O início do ano letivo oferece nova oportunidade para o
Brasil enfim começar a reverter o desastre educacional produzido no último biênio de pandemia, período em que os estudantes perderam enorme parcela das aulas presenciais.
Trata-se de tarefa urgente. Como se a educação não
constasse das prioridades, o país figurou entre aqueles que
mais tempo ficaram com as escolas fechadas no mundo, com
impactos não apenas sobre o aprendizado mas também sobre a sociabilidade e a nutrição de uma legião de jovens.
O recurso paliativo do ensino remoto falhou de modo fragoroso. Segundo pesquisas, o fechamento prolongado das
escolas afetou de modo grave a progressão dos estudantes,
implicando até regressão no aprendizado, aumentou o risco
de abandono escolar e elevou a desigualdade educacional
entre alunos de estabelecimentos públicos e privados.
Merece todo o apoio, portanto, a decisão das redes de
ensino de 18 estados e do Distrito Federal de retornarem
neste ano com aulas presenciais obrigatórias.
Os desafios à frente, que já seriam grandes em condições normais, ganham proporções maiores. O primeiro e
mais óbvio deles é o provimento de um ambiente seguro para
professores e alunos.
No plano educacional, deve-se dar atenção especial à
questão da evasão, que apresentou piora expressiva durante
a pandemia, fruto tanto do desinteresse dos estudantes como
da necessidade de contribuir com a renda familiar. Estratégias para trazer esses alunos de volta às salas e garantir sua
permanência, como uma busca ativa por parte das redes e
auxílios pecuniários, deveriam ser consideradas para minorar
o problema.
É fundamental, nesse contexto, que o país evite retrocessos sanitários que terminem por fechar novamente as escolas. Para tanto, é imperioso seguir reforçando a imunização
de adultos e, sobretudo, de crianças, além de sanar as disparidades regionais acumuladas.
(Editoria. Folha de S.Paulo. 26.01.2022. Adaptado)
Na passagem do último parágrafo “... é imperioso seguir reforçando a imunização de adultos e, sobretudo, de crianças, além de sanar as disparidades regionais acumuladas.”, os termos destacados têm como sinônimos adequados ao contexto:
Aviável; corrigir; desconfianças.
Bvantajoso; minimizar; diferenças.
Cdesejável; combater; desavenças.
Dimpreterível; reparar; desigualdades.
Eimprorrogável; reconhecer; disputas.
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GabaritoD — impreterível; reparar; desigualdades.
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Sinonímia contextual: imperioso, sanar e disparidades
Gabarito: letra D. Na passagem do último parágrafo, os termos destacados "imperioso", "sanar" e "disparidades" têm como sinônimos adequados ao contexto, respectivamente, "impreterível", "reparar" e "desigualdades". A alternativa D é a única que preserva integralmente o sentido do trecho, como se comprova pela análise de cada palavra no contexto.
A questão exige sinonímia contextual: não basta que a palavra seja sinônima em sentido geral; ela precisa manter o sentido no contexto específico em que foi empregada. Vamos analisar cada termo:
"imperioso": no texto, significa "que não pode ser adiado, urgente, indispensável". O contexto é de recomendação forte: "é imperioso seguir reforçando a imunização". Sinônimos adequados: impreterível (que não se pode adiar), imprescindível, urgente.
"sanar": significa "corrigir, reparar, eliminar um problema". No texto, "sanar as disparidades regionais" = reparar as desigualdades.
"disparidades": significa "desigualdades, diferenças, dessemelhanças". No contexto, refere-se a diferenças regionais, portanto desigualdades é o sinônimo perfeito.
Agora vejamos por que as demais alternativas falham:
"viável; corrigir; desconfianças" — "viável" significa "possível de ser feito", o que não equivale a "imperioso" (urgente, indispensável). "Corrigir" até se aproxima de "sanar", mas "desconfianças" não tem relação com "disparidades" (que são diferenças, não suspeitas). Erro: troca de sentido — "viável" e "desconfianças" fogem do contexto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"vantajoso; minimizar; diferenças" — "vantajoso" (que traz vantagem) não é sinônimo de "imperioso" (urgente). "Minimizar" significa "reduzir ao mínimo", enquanto "sanar" significa "eliminar, reparar por completo" — há diferença de intensidade. "Diferenças" é sinônimo de "disparidades", mas os dois primeiros termos já invalidam a alternativa. Erro: troca de sentido — "vantajoso" e "minimizar" não preservam o sentido original.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"desejável; combater; desavenças" — "desejável" (que se deseja) é mais fraco que "imperioso" (urgente, obrigatório). "Combater" implica luta ativa, enquanto "sanar" implica corrigir, reparar. "Desavenças" significa "discórdias, brigas", o que não se aplica a "disparidades regionais" (que são diferenças, não conflitos). Erro: troca de sentido — os três termos se afastam do contexto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"impreterível; reparar; desigualdades" — "impreterível" é sinônimo exato de "imperioso" (que não se pode adiar). "Reparar" equivale a "sanar" (corrigir, consertar). "Desigualdades" é sinônimo direto de "disparidades". Os três termos preservam o sentido do trecho original. Correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"improrrogável; reconhecer; disputas" — "improrrogável" (que não pode ser prorrogado) é próximo de "imperioso", mas "reconhecer" (admitir, identificar) não equivale a "sanar" (corrigir). "Disputas" (conflitos, competições) não é sinônimo de "disparidades" (diferenças). Erro: troca de sentido — "reconhecer" e "disputas" fogem do contexto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura sinônimos parciais ("viável", "vantajoso", "desejável") com palavras de sentido próximo, mas que não se encaixam no contexto. A chave é testar cada termo no lugar do original e verificar se o sentido permanece.
PEGA ESSA DICA!
Ao resolver questões de sinonímia contextual, substitua mentalmente a palavra do texto pela alternativa e veja se a frase continua com o mesmo sentido. Desconfie de sinônimos que mudam a intensidade ("minimizar" vs. "sanar") ou o campo semântico ("desavenças" vs. "disparidades").
Gabarito: letra D — única alternativa em que os três termos são sinônimos adequados ao contexto.