Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2022

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu072342
Banca
VUNESP
Órgão
PRUDENCO
Ano
2022
Nível
Médio
Leia o texto, para responder à questão.

Aulas sem volta

        O início do ano letivo oferece nova oportunidade para o Brasil enfim começar a reverter o desastre educacional produzido no último biênio de pandemia, período em que os estudantes perderam enorme parcela das aulas presenciais.

        Trata-se de tarefa urgente. Como se a educação não constasse das prioridades, o país figurou entre aqueles que mais tempo ficaram com as escolas fechadas no mundo, com impactos não apenas sobre o aprendizado mas também sobre a sociabilidade e a nutrição de uma legião de jovens.

        O recurso paliativo do ensino remoto falhou de modo fragoroso. Segundo pesquisas, o fechamento prolongado das escolas afetou de modo grave a progressão dos estudantes, implicando até regressão no aprendizado, aumentou o risco de abandono escolar e elevou a desigualdade educacional entre alunos de estabelecimentos públicos e privados.

        Merece todo o apoio, portanto, a decisão das redes de ensino de 18 estados e do Distrito Federal de retornarem neste ano com aulas presenciais obrigatórias.

        Os desafios à frente, que já seriam grandes em condições normais, ganham proporções maiores. O primeiro e mais óbvio deles é o provimento de um ambiente seguro para professores e alunos.

        No plano educacional, deve-se dar atenção especial à questão da evasão, que apresentou piora expressiva durante a pandemia, fruto tanto do desinteresse dos estudantes como da necessidade de contribuir com a renda familiar. Estratégias para trazer esses alunos de volta às salas e garantir sua permanência, como uma busca ativa por parte das redes e auxílios pecuniários, deveriam ser consideradas para minorar o problema.

        É fundamental, nesse contexto, que o país evite retrocessos sanitários que terminem por fechar novamente as escolas. Para tanto, é imperioso seguir reforçando a imunização de adultos e, sobretudo, de crianças, além de sanar as disparidades regionais acumuladas.

(Editoria. Folha de S.Paulo. 26.01.2022. Adaptado)
No Editorial, defende-se como medida fundamental, à vista do retorno às aulas,
  1. Ao fornecimento de alimentação aos jovens em situação de vulnerabilidade até que todas as escolas possam enfim abrir as portas.
  2. Bo retorno às atividades presenciais com uma quantidade de alunos reduzida o suficiente para que sejam evitados riscos de contaminação.
  3. Ca garantia a pais e professores de que as escolas voltarão a ser fechadas ao mínimo sinal de retrocesso no controle da contaminação.
  4. Datenção à evasão, agravada na pandemia por questões como desinteresse dos alunos ou necessidade de ajudar no sustento da família.
  5. Ea postergação do retorno dos estudantes às aulas presenciais até que professores, pais e alunos estejam todos completamente imunizados.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — atenção à evasão, agravada na pandemia por questões como desinteresse dos alunos ou necessidade de ajudar no sustento da família.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Medida fundamental para o retorno às aulas

Gabarito: letra D. O editorial defende, como medida fundamental diante do retorno às aulas, atenção à evasão, agravada na pandemia por questões como desinteresse dos alunos ou necessidade de ajudar no sustento da família. A passagem que sustenta isso está no 5º parágrafo:

"No plano educacional, deve-se dar atenção especial à questão da evasão, que apresentou piora expressiva durante a pandemia, fruto tanto do desinteresse dos estudantes como da necessidade de contribuir com a renda familiar."

A alternativa D é uma paráfrase fiel desse trecho: troca "dar atenção especial" por "atenção", "fruto tanto... como..." por "agravada... por questões como", e mantém as duas causas citadas. Nada foi acrescentado nem suprimido.

Como resolver

O comando pede o que o editorial defende como medida fundamental — ou seja, uma informação explícita, não uma inferência. A técnica é localizar no texto o trecho que trata de medidas e ver qual delas é qualificada como essencial. O 5º parágrafo é o único que apresenta uma medida concreta no plano educacional: a atenção à evasão. As demais alternativas ou citam medidas que o texto não menciona, ou invertem o que ele diz.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"o fornecimento de alimentação aos jovens em situação de vulnerabilidade até que todas as escolas possam enfim abrir as portas."

O texto menciona nutrição como um dos impactos do fechamento das escolas, mas não propõe fornecimento de alimentação como medida. A alternativa extrapola: pega um dado citado (impacto na nutrição) e inventa uma ação que o editorial não defende. Além disso, o texto defende a abertura das escolas, não esperar "até que todas possam abrir".

Alternativa B — ❌ Incorreta

"o retorno às atividades presenciais com uma quantidade de alunos reduzida o suficiente para que sejam evitados riscos de contaminação."

O texto defende o retorno presencial obrigatório, mas não menciona redução do número de alunos. A alternativa extrapola ao acrescentar uma condição (quantidade reduzida) que não está no texto. O editorial fala em "ambiente seguro", mas não especifica como — e a redução de alunos não é citada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"a garantia a pais e professores de que as escolas voltarão a ser fechadas ao mínimo sinal de retrocesso no controle da contaminação."

O texto diz exatamente o contrário:

"É fundamental, nesse contexto, que o país evite retrocessos sanitários que terminem por fechar novamente as escolas."

A alternativa contradiz o texto: o editorial quer evitar o fechamento, não garanti-lo. A troca do verbo "evitar" por "garantir" inverte o sentido — armadilha clássica de troca de vocábulo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como já demonstrado, a alternativa parafraseia o 5º parágrafo, que é a única passagem em que o editorial apresenta uma medida educacional concreta e a qualifica como prioritária ("deve-se dar atenção especial"). As causas citadas — desinteresse e necessidade de contribuir com a renda — são exatamente as do texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"a postergação do retorno dos estudantes às aulas presenciais até que professores, pais e alunos estejam todos completamente imunizados."

O texto defende o retorno imediato ("retornarem neste ano com aulas presenciais obrigatórias") e não condiciona a volta à imunização completa. A alternativa contradiz o texto e ainda extrapola ao exigir "todos completamente imunizados", ideia ausente. O editorial apenas recomenda "seguir reforçando a imunização", mas como medida paralela, não como pré-requisito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca cria distratores com medidas plausíveis (alimentação, redução de alunos, imunização) que não estão no texto, para testar se você se prende ao que foi dito. A letra C é a mais traiçoeira, pois inverte o verbo "evitar" por "garantir".

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, grife no texto as palavras que indicam medida ("deve-se", "é fundamental", "é imperioso") e veja a qual delas o enunciado se refere. A resposta correta é sempre uma paráfrase — se a alternativa acrescenta condição, causa ou detalhe que você não viu no texto, ela está errada.

Gabarito: letra D.

Link permanente: /questoes/vu072342