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Questão de Raciocínio Lógico — Lógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos — VUNESP 2022

Raciocínio LógicoLógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos
Código
vu068608
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Investigador de Polícia
Se há previsão de chuva, então Aline vai ao teatro. Se Aline está de guarda-chuva, então não há previsão de chuva. No dia de hoje, houve previsão de chuva, portanto,
  1. Ase Aline estava de guarda-chuva, então ela foi ao teatro.
  2. Bse Aline estava de guarda-chuva, então ela não foi ao teatro.
  3. CAline foi ao teatro sem guarda-chuva.
  4. DAline foi ao teatro de guarda-chuva.
  5. Ese Aline foi ao teatro, então ela estava de guarda- -chuva.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Aline foi ao teatro sem guarda-chuva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação: condicional e suas consequências

Gabarito: letra C. Com a premissa "Se há previsão de chuva, então Aline vai ao teatro" e o fato de que hoje houve previsão de chuva, podemos concluir, por Modus Ponens, que Aline foi ao teatro. A segunda premissa, "Se Aline está de guarda-chuva, então não há previsão de chuva", combinada com o fato de que há previsão de chuva, leva à conclusão, por Modus Tollens, de que Aline não está de guarda-chuva. Portanto, Aline foi ao teatro sem guarda-chuva.

Vamos entender o raciocínio por trás dessa questão. Temos duas premissas condicionais e um fato:

  1. Se há previsão de chuva (P), então Aline vai ao teatro (T). Simbolicamente: P → T.

  2. Se Aline está de guarda-chuva (G), então não há previsão de chuva (¬P). Simbolicamente: G → ¬P.

  3. Fato: Há previsão de chuva (P).

A partir do fato (P) e da primeira premissa (P → T), aplicamos o Modus Ponens: se o antecedente (P) é verdadeiro, o consequente (T) também deve ser verdadeiro. Logo, Aline foi ao teatro.

Agora, analisamos a segunda premissa (G → ¬P). Sabemos que P é verdadeiro, então ¬P é falso. Se Aline estivesse de guarda-chuva (G verdadeiro), a premissa G → ¬P exigiria que ¬P fosse verdadeiro, o que contradiz o fato de que P é verdadeiro. Portanto, para a premissa ser verdadeira, G deve ser falso, ou seja, Aline não está de guarda-chuva. Isso é o Modus Tollens: se o consequente (¬P) é falso, o antecedente (G) também deve ser falso.

A combinação dessas duas conclusões — Aline foi ao teatro e Aline não está de guarda-chuva — nos dá exatamente a alternativa C.

Caso

Atribuição (P, T, G)

Resultado

Modus Ponens (P → T, P)

P = V, T = V

T = V (Aline foi ao teatro)

Modus Tollens (G → ¬P, P)

P = V, G = F

G = F (Aline não está de guarda-chuva)

Conclusão combinada

P = V, T = V, G = F

T ∧ ¬G = V (teatro sem guarda-chuva)

Regras de inferência válidas
  • 1Modus Ponens
    • P → Q
    • P
    • ∴ Q
  • 2Modus Tollens
    • P → Q
    • ¬Q
    • ∴ ¬P
  • 3Falácias (inválidas)
    • Negação do antecedente
      • P → Q
      • ¬P
      • ∴ ¬Q
    • Afirmação do consequente
      • P → Q
      • Q
      • ∴ P
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "se Aline estava de guarda-chuva, então ela foi ao teatro". Isso é uma condicional com antecedente falso (G é falso), o que torna a proposição verdadeira, mas não é uma conclusão lógica derivada das premissas. A questão pede uma conclusão que se segue necessariamente das premissas, não uma proposição que possa ser verdadeira por acaso. Além disso, a conclusão correta é que Aline não estava de guarda-chuva, então a premissa "se estava de guarda-chuva" é contrafactual.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que "se Aline estava de guarda-chuva, então ela não foi ao teatro". Novamente, temos uma condicional com antecedente falso (G é falso), o que a torna verdadeira, mas não é uma conclusão derivada das premissas. A conclusão correta é que Aline foi ao teatro, então a consequente "não foi ao teatro" contradiz a conclusão obtida por Modus Ponens.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a conclusão correta. Como vimos, a premissa P → T e o fato P nos dão T (Aline foi ao teatro). A premissa G → ¬P e o fato P nos dão ¬G (Aline não está de guarda-chuva). Portanto, Aline foi ao teatro sem guarda-chuva.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "Aline foi ao teatro de guarda-chuva". Isso contradiz diretamente a conclusão de que Aline não está de guarda-chuva (¬G), derivada da segunda premissa e do fato de haver previsão de chuva.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "se Aline foi ao teatro, então ela estava de guarda-chuva". Isso é uma condicional com antecedente verdadeiro (T é verdadeiro) e consequente falso (G é falso), o que torna a proposição falsa. Além disso, não é uma conclusão lógica das premissas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato com a falácia da negação do antecedente e a falácia da afirmação do consequente. Por exemplo, a alternativa E inverte a relação: de P → T, não se pode concluir T → P. A alternativa B usa a negação do antecedente: de G → ¬P e ¬G, não se pode concluir ¬T. A chave é aplicar corretamente o Modus Ponens e o Modus Tollens, que são as únicas formas válidas de inferência com condicionais.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de lógica de argumentação, identifique as premissas e o fato, simbolize as proposições e aplique as regras de inferência válidas. Lembre-se: Modus Ponens (P → Q, P ∴ Q) e Modus Tollens (P → Q, ¬Q ∴ ¬P) são as únicas formas válidas. Desconfie de alternativas que usam a negação do antecedente ou a afirmação do consequente, que são falácias.

Gabarito: letra C

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