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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2023

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu072652
Banca
VUNESP
Órgão
AresPCJ - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista de Fiscalização e Regulação - Área: Engenharia Civil/Sanitária
É correto afirmar que o eu-lírico, ao comparar a lingua a um elástico,
  1. Aconsidera que o desgaste de uma língua se deve ao mau uso que os falantes fazem dela, retorcendo-a em expressões que não estão fundadas na gramática clássica.
  2. Bdefende as ações políticas que visam à expansão de uma língua pelo mundo, pois a substituição de uma língua por outra é um fato que enriquece culturalmente um lugar.
  3. Cironiza as concepções que se têm sobre a língua como algo sólido e duradouro, e reconhece a possibilidade de que, com o desgaste, ela possa desaparecer.
  4. Dcontraria a ideia de que as coisas gastas devam ser trocadas, visto que, no caso da língua, as transformações ocorridas pelo uso a tornaram mais resistente.
  5. Eelabora uma imagem de flexibilidade, mas depois se contradiz ao afirmar que a língua, assim como a vida, se mantém sempre ligada a seu lugar de origem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — contraria a ideia de que as coisas gastas devam ser trocadas, visto que, no caso da língua, as transformações ocorridas pelo uso a tornaram mais resistente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Comparação da língua a um elástico – interpretação do poema

Gabarito: D. O eu-lírico afirma que a língua, embora gasta pelo uso, não pode mais ser trocada e se tornou mais forte, contrariando a ideia comum de que coisas gastas devem ser substituídas. Essa leitura é sustentada diretamente pelos versos finais: “Um elástico que já não se pode / mais trocar, de tão gasto; / nem se arrebenta mais, de tão forte.”

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o desgaste se deve ao “mau uso” e a expressões que fogem à gramática clássica. O poema, porém, não emite juízo negativo; descreve o processo como natural: “se foi amaciando, foi-se tornando romântica, incorporando os termos nativos”. Não há menção a “mau uso” ou “retorcer”. Erro: extrapolação (fora_do_escopo).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Atribui ao texto a defesa de “ações políticas” e “substituição de uma língua por outra”, o que jamais aparece no poema. A imagem do elástico espichado pelo mundo é metafórica, não política. Erro: extrapolação (fora_do_escopo).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o eu-lírico “ironiza concepções de língua como algo sólido” e “reconhece a possibilidade de desaparecimento”. O poema não contém ironia explícita e, ao contrário, afirma que a língua “não se arrebenta mais, de tão forte” – ou seja, torna-se resistente, não desaparece. Erro: generalização indevida (contradiz o texto).

Alternativa D — ✅ Correta ↔ GABARITO

A alternativa capta a ideia central dos dois últimos tercetos: o elástico está tão gasto que não se pode trocar, mas ao mesmo tempo ficou forte. O texto contraria a expectativa de que o desgaste leva à fragilidade; ao contrário, a língua se fortalece com as transformações. Verso comprobatório: “Um elástico que já não se pode / mais trocar, de tão gasto; / nem se arrebenta mais, de tão forte.”

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a língua “se mantém sempre ligada a seu lugar de origem”, mas o poema encerra com “que nunca volta ao ponto de partida” – exatamente o oposto. Não há contradição, e sim afirmação de mudança irreversível. Erro: contradiz o texto.

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