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Questão de Criminologia — Conceito, Objeto (Delito, Delinquente e Vítima), Método, Origem e História da Criminologia. — VUNESP 2022

CriminologiaConceito, Objeto (Delito, Delinquente e Vítima), Método, Origem e História da Criminologia.
Código
vu068695
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
Hades, um jovem de 17 (dezessete) anos de idade, sacou um simulacro de arma de fogo e anunciou roubo em face de Althaia, policial civil, de folga e em trajes civis, a qual, imaginando se tratar de meliante munido de arma de fogo verdadeira, prontamente sacou sua arma de fogo e desferiu dois disparos contra Hades, cujos ferimentos causaram seu óbito. Segundo classificação de Benjamin Mendelsohn, Hades é considerado vítima
  1. Atotalmente inocente ou vítima ideal.
  2. Btão culpada quanto o delinquente ou vítima voluntária.
  3. Cpor ignorância ou menos culpada que o delinquente.
  4. Dmais culpada que o delinquente ou vítima por provocação.
  5. Ecomo única culpada ou pseudovítima.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — como única culpada ou pseudovítima.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação de vítimas de Benjamin Mendelsohn

Gabarito: letra E. No caso, Hades era o agressor que simulou um roubo com arma falsa, provocando a reação letal da policial. Segundo Mendelsohn, ele se enquadra como "único culpado" ou "pseudovítima", pois é o responsável direto pela situação que culminou em sua própria morte — não há culpa da vítima real (a policial, que agiu em legítima defesa putativa).

Benjamin Mendelsohn, advogado e criminólogo, propôs uma classificação de vítimas baseada no grau de culpabilidade. As categorias principais são:

  1. Vítima totalmente inocente (vítima ideal): não contribuiu para o crime (ex.: criança vítima de violência).

  2. Vítima menos culpada que o delinquente: contribuiu por negligência ou imprudência (ex.: pedestre distraído atropelado).

  3. Vítima tão culpada quanto o delinquente (vítima voluntária): participa ativamente, como em rixas ou suicídio pactuado.

  4. Vítima mais culpada que o delinquente (vítima por provocação): incita ou provoca o crime (ex.: agressão verbal que leva a agressão física).

  5. Vítima como única culpada (pseudovítima): o agressor é, na verdade, a vítima real; quem sofre o dano era o verdadeiro agressor (ex.: criminoso morto em legítima defesa).

No enunciado, Hades cometeu um roubo (crime) e, ao simular estar armado, fez a policial acreditar que sua vida estava em risco. Ela agiu em legítima defesa putativa (suposição de perigo real). Hades, portanto, é o único culpado pela sua morte — é a pseudovítima.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que Hades é "totalmente inocente ou vítima ideal". Não se aplica: ele estava cometendo um roubo, portanto contribuiu ativamente para o evento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que ele é "tão culpado quanto o delinquente ou vítima voluntária". Não há um delinquente paralelo; ele é o agressor original. A policial é a verdadeira vítima que agiu em defesa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Classifica como "por ignorância ou menos culpada que o delinquente". Hades não agiu por ignorância; sabia que estava cometendo crime. Sua culpabilidade é total, não menor.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Aponta "mais culpada que o delinquente ou vítima por provocação". Na provocação, a vítima incita o crime, mas aqui Hades não provocou a policial; ele a atacou. Além disso, a categoria "mais culpada" não chega a ser a única culpada.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Hades é considerado "único culpado ou pseudovítima", pois o evento danoso (sua morte) decorreu exclusivamente de sua conduta criminosa. A policial, ao revidar, era a verdadeira vítima da situação. Essa é a classificação exata de Mendelsohn para casos de legítima defesa contra o agressor.

Gabarito: letra E.

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