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Questão de Português — Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas — VUNESP 2022

PortuguêsOrações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
Código
vu068665
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Investigador de Polícia
Leia o texto, para responder à questão.


Um dia na vida de Adão e Eva

  Para entender nossa natureza, nossa história e nossa psicologia, devemos entrar na cabeça dos nossos ancestrais caçadores-coletores.
   O campo próspero da psicologia evolutiva afirma que muitas de nossas características psicológicas e sociais do presente foram moldadas durante essa longa era pré-agrícola. Ainda hoje, afirmam especialistas da área, nosso cérebro e nossa mente são adaptados para uma vida de caça e coleta. Nossos hábitos alimentares e nossos conflitos são todos consequência do modo como nossa mente de caçadores- -coletores interage com o ambiente pós-industrial de nossos dias, com megacidades, aviões, telefones e computadores. Esse ambiente nos dá mais recursos materiais e vida mais longa do que a desfrutada por qualquer geração anterior, mas também nos faz sentir alienados, deprimidos e pressionados.
   Para entender por quê, apontam os psicólogos evolutivos, precisamos nos aprofundar no mundo de caçadores-coletores que nos moldou, o mundo que, subconscientemente, ainda habitamos.
   Por que, por exemplo, as pessoas se regalam com alimentos altamente calóricos que tão pouco bem fazem a seus corpos? Nas savanas e florestas que caçadores-coletores habitavam, alimentos doces e calóricos eram extremamente raros, e a comida em geral era escassa. Se uma mulher da Idade da Pedra se deparasse com uma árvore repleta de figos, a coisa mais razoável a fazer era ingerir o máximo que pudesse imediatamente, antes que um bando de babuínos comesse tudo. Hoje, podemos morar em apartamentos com geladeiras abarrotadas, mas nosso DNA ainda pensa que estamos em uma savana. É o que nos motiva a comer um pote inteiro de sorvete.


(Yuval Noah Harari. Sapiens: uma breve história da humanidade. 34ª ed. – Porto Alegre, RS: L&PM, 2018. Excerto adaptado)
No trecho – Esse ambiente nos dá mais recursos materiais e vida mais longa do que a desfrutada por qualquer geração anterior... –, estabelece-se uma relação por
  1. Asubordinação, cujo sentido é de proporção.
  2. Bsubordinação, cujo sentido é de comparação.
  3. Ccoordenação, cujo sentido é de conclusão.
  4. Dcoordenação, cujo sentido é de explicação.
  5. Esubordinação, cujo sentido é de consequência.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — subordinação, cujo sentido é de comparação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relação sintático-semântica no trecho

Gabarito: Alternativa B. O trecho “Esse ambiente nos dá mais recursos materiais e vida mais longa do que a desfrutada por qualquer geração anterior” apresenta a estrutura comparativa “mais… do que”, caracterizando uma oração subordinada adverbial comparativa. A relação é de subordinação (a segunda oração depende sintaticamente da primeira) e o sentido é de comparação.

“Esse ambiente nos dá mais recursos materiais e vida mais longa do que a desfrutada por qualquer geração anterior…”

A banca cobra a classificação da oração introduzida por “do que”. Como há um verbo implícito (“a desfrutada” = “a que foi desfrutada”), trata-se de uma oração reduzida de particípio, mas ainda assim subordinada e comparativa.

Alternativa

Relação sintática

Sentido

Justificativa

A

Subordinação

Proporção

❌ Incorreta. O trecho usa "mais... do que", típico de comparação, não de proporção ("quanto mais... mais").

B

Subordinação

Comparação

✅ Correta. "Do que" introduz oração subordinada adverbial comparativa, comparando o ambiente atual com o de gerações anteriores.

C

Coordenação

Conclusão

❌ Incorreta. Não há coordenação; a oração é subordinada. Conclusão seria expressa por "logo", "portanto".

D

Coordenação

Explicação

❌ Incorreta. Não há coordenação; o sentido não é explicativo ("pois", "porque").

E

Subordinação

Consequência

❌ Incorreta. Consequência seria "tanto que", "de modo que"; o "do que" expressa comparação, não resultado.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma subordinação com sentido de proporção. Proporção seria expressa por “quanto mais… mais” ou “à medida que”. O texto não traz essa estrutura; usa “mais… do que”, típico de comparação. Erro: troca de conceito (comparação por proporção).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A oração “do que a desfrutada…” completa o sentido do primeiro termo (“mais”), estabelecendo uma comparação entre o que o ambiente atual oferece e o que as gerações anteriores tiveram. É subordinada porque funciona como adjunto adverbial comparativo, dependente da oração principal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma coordenação com sentido de conclusão. Não há coordenação: a oração com “do que” não é independente; exerce função sintática de termo comparativo. Conclusão seria expressa por “logo”, “portanto”. Erro: confunde coordenação com subordinação e sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma coordenação com sentido de explicação. Além de não ser coordenação, o sentido não é explicativo (que seria “pois”, “porque”). Erro: mesmo equívoco da C, com sentido errado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma subordinação com sentido de consequência. Consequência seria marcada por “tanto que”, “de modo que”. O “do que” não expressa resultado, e sim comparação. Erro: confunde comparação com consequência.

💡 Dica: Sempre identifique a conjunção ou locução que inicia a oração. “Do que” é comparativo; “quanto mais… mais” é proporcional; “tanto que” é consecutivo. Essa associação direta resolve a maioria das questões.

Resposta: letra B.

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