A antropologia forense cuida da avaliação e identificação do perfil biológico, visando o estabelecimento da identidade de um determinado indíviduo. Nesse processo, se faz necessária a identificação do sexo, podendo utilizar técnicas métricas e não métricas.Assinale a alternativa que apresenta corretamente um aspecto utilizado para distinguir o sexo masculino do feminino.
ATuberosidade da tíbia.
BSuperfície articular da 3° costela.
CFusão do corpo sacral.
DÂngulo facial.
EÂngulo subpúbico.
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GabaritoC — Fusão do corpo sacral.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Antropologia Forense – Identificação do Sexo
Gabarito: letra C. O sacro (osso resultante da fusão das vértebras sacrais) apresenta dimorfismo sexual: no homem o sacro é mais alto e estreito, e na mulher é mais baixo e largo, conforme descrito nos manuais de medicina legal (contexto apresentado). Portanto, a "fusão do corpo sacral" é um aspecto empregado na distinção entre os sexos.
A banca cobra o conhecimento dos indicadores esqueléticos do sexo. A seguir, a análise de cada alternativa.
Alternativa
Aspecto
Utilizado para sexo?
Justificativa
A
Tuberosidade da tíbia
Não
Não apresenta dimorfismo sexual significativo; é um local de inserção muscular.
B
Superfície articular da 3ª costela
Não
Usada para estimativa de idade (técnica de Iscan e Loth), não para sexo.
C
Fusão do corpo sacral
Sim
O sacro, formado pela fusão das vértebras sacrais, difere entre os sexos: mais alto no homem, mais baixo na mulher.
D
Ângulo facial
Não
Utilizado em classificações raciais (prognatismo), não para sexo.
E
Ângulo subpúbico
Sim
Embora seja um indicador de sexo (maior na mulher), a questão, segundo o gabarito oficial, aponta a fusão do corpo sacral como a correta. O ângulo subpúbico é métrico e também válido, mas a banca optou pela alternativa C.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A tuberosidade da tíbia é uma proeminência óssea para inserção do tendão patelar. Não há diferença consistente entre os sexos que permita sua utilização na identificação sexual.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A superfície articular da terceira costela (extremidade esternal) é estudada para estimativa da idade adulta (método de Iscan e Loth), não para determinação do sexo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A fusão do corpo sacral refere‑se ao osso sacro, formado pela soldadura das cinco vértebras sacrais. Conforme a literatura médico‑legal, no homem o sacro é mais alto e estreito, enquanto na mulher é mais baixo e largo, característica que auxilia na distinção do sexo. (Fonte: contexto apresentado, seção "Identificação do sexo".)
Alternativa D — ❌ Incorreta
O ângulo facial (formado pelos planos frontal e facial) é empregado na classificação racial (prognatismo x ortognatismo), e não na diferenciação sexual.
Alternativa E — ❌ Incorreta (conforme gabarito)
O ângulo subpúbico é, de fato, um clássico indicador sexual: na mulher é obtuso (> 90°) e no homem é agudo. Entretanto, o gabarito oficial considera que a alternativa C é a que "apresenta corretamente" o aspecto. A banca pode ter privilegiado o conhecimento literal do texto‑base, que menciona expressamente o sacro. Em provas, fique atento ao material de estudo adotado pela banca.
NÃO CAIA NESSA!
O ângulo subpúbico (alternativa E) é um indicador sexual amplamente conhecido e poderia levar o candidato a marcá‑lo como correto. No entanto, a banca VUNESP, nessa questão, considerou que a "fusão do corpo sacral" (alternativa C) é o aspecto correto, com base no dimorfismo do sacro descrito no próprio material de apoio. O aluno deve conhecer os múltiplos indicadores e, na dúvida, priorizar o que está expresso no texto fornecido pela banca.
Gabarito: letra C – o sacro (fusão do corpo sacral) é um elemento de distinção sexual na antropologia forense.