Questão de Medicina Legal — Toxicologia — VUNESP 2022
Medicina Legal›Toxicologia
Código
vu068716
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
Considere a seguinte situação hipotética: o Médico Legista recebe solicitação de constatação de embriaguez em condutor de veículo automotor, em indivíduo que se negou à avaliação pelo etilômetro e infere não ter feito uso de bebidas alcoólicas, drogas de abuso ou medicação psicotrópica. Nesta circunstância, pode-se afirmar que
Amanifestações neurológicas representadas por lentidão dos movimentos, inibição relativa da sensibilidade tátil, dolorosa e térmica e fenômenos vagais como o soluço e o vômito são altamente específicos e permitem ao perito a firme convicção do diagnóstico de embriaguez para aquilo que a lei prevê.
Bsão, sucessivamente, fases da embriaguez: subclínica, excitação, confusão, sono, coma e morte.
Ccaso o examinado esteja embriagado de forma fortuita, a imputabilidade ocorrerá independentemente da capacidade de compreensão no momento da ocorrência.
Dmanifestações físicas como congestão das conjuntivas, taquicardia, taquipneia, taquiesfigmia e hálito alcoólico-acético são altamente específicos e permitem ao perito a firme convicção do diagnóstico de embriaguez para aquilo que a lei prevê.
Eé possível concluir por embriaguez baseada na combinação de manifestações físicas e neurológicas combinadas, mesmo que mínimas e independentes de alterações psíquicas, considerando o rigor da lei em relação à embriaguez na condução de veículo automotor.
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GabaritoA — manifestações neurológicas representadas por lentidão dos movimentos, inibição relativa da sensibilidade tátil, dolorosa e térmica e fenômenos vagais como o soluço e o vômito são altamente específicos e permitem ao perito a firme convicção do diagnóstico de embriaguez para aquilo que a lei prevê.
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Toxicologia Forense – Embriaguez ao volante
Gabarito: Letra A. As manifestações neurológicas descritas (lentidão dos movimentos, inibição da sensibilidade tátil, dolorosa e térmica, e fenômenos vagais como soluço e vômito) são consideradas pela medicina legal como sinais clínicos específicos que permitem ao perito firmar convicção diagnóstica de embriaguez para os fins do artigo 277 do Código de Trânsito Brasileiro. O exame clínico é método válido para certificar o estado de alteração da capacidade psicomotora.
1Subclínica
2Excitação
3Incoordenação/Confusão
4Letargia
5Coma
6Morte
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente que as manifestações neurológicas, por sua especificidade, fundamentam o diagnóstico clínico de embriaguez, conforme a prática médico-legal e o CTB.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A sequência clássica das fases da embriaguez alcoólica é: subclínica, excitação, incoordenação/confusão, letargia, coma e morte. A alternativa apresenta ordem imprecisa e omite a fase de incoordenação, além de incluir "sono" como fase subsequente à confusão, o que não corresponde à classificação padrão da literatura.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A embriaguez fortuita (caso fortuito ou força maior) pode excluir ou diminuir a imputabilidade. Se completa, torna o agente inimputável (art. 28, §1º do CP); se parcial, semi-imputável (art. 28, §2º do CP). Logo, a imputabilidade não ocorre independentemente da capacidade de compreensão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
As manifestações físicas (congestão conjuntival, taquicardia, taquipneia, taquiesfigmia, hálito alcoólico) são consideradas de menor interesse diagnóstico e, isoladamente, não permitem firme convicção de embriaguez (conforme material de apoio: "Um indício isolado não permite ao perito a firme convicção de um diagnóstico de embriaguez para aquilo que a lei prevê").
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora a combinação de manifestações físicas e neurológicas possa subsidiar o diagnóstico, a lei exige alteração da capacidade psicomotora, que abrange também aspectos psíquicos. Afirmar que o diagnóstico é possível independentemente de alterações psíquicas contraria a exigência legal de comprometimento da capacidade de entender e querer.