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Questão de Medicina Legal — Asfixiologia Forense — VUNESP 2022

Medicina LegalAsfixiologia Forense
Código
vu068717
Banca
VUNESP
Órgão
PC-SP
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
Vítima do sexo feminino, caucasiana, 38 anos, encontrada morta por familiares com barbante envolto no pescoço. A avaliação necroscópica revelou no exame externo sulco cervical estreito horizontalizado, ininterrupto, sem marca de nó; além de marcas de escoriação lineares, perpendiculares ao sulco, bilateralmente. O exame interno do cadáver demonstrou hemorragia no tecido muscular cervical de sustentação do feixe vásculo-nervoso. Pulmões hiperinsuflados. Petéquias em pulmões e coração. Congestão polivisceral. A provável causa mortis foi asfixia por
  1. Aenforcamento.
  2. Besganadura.
  3. Csufocação direta.
  4. Dsufocação indireta.
  5. Eestrangulamento.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — estrangulamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Asfixiologia Forense – Constrição Cervical

Gabarito: letra E. O conjunto de achados necroscópicos — sulco cervical estreito, horizontal, ininterrupto, sem nó, associado a escoriações lineares perpendiculares (tentativa de retirada do laço), hemorragia muscular cervical, petéquias e hiperinsuflação pulmonar — é característico de estrangulamento por laço (asfixia por constrição cervical com laço acionado por força diversa do peso do corpo).

Os sinais externos e internos descritos no enunciado correspondem exatamente ao que a literatura médico-legal descreve para o estrangulamento: sulco contínuo, horizontal, de mesma profundidade, situado em posição baixa do pescoço, e sem marca de nó (diferente do enforcamento). As escoriações lineares são típicas da tentativa da vítima de se livrar do laço (estigmas ungueais).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a diferença sutil entre enforcamento e estrangulamento. No enforcamento, o laço tem uma extremidade fixa e é acionado pelo peso do corpo, gerando sulco oblíquo ascendente e presença de nó (quando aplicável). No estrangulamento, o laço é apertado por outra força (mãos, torção), resultando em sulco horizontal, contínuo e sem nó. O sulco horizontal e a ausência de nó são a chave para distinguir.

Alternativa A — ❌ Incorreta (enforcamento)

O enforcamento exige que o laço esteja preso a um ponto fixo e que a força constritiva seja o peso do corpo. O sulco é oblíquo (ascendente em direção ao nó) e descontínuo na região do nó. Aqui o sulco é horizontal, ininterrupto e sem nó, o que afasta esta hipótese.

Alternativa B — ❌ Incorreta (esganadura)

Na esganadura a constrição é feita diretamente pelas mãos, braços ou pernas do agressor, sem uso de laço. As lesões externas seriam equimoses digitais e estigmas ungueais, e não um sulco contínuo. A presença de sulco cervical descarta esganadura.

Alternativa C — ❌ Incorreta (sufocação direta)

A sufocação direta (ex.: obstrução das vias aéreas com as mãos ou almofada) não produz sulco cervical. Não há constrição do pescoço, portanto não explica o sulco e as lesões musculares cervicais.

Alternativa D — ❌ Incorreta (sufocação indireta)

A sufocação indireta (ex.: compressão do tórax e abdômen) também não deixa sulco cervical. Os achados são restritos a outras regiões.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O estrangulamento por laço (barbante) é a única modalidade que combina: sulco horizontal contínuo sem nó, presença de escoriações lineares (tentativa de retirada), hemorragia nos músculos cervicais (compressão do feixe vásculo-nervoso), petéquias e hiperinsuflação pulmonar (sinais de asfixia). O laço foi apertado por força humana (não pelo peso do corpo), o que diferencia do enforcamento.

Gabarito: letra E.

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