Na identificação e análise no âmbito da hematologia forense, podemos afirmar que
Ao Tempo desde o depósito (TDD) se refere ao período e tempo entre a formação e a coleta da amostra para análise, e leva em consideração a redução da meta -hemoglobina em desoxihemoglobina mediada pela presença da enzima citocromo b5.
Ba evidência de dímero D em reações de imunocromatografia tem elevado valor preditivo na diferenciação entre sangue periférico e sangue menstrual, uma vez que a fibrinólise é um evento fisiológico no sangue menstrual.
Ca evidência de sangue por quimioluminescência se faz pela emissão de luz quando a solução contendo o luminol reage com a protoporfirina do composto heme da hemoglobina.
Dos testes de quimioluminescência são amplamente utilizados na química forense pela acurácia diagnóstica na identificação de sangue e permitirem posteriormente a coleta da amostra para confronto genético, não interferindo na tipagem gênica.
Eas reações da fenoftaleína (Kastle-Meyer) e da Leucomalaquita têm elevada sensibilidade para a evidência de sangue em manchas secas, porém não devem ser aplicados em manchas úmidas.
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GabaritoA — o Tempo desde o depósito (TDD) se refere ao período e tempo entre a formação e a coleta da amostra para análise, e leva em consideração a redução da meta -hemoglobina em desoxihemoglobina mediada pela presença da enzima citocromo b5.
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Hematologia Forense
Gabarito: letra A. A alternativa A descreve corretamente o Tempo desde o Depósito (TDD) e seu mecanismo bioquímico (redução da meta-hemoglobina em desoxihemoglobina via citocromo b5). As demais alternativas contêm erros conceituais ou práticos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O TDD estima a idade de uma mancha de sangue com base na redução enzimática da meta-hemoglobina (forma oxidada) para desoxihemoglobina, mediada pela enzima citocromo b5 presente nas hemácias. Quanto mais tempo decorrido, maior a proporção de desoxihemoglobina.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O dímero D é um produto da degradação da fibrina, presente tanto no sangue periférico quanto no menstrual. Sua detecção por imunocromatografia não tem valor preditivo para diferenciar as duas origens, pois a fibrinólise ocorre nos dois tipos. Existem marcadores mais específicos, como a mioglobina.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O luminol reage com o ferro (Fe²⁺) do grupo heme da hemoglobina, não com a protoporfirina. A protoporfirina é o anel orgânico que coordena o ferro, mas é o metal que catalisa a quimioluminescência. Portanto, a afirmação troca o componente reativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora os testes de quimioluminescência (luminol) sejam sensíveis para detectar sangue, eles interferem na tipagem gênica, pois podem degradar o DNA. Por isso, não devem ser usados quando se pretende realizar análise genética posterior da amostra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As reações de Kastle-Meyer (fenolftaleína) e leucomalaquita são testes presuntivos que podem ser aplicados tanto em manchas secas quanto úmidas. Não há contraindicação absoluta para manchas úmidas; a sensibilidade pode ser reduzida por diluição, mas não são proibidas.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa C troca o agente reativo do luminol (ferro por protoporfirina). Já a alternativa B confunde a utilidade do dímero D, que não diferencia sangue periférico de menstrual. Fique atento a esses detalhes bioquímicos.
PEGA ESSA DICA!
Para a prova de Medicina Legal, memorize os mecanismos: TDD (metemoglobina → desoxiemoglobina), luminol (heme + ferro), Kastle-Meyer (peroxidase-like). Saiba também que o luminol degrada DNA e não deve ser usado antes de coleta genética. Pratique a distinção entre marcadores de sangue periférico e menstrual.