Questão de Português — Sintaxe — VUNESP 2022
- Código
- vu072340
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PRUDENCO
- Ano
- 2022
- Nível
- Médio
- Acausa.
- Badição.
- Cconclusão.
- Dfinalidade.
- Eproporção.
GabaritoB — adição.
Gabarito: letra B. Na passagem “com impactos não apenas sobre o aprendizado mas também sobre a sociabilidade e a nutrição de uma legião de jovens”, a expressão “não apenas… mas também” estabelece relação de adição — soma-se um segundo impacto (sociabilidade e nutrição) ao primeiro (aprendizado). A pista está na própria estrutura correlativa: “não apenas X mas também Y” é uma locução conjuntiva aditiva, equivalente a “não só… como também”.
A questão é de compreensão de conectivos: o comando pede o sentido da relação que os termos destacados estabelecem. Basta reconhecer que “não apenas… mas também” é uma conjunção coordenativa aditiva — ela acrescenta uma informação à anterior, sem qualquer noção de causa, conclusão, finalidade ou proporção.
Causa expressa motivo, razão (ex.: “porque”, “visto que”). No trecho, não há relação de causa entre os impactos: o texto apenas enumera dois tipos de impacto. A banca tenta confundir com a ideia de “impactos” (que pode sugerir consequência), mas o conectivo em si é aditivo.
A locução “não apenas… mas também” é uma conjunção aditiva, assim como “e”, “nem”, “não só… como também”. Ela soma os elementos: o impacto recai sobre o aprendizado e sobre a sociabilidade/nutrição. No texto:
“com impactos não apenas sobre o aprendizado mas também sobre a sociabilidade e a nutrição”
A estrutura correlativa “não apenas… mas também” é a marca clássica de adição — não há outra leitura possível.
Conclusão é expressa por conectivos como “portanto”, “logo”, “assim”. No trecho, não há conclusão; há apenas acréscimo de um segundo impacto. O texto até usa “portanto” em outro parágrafo, mas não aqui.
Finalidade indica objetivo, propósito (ex.: “para que”, “a fim de que”). O trecho não expressa intenção; apenas lista impactos. A banca explora a palavra “para” que aparece em “para responder”, mas o conectivo destacado é “não apenas… mas também”.
Proporção é expressa por “à medida que”, “quanto mais… mais”. Não há relação de proporcionalidade ou simultaneidade entre os impactos; eles são apenas somados.
A banca aposta na confusão entre “impactos” (que pode sugerir consequência) e o conectivo em si. O comando pergunta a relação estabelecida pelos termos destacados — e “não apenas… mas também” é aditiva, não causal.
Decore as locuções correlativas aditivas: não só… mas também, não apenas… como também, tanto… quanto. Quando aparecerem, a relação é de adição.
Gabarito: letra B.
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