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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2023

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu072917
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara de Bady Bassitt - SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Assistente Legislativo
Tratando o tema da violência, a autora
  1. Afaz um cotejo entre os meliantes do passado e os de hoje, pintando uma imagem ao mesmo tempo idealizada e glamorosa daqueles.
  2. Bdescreve com objetividade e detalhes a postura dos meliantes como algo que se repete, apesar da passagem do tempo.
  3. Cexpressa sua confiança na possibilidade de que, nos dias de hoje, as vítimas de meliantes recebam tratamento mais humanitário.
  4. Ddeclara de modo assertivo a importância do reconhecimento da população diante da ação pronta e eficaz da polícia.
  5. Elamenta que o comportamento dos assaltantes dê prioridade à abordagem galante das vítimas da violência.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — faz um cotejo entre os meliantes do passado e os de hoje, pintando uma imagem ao mesmo tempo idealizada e glamorosa daqueles.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão e interpretação – VUNESP 2023

Gabarito: letra A. A autora compara explicitamente os meliantes do passado com os de hoje, e ao descrever os antigos, utiliza uma linguagem que os idealiza e glamoriza, como em "até ela já teve dias mais românticos" e "sempre tendo a delicadeza de avisar antes: 'Mãos ao alto, isso é um assalto!'". A referência a George Clooney reforça essa idealização cinematográfica.

A questão pede a interpretação do posicionamento da autora. O comando "faz um cotejo" (comparação) é a chave. O texto inteiro se estrutura no contraste entre passado e presente.

"Podemos quase sentir saudades de uma época em que os crimes eram protagonizados por uma turma que queria apenas enriquecer sem trabalhar, e para isso invadia sua casa, levava seu carro ou afanava sua bolsa, mas sempre tendo a delicadeza de avisar antes: 'Mãos ao alto, isso é um assalto!'."

"Quase posso ver George Clooney no papel."

Esses trechos mostram a idealização (saudade, delicadeza, figura de herói) e o contraste com o presente violento e irracional.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa parafraseia com precisão a postura da autora: ela coteja (compara) os dois tipos de meliantes e pinta uma imagem idealizada e glamorosa dos do passado. A passagem "até ela já teve dias mais românticos" e a menção a George Clooney confirmam o tom nostálgico e quase afetivo. Nenhum outro trecho contradiz, e a alternativa não acrescenta opinião externa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A autora não descreve a postura como algo que se repete. Muito pelo contrário: ela enfatiza a mudança drástica. O primeiro parágrafo já estabelece o contraste: "Porém, até ela já teve dias mais românticos." Depois, no segundo parágrafo: "Hoje os meliantes chegam agressivamente...". A palavra "objetividade" também é inadequada – o tom é subjetivo, irônico e nostálgico. Erro: contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A autora expressa desconfiança, não confiança. Ela afirma: "Hoje, o cara que nos ataca pensa que é todo-poderoso" e "Não se pode mais escolher entre a vida ou a bolsa: eles levam ambos". Não há qualquer esperança de tratamento humanitário. Erro: contradiz o texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A polícia é mencionada apenas para contrastar: "assim que ouviam as sirenes da polícia" (no passado) com "a polícia não aparece" (no presente). Não há reconhecimento da população nem ação pronta e eficaz – pelo contrário, há crítica à ausência. Erro: fora do escopo do texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A autora lamenta a perda da abordagem "galante", não o fato de os meliantes darem prioridade a ela. O texto diz: "até ela já teve dias mais românticos", indicando que o romantismo acabou. A alternativa inverte o sentido: ela não critica a prioridade à galantaria; ela saúda ironicamente o tempo em que existia. Erro: troca de conceito (inverte o objeto da lamentação).

PEGA ESSA DICA!

Desconfie de alternativas que invertem a direção do sentimento do autor. A autora tem nostalgia do passado, não queixa do presente em relação a uma suposta priorização.

Gabarito: letra A.

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