Questão de Segurança e Saúde no Trabalho — Toxicologia — VUNESP 2022
Segurança e Saúde no Trabalho›Toxicologia
Código
vu069124
Banca
VUNESP
Órgão
PRUDENCO
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Médico do Trabalho
Em relação à exposição ocupacional crônica, prolongada e em baixas concentrações ao mercúrio, é correto afirmar que
Aas pistas clínicas mais relevantes são a presença de anemia, neuropatia periférica desmielinizante, hipertensão, nefrite intersticial, insuficiência renal crônica e infertilidade.
Bo quadro neurológico é frequentemente caracterizado por cefaleia, encefalopatia, distúrbio cognitivo, polineuropatia sensitivo-motora e tetraparesia.
Cos sintomas clínicos são frustros, mas pode haver epistaxe, sangramento gengival, diarreia crônica, fraturas patológicas e queixas relacionadas ao hipogonadismo.
Dgengivite, sialorreia, ulcerações orais, amolecimento dos dentes e queixas de desagradável gosto amargo ou metálico na boca são achados sugestivos.
Etem como características os efeitos no trato urinário, nos ossos, e hematopoese, além de ser um agente carcinogênico, aumentando o risco de neoplasias hematológicas e gastrointestinais e hepatocarcinoma.
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GabaritoD — gengivite, sialorreia, ulcerações orais, amolecimento dos dentes e queixas de desagradável gosto amargo ou metálico na boca são achados sugestivos.
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Exposição Crônica ao Mercúrio
Gabarito: letra D. A exposição ocupacional crônica ao mercúrio (principalmente na forma inorgânica ou vapores de mercúrio metálico) provoca um quadro clássico de estomatite mercurial, caracterizado por gengivite, sialorreia, ulcerações orais, amolecimento dos dentes e gosto amargo ou metálico na boca. Esses sinais são patognomônicos da intoxicação mercurial crônica, conforme descrito na toxicologia ocupacional.
Intoxicação crônica por mercúrio
1Quadro clássico (estomatite mercurial)
Gengivite
Sialorreia
Ulcerações orais
Amolecimento dos dentes
Gosto amargo/metálico
2Efeitos neurológicos
Tremor
Distúrbios cognitivos
Neuropatia
3Efeitos renais
Nefrite intersticial
4Não é carcinogênico (IARC Grupo 2B)
Neoplasias hematológicas
Neoplasias gastrointestinais
Hepatocarcinoma
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Alternativa A — ❌ Incorreta
As manifestações descritas (anemia, neuropatia periférica desmielinizante, hipertensão, nefrite intersticial, insuficiência renal crônica e infertilidade) são mais típicas de exposição ao chumbo ou outros metais pesados, não ao mercúrio. A nefrite intersticial pode ocorrer, mas o quadro clássico não inclui anemia e hipertensão como pistas principais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Embora o mercúrio cause efeitos neurológicos (tremor, distúrbios cognitivos, neuropatia), o quadro descrito (cefaleia, encefalopatia, polineuropatia sensitivo-motora e tetraparesia) é mais grave e não é típico de exposição crônica a baixas concentrações. A tetraparesia não faz parte do espectro usual da intoxicação mercurial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Epistaxe, sangramento gengival, diarreia crônica, fraturas patológicas e hipogonadismo não são sinais característicos de intoxicação crônica por mercúrio. O sangramento gengival e a diarreia podem ocorrer em outras intoxicações (como arsênio), mas não há associação com mercúrio.
Alternativa D — ✅ Correta
Como mencionado, gengivite, sialorreia, ulcerações orais, amolecimento dos dentes e gosto amargo/metálico são os achados clássicos da estomatite mercurial, presentes na intoxicação crônica por mercúrio.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O mercúrio não é considerado carcinogênico para neoplasias hematológicas, gastrointestinais ou hepáticas em humanos (classificação IARC: Grupo 2B possível carcinógeno para rins, mas não para esses sítios). Os efeitos ósseos e na hematopoese não são típicos; o trato urinário (rins) pode ser afetado, mas não como descrito.
PEGA ESSA DICA!
Para a prova, memorize a tríade clássica da intoxicação crônica por mercúrio: estomatite mercurial (gengivite, sialorreia, gosto metálico), tremor e eretismo mercurial (irritabilidade, insônia, timidez). Esses sinais são frequentemente cobrados em questões de toxicologia ocupacional.